quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

3 MINUTOS


Vida Corporativa Cristã


    

    
     São Paulo – 1ª. Edição
 


Apresentação


Com o propósito de promover reflexões sobre os ensinamentos bíblicos, contextualizados no dia a dia da cultura corporativa brasileira, objetivando colocá-los em prática no exercício de uma Vida Cristã no âmbito profissional, dei início há cerca de um ano nesta série de 50 temas, através do envio de mensagens pela internet de forma despretensiosa, cuja expectativa de duração de leitura de cada um é de no máximo 3 minutos, bem apropriada para o estilo de vida moderno e agitado das grandes cidades.
Pela Graça de Deus, que é galardoador de todos os que o buscam, minha real esperança é que você, leitor, encontre aqui auxílio espiritual e sabedoria emanados da única e verdadeira fonte – a Palavra de Deus revelada nas Escrituras Sagradas, bem como reflexões úteis com o enfoque dos Valores Cristãos aderentes às questões diárias do ambiente de trabalho - onde somos forjados diariamente, tal como o ouro no fogo, nos relacionamentos interpessoais em valiosas oportunidades de aperfeiçoamento e crescimento pessoal, porém nem sempre percebidas pela maioria das pessoas no convívio corporativo.
Minha sincera gratidão a todos aqueles que apoiaram esta iniciativa, mas sobretudo a Deus, a Ele toda a Glória e Honra, todo o meu amor!

João Pádua
09/2013

...” até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”. (Efésios 4:13)
















***
































FUI HUMILHADO PELO CHEFE: O QUE FAZER?


A pergunta acima talvez seja, via de regra, a mais ouvida por todos os gestores de Recursos Humanos ao longo da carreira desafiadora de equilibrar relacionamentos e poder dentro das organizações, nesta regra, não sou exceção. 
Durante muito tempo procurei explicações nas ciências humanas que pudessem me ajudar a compreender o "mistério" e o "verdadeiro nó" envolvidos na relação chefia e subordinado, patrão e empregado, comandante e comandado, etc.
No afã desta busca muitos colegas de RH acabam um dia, assim como eu, no divã do psicanalista e alguns permanecem nele para sempre, não foi o meu caso. 

O livro de Dale Carnegie "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas", um verdadeiro manual sobre relacionamentos, só é suplantado pela Bíblia nos ensinamentos da arte de se relacionar com pessoas que, em minha opinião como "coaching pessoal", deveria ser lida por todos aqueles que se interessam verdadeiramente em aperfeiçoar relacionamentos, atitudes e o próprio crescimento pessoal. 
Não bastam horas e horas de sala de aula, treinamentos intensivos, exercícios lúdicos e todo tipo de recursos tecnológicos que utilizamos para formar gestores de pessoas se, no dia seguinte, tudo se repetir com os velhos hábitos e ideias incutidas nas respectivas "cabeças executivas" provenientes da escola humanista de administração, cujos conceitos sobre hierarquia e subordinação esbarram no dito popular "manda quem pode, obedece quem tem juízo". A frustração é enorme para quem está à frente do desafio de desenvolver pessoas no chamado Conhecimentos, Habilidades e Atitudes, de modo que, saber lidar com isso requer um coeficiente de inteligência emocional elevado.
O Apóstolo Paulo em suas 13 cartas, chamadas de epístolas, nos ensina com maestria entre outras coisas além do Evangelho de Cristo, o CHA da Gestão do Desenvolvimento Humano nas empresas, notadamente naquele que é o maior fator de sucesso, segundo pesquisas realizadas com executivos, ou seja, as Atitudes. São elas as chaves do sucesso.
Na epístola dirigida aos Colossenses, o Apóstolo exalta a importância do fazer e do servir (trabalhar) direcionado a um patrão justo e bom pagador, Deus. "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.” (Colossenses 3:23-24).


O Apóstolo dos gentios faz uma advertência veemente àqueles cujas atitudes oprimem, sobrecarregam, exageram ou aumentam a culpa, o erro ou a falta de alguém. "Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas.” (Colossenses 3:25).
E, por fim, dirige-se diretamente ao chefes, patrões e líderes alertando-os para que sejam justos e equânimes em suas decisões, sob pena de caírem no juízo de Deus. "Vós, senhores, fazei o que for de justiça e equidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus”. (Colossenses 4:1).


Aplicação Pratica:

1. Você já foi humilhado por alguém? Como se sentiu?
2. Como chefe você procura flagrar seus subordinados fazendo algo certo ou errado?
3. O que você faz mais em público, críticas ou elogios?
4. Qual é a nota que você pode lhe atribuir, de 0 a 10, para os 3 conceitos do CHA? 
5. Compartilhe com os amigos a sua auto avaliação para saber como anda o seu CHA.

***


AMBIENTE CORPORATIVO:
É POSSÍVEL SER FELIZ?


Quais seriam os indicadores de felicidade dentro das empresas? Um deles poderia ser o grau de comprometimento, ou seja, funcionário feliz = alto grau de comprometimento, funcionário infeliz = baixo grau de comprometimento? Uma pesquisa internacional do Instituto Gallup concluiu que os colaboradores podem ser classificados em três grupos: os comprometidos (19%), os não comprometidos (64%) e os ativamente descomprometidos (17%)
Chama-me a atenção este último grupo que, segundo a pesquisa, seus componentes fazem o mínimo que for possível, apresentam o maior número de faltas ao trabalho, sonegam suas contribuições e chegam a solapar projetos e, muitas vezes, aparentam estar torcendo pelo time adversário. Se correlacionarmos uma coisa a outra, podemos concluir que uma grande maioria (81%) de colaboradores no ambiente corporativo é infeliz.
Eduardo Shinyashiki, palestrante, consultor organizacional e escritor, afirma que o "O sucesso reside em nossa busca constante por melhorar todos os dias, mas em relação a nós mesmos e não aos outros". Parece-me uma boa receita para tornar as organizações mais felizes, todavia a Bíblia oferece muitas outras baseadas nesta pérola infalível: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei." (Gálatas 5:22-23)
A Bíblia nos ensina também que as principais fontes da felicidade são a sabedoria e a virtude e ambas advém dos bons hábitos que adotamos na prática, como esses mencionados, não são dádivas da sorte, recebidas passivamente. A fonte é interna e não externa, logo é possível sim ser feliz nas corporações praticando bons hábitos e atitudes, uma delas é a atitude do elogio sincero tão em desuso no ambiente corporativo.
Elogiar é bom, não custa nada e seus efeitos são tantos. Experimente!


Aplicação Pratica:

1. Como anda o seu nível de comprometimento com a missão da empresa onde você trabalha?
2. Em qual dos três grupos você se enquadra e porquê?
3. Você concorda com as fontes da felicidade citadas no texto?
4. Quais são os bons hábitos que você pratica regularmente na sua empresa?
5. Na sua empresa existe a cultura do elogio? Se não existir, que tal começar por você?

***

CONTRATO DE TRABALHO OU CONTRATO DE ADESÃO?


No dia internacional do Trabalho há muito que comemorar à vista dos acontecimentos ocorridos no ano de 1886 em Chicago, naquela época um centro industrial norte-americano, que levaram 3 (três) anos mais tarde à instituição do dia comemorativo do trabalho. Todavia, a complexidade das relações do trabalho ainda perdura apesar dos avanços da tecnologia, da comunicação veloz e do trabalho robotizado, muito há o que se fazer para se obter melhor equilíbrio entre os fundamentos do capitalismo: capital e trabalho.
Segundo os especialistas das ciências jurídicas em um contrato típico comum de compra e venda é pressuposto que todas as condições sejam negociadas previamente entre as partes envolvidas, ou seja, contratante e contratado. Já o contrato de trabalho por prazo determinado ou indeterminado que estabelecem as condições que o trabalho será realizado, na sua maioria das vezes, já vem pronto para assinatura do futuro colaborador, excetuando-se salário, cargo, horário e algumas escolhas de benefícios.
De praxe, acrescenta-se e normalmente vincula-se ao contrato de trabalho ao código de ética, ao regulamento da empresa, à política de compliance e à norma de utilização de meios eletrônicos; internet, redes sociais, etc. 
Um segundo contrato chamado por mim de contrato psicológico é relacionado diretamente com as perspectivas, promessas e expectativas de ambas as partes; patrão e empregado. Costumo chamá-lo de contrato de trabalho empreendedor ou burocrático e o que diferencia um de outro chama-se resultados. Com efeito, o contrato empreendedor demonstrará muito mais eficácia nas principais variáveis de retenção de talentos: ambiente, perspectivas e recompensas.
Contudo, há ainda um terceiro contrato que não necessita de assinaturas, mesmo porque assim como o anterior não está escrito em nenhum lugar: o contrato cultural do ambiente da empresa, que pode ser classificado como um contrato de adesão. Como exemplo de contrato de adesão podemos citar o contrato de cartão de crédito que nunca é lido pelo cliente que, via de regra, somente depois de usá-lo descobrirá seus direitos e obrigações, notadamente se faltar com as últimas. 
Este tipo de contrato invisível nunca é conhecido na sua totalidade no primeiro dia de trabalho para o recém-contratado, tal como diante de uma cortina de fumaça, ele vai se apresentando e tomando forma com o passar do tempo em virtude das descobertas do próprio colaborador ou apresentado pelas pessoas aos poucos ou às vezes abruptamente do tipo: "aqui as coisas funcionam assim". Desta forma, o novo colaborador ficará sabendo o que é permitido ou proibido ou tolerado na cultura da empresa, da qual ele passa a fazer parte e certamente realizará descobertas agradáveis, outras nem tanto e alguma vez poderá dizer a si mesmo "eu era feliz e não sabia".
Creio ser possível que o legislador tenha elaborado o contrato de trabalho de experiência, também pensando nestes casos de não adesão voluntária ao contrato cultural e ao contrato psicológico. Uma maneira honrosa de “tirar o time de campo” sob o motivo de não adaptação ao novo empregador.
Além do ambiente corporativo, no entanto intrinsecamente relacionado, há um contrato de adesão imutável, completo, perfeito, escrito há milhares de anos e fundamental para uma vida abundante, verdadeiramente rica e cheia de esperanças: a Bíblia. O maior e mais importante contrato de adesão que o ser humano pode voluntariamente aderir e que não exige conhecimento prévio, condições implícitas ou explícitas e pré-requisitos. 
Há muitos que aderem ao contrato bíblico, um verdadeiro código de conduta social, ética e moral, uma constituição universal humana, racional e coerente, mas quando descobrem suas particularidades interiores, logo desistem e dizem: isto não é para mim ou dizem; ainda não estou preparado. Outros, diante da impossibilidade de mudança do código, tentam adaptá-lo ao seu estilo de vida, às suas necessidades, costumes, vícios e hábitos para justificarem suas atitudes e responsabilidades ou ausência delas. 
São os criadores de ambientes dissimulados que se utilizam do código como pano de fundo de uma apresentação teatral e, infelizmente, fazem de suas vidas e de outras pessoas uma grande farsa e transformam o Cristianismo fundamentado em virtudes Bíblicas em um Clube Social com finalidades vãs.
Na minha trajetória de vida sempre busquei compreender a justiça de Deus, pois desde cedo fui suscetível para perceber seus atributos invisíveis, seu poder absoluto e eterno e sua natureza divina, por meio de todas as coisas criadas por Ele, mas me faltava a revelação, a qual pela graça e misericórdia do próprio Deus me alcançou por meio de sua Palavra que nunca volta vazia; o contrato de adesão, o código totalmente aberto e pronto para ser seguido e vivido, sobretudo com integridade e dignidade.
Mas como aderir ao código bíblico, o contrato de adesão perfeito e universal? Sem rodeios; pela fé. 
E o que é fé? O código responde: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem". (Hebreus 11:1).
Quem disse que devemos ter fé? Aquele que disse que é o Filho de Deus, Cristo Jesus: "Respondeu Jesus: Tenham fé em Deus". (Marcos 11:22).
Como adquirir fé, posso comprá-la?  Claro que não. Está explícita no contrato de adesão a forma de adquiri-la: "Consequentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo." (Romanos 10:17).
Por que devo ter fé no código? O código explica objetivamente: "Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: O justo viverá pela fé". (Romanos 1:17).
Preciso ler todo o código antes de aderir? Claro que não! Você leu o contrato do cartão de crédito? "Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos." (2 Coríntios 5:7).

Aplicação Prática:
Perguntas para debate e reflexões: todas mencionadas no corpo do texto.

***

VOCÊ AMA SEU CHEFE, COMO A TI MESMO?


Se você ainda não o ama, devo lhe dizer sem rodeios de que há razões de sobra para isso, mas confesso-lhe também de que em toda a minha vida corporativa este foi o item de maior índice de queixas e reclamações que pude constatar.
Na gestão de folha de salários nunca ouvi um elogio de um funcionário, assim como também nunca ouvi um elogio sincero de um subordinado dirigido ao seu chefe em sua presença ou em público.
Em dinâmicas de treinamento assisti muitos embaraços de subordinados em exposição perante seus chefes e gerentes, quando se tratava de reconhecimento de liderança e até mesmo de um simples elogio a partir de uma simples pergunta: Como é seu chefe?
Se você foi escolhido dentre de uma gama de opções de candidatos no mercado para trabalhar com o seu chefe, já se considere um favorito, caso não tenha sido, mas já se passaram mais de 3 (três) meses de convívio profissional, também já se considere um favorito de seu chefe, porque nenhum chefe trabalha com um subordinado insuportável por muito tempo, pois na primeira oportunidade certamente ele dará um jeito de satisfazer a própria preferência. 
Estou certo também de que você já ouviu falar sobre este mandamento registrado por um Apóstolo a quem Jesus Cristo tanto amava: "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros." (João 13:34).
Em diversas parábolas Jesus ensinou os princípios e as leis espirituais valendo-se de exemplos do servo e o seu senhor, uma delas é esta: "Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens." (Mateus 24:46-47).
Para o mau servo há uma advertência severa logo adiante no texto bíblico: "O senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe. Ele o punirá severamente e lhe dará lugar com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes". (Mateus 24:50-51).
Qual dos dois servos ama ao seu senhor? Obediência é uma virtude que se adquire no exercício de amar, pois quem não ama não obedece à autoridade constituída e também a nenhum propósito seja ele decorrente ou não da missão da empresa, atraindo para si toda sorte de maldições proferidas pelo poder da palavra.
Devemos honrar nossos chefes e amá-los como a nós mesmos, segundo o mandamento de Cristo, mas de que forma além da obediência? Cito algumas aqui:
  1. Reconhecendo sua autoridade publicamente;
  2. Pedindo desculpas por ofensas cometidas;
  3. Agradecendo pela confiança com fidelidade incondicional;
  4. Honrando compromissos assumidos, mesmo que impliquem em custo adicional;
  5. Assumindo a responsabilidade pelos próprios erros;
  6. Demonstrando satisfação e alegria sincera pelo trabalho;
  7. Contribuindo por melhorias no clima não fazendo fofocas ou espalhando "brasas";
  8. Sendo assíduo e pontual;
  9. Compartilhando contribuições e,
  10. Nunca boicotando projetos.




Nota: O 3 MINUTOS desta semana se solidariza com os parentes e amigos das vítimas da tragédia de Santa Maria – RS, rogando a Deus em súplicas para que o Espírito Santo, o Consolador prometido por Cristo Jesus, tenha compaixão para com todos os corações e almas que estão sofrendo as dores de perda de vidas inocentes, vítimas de atos irresponsáveis passíveis do juízo de Deus, cuja justiça divina é soberana e infalível hoje e sempre, até o final dos tempos.



Aplicação Prática:


1.    Auto liderança, foco da exposição do autor, é busca constante de profissionais de sucesso. Como você se posiciona em relação a esse comportamento?
2.    Você ama seu chefe segundo à ótica do mandamento de Cristo?
3.    Na posição de chefe no âmbito profissional e familiar, você se sente honrado, respeitado e sempre obedecido?
4.    O autor cita algumas maneiras de honrar o Chefe. Em qual você encontra maiores dificuldades? Por quê?

***

COACHING


Faça a sua escolha: coaching de carreira, coaching de vida, coaching de liderança, coaching executivo. Qualquer uma delas o objetivo será um só: atingir objetivos específicos utilizando-se de metodologia baseada na arte de ouvir e de fazer perguntas, tão antiga quanto a própria Grécia. Quanto ao significado da palavra ao pé da letra seria treinamento, instrução, mas na prática vemos muito mais do que isso, ou seja, trata-se de aconselhamento de um treinador, alguém experiente e dotado de habilidades profissionais do campo de atuação do Coachee - indivíduo que passa pelo processo de coaching.
De tempos em tempos surgem novas ideias e até alguns modismos na ciência das Relações Humanas, chamada em algumas empresas de Recursos Humanos, em outras; Gestão de Pessoas ou Gestão de Talentos, etc. Todavia, é certo que a liderança de pessoas que buscam servir pessoas para o cumprimento da missão da empresa assume, cada vez mais, um papel estratégico e crucial na gestão de negócios bem sucedidos.
No início da minha carreira quando eu ainda era um jovem aprendiz, ouvi uma frase de um respeitado executivo de RH de uma grande montadora de automóveis que me chocou: a missão de Recursos Humanos é a sua autodestruição. Justificou, dizendo: quando os executivos assumirem 100% de seu papel na gestão de pessoas dentro das organizações, não será mais necessário a existência da área de RH. Esta profecia feita há mais de 30 anos ainda não se concretizou nas empresas brasileiras ou mesmo estrangeiras, e talvez nunca se realizará, razão pela qual ainda se faz necessário que alguém exerça o papel de maestro das Relações Humanas para enfrentar as mudanças no mundo dos negócios que acontecem a todo tempo.
No que diz respeito a aconselhamento, não há terreno mais fértil para ser pesquisado do que a Bíblia. Aliás, tomar conselhos diz a Bíblia, é sinal de sabedoria: "Ouça conselhos e aceite instruções, e acabará sendo sábio”. (Provérbios 19:20) ou "O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve os conselhos”. (Provérbios 12:15). Contudo, para tomar bons conselhos é pressuposto que o conselheiro ou o Coach tenha amplo domínio e seja bem sucedido no campo de atuação do aconselhamento. Caso contrário, o fracasso será tão certo quanto o romper da aurora. 
A Bíblia nos ensina também que não há melhor conselheiro do que Deus e a melhor forma de se estabelecer a comunicação com Ele não é por meio de porta-voz, Internet ou pombo-correio, é mesmo a oração, diz o salmista: "Ó Deus, ouve a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca”. (Salmos 54:2).
O grandioso rei Davi, apenas para citar um exemplo bem conhecido do domínio público, segundo a Bíblia, tomava conselhos com Deus de forma contumaz e o seu reinado foi de glória e prosperidade jamais vistas, até então, pelo povo Hebreu. Sua intimidade com Deus pode ser melhor compreendida pela leitura do livro dos Salmos, são apenas 150 rolos (livros) de beleza poética singular, cuja autoria de sua maioria é atribuída ao rei Davi. 
Quero crer que o hábito da leitura e a meditação de um Salmo a cada dois dias, com apenas 30 minutos diários de oração - diálogo direto com Deus serão suficientes para um ano comercial de 300 dias úteis, podendo ser adicionadas às sessões de coaching de uma hora e meia em média por semana, como é o costume segundo consultores da área. De sorte que, o efeito desta combinação na vida dos executivos será potencialmente turbinado para não só acelerar, sobretudo direcionar corretamente, o que mais interessa às empresas: resultados.
Além disso, sou capaz de apostar sem medo de errar que, com esta receita de novos hábitos e os "pit stops" para reflexões e aconselhamentos determinando um novo estilo de vida Cristão, haverá melhorias notáveis em diversas áreas dos executivos: notadamente no âmbito de relacionamento com subordinados, tanto com superiores quanto com pares, satisfação no trabalho e comprometimento com a missão da empresa, além de maior produtividade e alto desempenho.
"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará”. (Salmos 1:1-3).


Aplicação Prática:

1.     Coaching é modismo? Por quê?
2.    Você toma conselhos com Deus? De que forma? 
3.    Você possui o hábito diário de reflexão os "pits stops"?
4.     Até que ponto a leitura diária de um salmo e o hábito da oração poderão influenciar positivamente a sua vida?
***



O CHEFE EM CRISE

A Revista Você S.A. deste mês estampa em sua capa a afirmativa acima sobre a qual, creio que caberia uma pergunta: Quando foi que não esteve? Resposta: Desde os primórdios tempos da gestão empresarial o chefe sempre esteve em crise, e isto, de tempos em tempos, traz à baila a questão tão debatida da liderança e seus atributos.  
Exercer a liderança sempre foi um pesadelo para a maioria das pessoas que recebem esta incumbência ou se candidatam por livre iniciativa sendo não raro sem qualquer preparo ou treinamento adequado - uma falta grave na gestão de recursos humanos, se esquecendo de que não é preciso um dom especial, podendo ser transformadas em líder. 
Mais de 75% do sucesso de um líder estão ligados as suas habilidades interpessoais, e mais recentemente, na década de 1990, Daniel Goleman compilou os estudos de Mayer e Salovey e confirmou esta informação por meio do conceito da Inteligência Emocional, que se traduz como a capacidade de manipularmos nossas emoções de forma que elas trabalhem a nosso favor, impedindo principalmente que momentos de extrema emoção nos leve a ações e atitudes irracionais ou desproporcionais ao fato ou motivo causador.
A Inteligência Emocional nos permite agir com emoção, intuição e raciocínio de maneira lógica e equilibrada. Contudo, liderança não é só controle de emoções, liderança é também uma competência que pode ser desenvolvida a partir da adoção de determinadas ações nas dimensões do ser humano (corpo, alma e espírito), sendo a espiritualidade deixada de lado de maneira contumaz, o eixo principal e centro da nossa vida onde todas as outras dimensões giram ao seu redor, conectadas a ela. 
Dana Zohar, física e filósofa americana, e autora do livro QS – Inteligência Espiritual, em entrevista à Revista Exame, diz que: A Terceira Inteligência ou Inteligência Espiritual QS (Quociente eSpiritual), que nos ajuda a entender alguns comportamentos e atitudes que QI (Quociente Intelectual) e QE (Quociente Emocional) não conseguem alcançar, coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. 
Ter alto quociente espiritual (QS) acrescenta Zohar, implica ser capaz de usar a dimensão espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, com adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida, e é ele quem nos apoia no desenvolvimento de valores éticos e crenças que irão nortear nossas ações.
Quando o líder sabe qual é sua Missão de Vida e vive por este propósito sustentado por valores Cristãos, a convivência com seus liderados se torna mais simples e gratificante para ambos os lados e sua atuação passa ser de agente de transformação na vida das pessoas, inspirando a conquista do extraordinário por todos aqueles que estão à sua volta.  
A Bíblia revela que os valores eternos de Deus são: verdade, bondade, amor e justiça. Se não houver um alinhamento destes valores no exercício da liderança, os resultados poderão ser catastróficos, por melhores que sejam as intenções. 
Marco Fabossi, conferencista, coach, autor do livro Coração de Líder e consultor em Liderança e Coaching, afirma: liderar sem valores é como pilotar um barco sem leme. Isto é, as pessoas ficarão à deriva. Fabossi, recorrendo à Pirâmide de Níveis Neurológicos desenvolvida por Robert Dilts, acrescenta ainda que as crenças e valores determinam “o porquê” das coisas e guiam nossas ações diárias. Em um nível mais acima temos o nível da identidade, também conhecido como “papéis”, que determina “quem” você é como pai, mãe, cônjuge, amigo, profissional, líder, etc. Por fim, temos o nível “espiritual”, que nos traz a consciência de que fazemos parte de algo muito maior.
Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, com plena consciência e convicção de pertencer a algo muito maior, ensinou a forma perfeita deste alinhamento de valores em suas parábolas e discursos diretos para judeus e gentios. Vejamos apenas dois desses ensinamentos, porém suficientes
"Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. (Mateus 6:33).
"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração”. (Mateus 6:19-21).


Aplicação Prática:
1.    Como está o seu QS (Quociente eSpiritual)? Dê a si mesmo uma nota de 0 a 10 e reflita sobre isso.
2.    Como você vive os valores de Deus em suas relações do trabalho? 
3.    Você se sente protagonista ou coadjuvante de sua própria vida? Por quê?
4.    Como você está posicionado em relação aos fundamentos da Inteligência Emocional: Eu me conheço? Eu me gerencio? Eu me motivo? Eu conheço os outros? Eu gerencio a Interação?
5.    Em uma organização espiritualizada, segundo Fabossi, a prioridade é o compartilhamento e não a competição, ou seja, não há apenas metas a cumprir, mas causas a desenvolver. Você acredita ser possível disseminar este tipo de organização no mundo dos negócios? Por quê?


***



TRABALHO DE EQUIPE


Qual é a melhor equipe de todos os tempos? Para muitos, talvez seja a seleção de basquetebol dos Estados Unidos que foi campeã dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, apelidada de "Dream Team", Time dos Sonhos. Para nós Brasileiros, a Seleção de 70, tricampeã mundial de futebol ainda é considerada por muitos a melhor seleção de todos os tempos, o nosso “Dream Team”.
Trabalhar em equipe nas organizações não é tarefa fácil e exige muito aprendizado, habilidades e atitudes. Em minha vida dentro das corporações, não foram poucas as ocasiões que presenciei longos treinamentos, jogos e simulações para fortalecer equipes que deram, infelizmente, em nada. Pós-treinamento, chefes e líderes, entrincheirados em suas poltronas, continuavam em seus papéis de gladiadores corporativos, apontando suas espadas para seus "inimigos”.
Qual é o melhor modelo para o trabalho em equipe nas empresas? Concluí que o melhor modelo é o Frescobol. Ingenuidade? Pode ser. No Frescobol não existe rivalidade, não há vencidos e nem vencedores. Como se joga cooperativamente, não há adversário e sim parceiros. É um jogo em que se cultiva a amizade e o comprometimento nas jogadas e, o objetivo do jogo é não deixar a bola cair, logo se todas as equipes não deixarem a bola cair, quem ganha o jogo é a empresa.
Generosidade é uma das virtudes que se deve adquirir para quem quer trabalhar em equipe. Tornando-me voluntário obtive os maiores índices de satisfação de trabalho em equipe da minha vida, "não deixando a bola cair", cultivando amizade, fazendo outras pessoas felizes, comprometido com este propósito. Toda empresa deveria incentivar o trabalho voluntário.
Qual é a equipe de maior sucesso de todos os tempos? O Cristianismo, a maior religião do mundo, possui mais de 2 bilhões de seguidores, logo, sem dúvida que é a equipe de Apóstolos formada e treinada por Jesus Cristo durante pouco mais de 3 anos, não usou microfone, Power Point, projetor, vídeos motivacionais, e-mail marketing para promover seus treinamentos e não fez acepção de pessoas.
“E chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e dava-lhes poder sobre os espíritos imundos...”
 (Marcos 6:7).
Será que havia generosidade entre os Apóstolos? “E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.” (Atos 2:45).
E quanto à unidade de propósito, o chamado senso de propósito vivido, compartilhado, tão essencial para a sobrevivência das empresas e estampado em placas de Missão, Visão e Valores? “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” (Atos 2:46-47).

Aplicação Pratica:

1. Você concorda com a afirmativa de que é preciso generosidade para o trabalho em equipe? Por quê?
2. O que você acha do trabalho voluntário estimulado pelas empresas como ferramenta de treinamento e desenvolvimento de pessoas e equipes?
3. Qual foi a sua maior realização no trabalho com equipes? Você teve a oportunidade de honrá-los pela conquista?
4. Você se considera uma pessoa ensinável e com espírito voluntário?

***


LIDERANÇA


Este ano completei 35 anos de carreira na área de Recursos Humanos, carreira esta iniciada em um banco americano, felizmente, uma instituição reconhecida como formadora de líderes para o mercado financeiro. Fiquei por lá quase 10 anos e depois segui outros caminhos, mas sempre na mesma área de gestão de pessoas.
Durante todo este tempo o que esteve sempre em minha mente foi a busca pela excelência em liderar pessoas, sobretudo ensinar a liderar. Senti-me desafiado e fui atrás de quase toda literatura disponível, participei de inúmeros eventos, convenções, estruturei treinamentos, capacitei um grade número de pessoas, funcionários de empresas e gestores de equipe, inspirei e de certa forma "transpirei" liderança, pois sou mais um apaixonado pelo tema.
Todavia, o mais surpreendente nesta trajetória foi adquirido por meio de uma vivência profissional de mais de 3 anos no segmento de marketing multinível, uma verdadeira escola de negócios, onde aprendi a colocar em prática todos os conceitos de liderança conhecidos: situacional, organizacional, servidora, auto liderança, eficaz, alto nível, etc.
James Hunter escreveu O Monge e o Executivo, um best seller dos dias atuais e na sequência publicou o livro Como se tornar um Líder Servidor, onde ele ensina que liderar é servir, elege Jesus Cristo como o maior líder de todos os tempos: "Porque escolhi Jesus? Por uma questão muito pragmática. Se liderança tem a ver com influência e, sabemos que tem, desafio qualquer um a indicar um ser humano na história do mundo mais influente do que Jesus." e detalha com precisão as exigências da liderança: paciência, perdão, compromisso, honestidade, altruísmo, respeito, humildade, gentileza.
Meus estudos bíblicos iniciaram-se há pouco mais de 5 anos, considero-me um principiante, mas me arrisco a afirmar que todos esses ensinamentos, assim como muitos outros sobre liderança são provenientes de uma só fonte: a Bíblia, o livro sagrado de 3 religiões. Nela encontramos a história dos líderes e os seus ensinamentos, muitos deles são chamados de heróis da Fé, começando por Abraão - o pai das Nações, passando por Moisés- o líder do êxodo do povo Hebreu, o rei Davi - o homem cujo coração agradava a Deus e seu filho o rei Salomão - o homem mais sábio de todos os tempos, outros tantos, até Jesus Cristo, seus Apóstolos e seus seguidores.
Jesus Cristo nos ensinou, ao anunciar as boas novas, a servir, mas a quem ele servia? Porque, por princípio, todo servo serve ao seu senhor. Quem era o senhor do Cristo? Ele mesmo responde esta pergunta no Evangelho de João com uma magnífica demonstração de obediência total por amor e propósito. "...mas, assim como o Pai me ordenou, assim mesmo faço, para que o mundo saiba que eu amo o Pai..." (João 14:31)
Jesus faz ainda uma grande promessa aos seus seguidores: "Se alguém me quiser servir, siga-me; e onde eu estiver, ali estará também o meu servo; se alguém me servir, o Pai o honrará." (João 12:26)
Em mais uma demonstração de obediência a um propósito soberano, Cristo afirma: "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (João 5:30).
Repare que obediência não consta da lista das exigências da liderança citada por James Hunter e este é o ponto de partida ensinado por Jesus, ou seja, obediência a um propósito ou a uma missão designada por alguma autoridade.
Olhando para o mundo corporativo, o que podemos ver atualmente é um conflito estabelecido entre obediência versus autoridade, pois ninguém mais quer se sujeitar a autoridade, porém a busca desenfreada pelo poder, pela liderança à força e domínio é permanente, de modo que a arrogância ao contrário da humildade, tanto enfatizada pelo líder dos líderes, torna-se perene dentro das organizações, trazendo com ela todas as mazelas da alma que desaguam nos consultórios de terapeutas, médicos e psicólogos.
Pergunto: a quem devemos servir nas organizações? Se o trabalho for encarado como um propósito de Deus e não como um pesadelo, primeiramente à Deus e depois à Missão da empresa e em seguida às pessoas nela constituídas por autoridade, pois toda autoridade vem de Deus, porque todo o poder é Dele e de seu filho. "E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. (Mateus 28:18).



Aplicação Pratica:

1. Em seu trabalho você serve a quem?
2. Você já esteve em alguma situação que teve que reconhecer seus erros pedindo perdão e desculpas? Qual foi o efeito disto para você e para a outra pessoa?
3. Você considera o seu trabalho como um propósito de Deus ou como um fardo difícil de carregar?
4. O que você acha da máxima: quem não serve, não serve para viver?

***



COMPROMETIMENTO


Obrigar-se por compromisso verbal ou escrito é algo, tal como a honra, virtudes esquecidas nos dias de hoje neste início do século XXI, mas houve um tempo em que a palavra dita era compromisso de Rei e a palavra escrita sentença imutável. Todavia, na era da tecnologia que beira ao anarquismo em todos os níveis de relações humanas, as instituições, tais como família e empresa pública ou privada, sofrem as consequências do descompromisso generalizado e tentam reagir revendo valores, conceitos, criando mecanismos dentro dos laboratórios de ideias, mormente na área de Recursos Humanos, cuja missão é reter recursos humanos da melhor qualidade, desenvolvendo-os ao nível máximo de suas potencialidades. 

Nos processos seletivos para contratação de funcionários que incluem uma diversidade de metodologias, de dinâmicas de grupos a exercícios psicológicos que chegam ao surrealismo, mas que dificilmente desprezam a tradicional entrevista "olho no olho", o principal alvo da busca não é só a escolha do melhor candidato mas, é responder uma questão primordial: até que ponto a empresa pode contar com o comprometimento deste profissional para atingir seus objetivos? Se eu pudesse dar uma receita para esta hora, chamada de "hora H", principalmente para todo jovem que vai enfrentar suas primeiras entrevistas no mercado de trabalho, o que eu diria é: "arrume um jeito de demonstrar, verdadeiramente, que você é uma pessoa de atitudes que o leva a assumir compromissos".
A Bíblia, do seu início ao fim, é um livro repleto de compromissos e alianças, principalmente do homem com Deus e a Sua Palavra, as quais requerem; sobretudo, obediência e honra, ou seja, reconhecimento, respeito e estima. A honra é uma manifestação clara do comprometimento verdadeiro e sincero, ela antecede à obediência e não o contrário, pois não dá para honrar sem obedecer e a honra, por princípio, deve estar presente em todos os níveis de relacionamentos, pois toda honra é geradora de honra provedora de sua respectiva recompensa. 
Honrar é comprometer-se e o melhor exemplo de todos os tempos é o de Jesus Cristo, filho de Deus, comprometido com a Sua missão, com os propósitos de Seu Pai e honrando-O até à morte sacrifical. Ele nos adverte objetivamente sobre este princípio espiritual. "Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou”. (João 5:23)
Em suas ordenanças ao enviar os seus discípulos para a pregação do Evangelho até os confins do mundo, entre outras coisas, Jesus Cristo, o Messias, deixa claro em poucas palavras os princípios da honra e da recompensa. Preste atenção nas articulações do texto:

"Quem recebe vocês (honra), recebe a mim (honra); e quem me recebe (honra), recebe (honra) aquele que me enviou. Quem recebe (honra) um profeta, porque ele é profeta, receberá a recompensa de profeta, e quem recebe (honra) um justo, porque ele é justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der (honra) mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa". (Mateus 10:40-42)
nota: comentários incluídos pelo autor.

Compromisso é a marca pessoal do caráter, tanto de pessoas bem sucedidas, líderes e heróis de histórias reais, quanto de genuínos cristãos, fiéis seguidores e imitadores de Cristo, que em parábolas e também em discurso direto disse a Judeus e Gentios: "Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha.” (Mateus 12:30).


Aplicação Pratica:

1. A quem você tem honrado?
2. No seu trabalho as pessoas reconhecem que podem contar com você?
3. Você já foi honrado por algo que fez e que lhe custou muito esforço?
4. Em seu grupo de trabalho há pessoas cujo comprometimento é digno de reconhecimento? Que tipo de recompensa você costuma atribuir a elas?
5. Quais as suas conclusões sobre a afirmativa de Cristo que consta em Mateus 12:30?

***

OUVINDO O CORAÇÃO



Há algum tempo estive com uma amiga, cuja amizade era remanescente do meu último emprego em Bancos. Na ocasião, ela me dizia o quanto seu pai, com quase 80 anos de idade, estava enfermo e se sentindo só a ponto de desistir de viver. Foi quando então, sem pestanejar, eu lhe disse: acho que você deveria visitá-lo todos os dias, a sua presença deve animá-lo.
Para minha surpresa os olhos da minha amiga se encheram de lágrimas imediatamente e sua alma foi tomada por um mal súbito e então começou a falar para si mesma em um monólogo. - Eu devo visitá-lo sim, todos os dias.
Minha amiga logo se refez do mal súbito e, digamos, "caíram-lhe as fichas", ou seja, conscientizou-se de que suas visitas ao seu pai eram raras e de suma importância para ele e foi assim que ela passou a visitá-lo frequentemente. As poucas palavras do rápido diálogo que tivemos lhe atingiram em cheio o coração.
A Bíblia menciona a palavra coração inúmeras vezes; 819 no Antigo Testamento e 145 no Novo Testamento, mas é no Evangelho de Mateus que encontramos uma grande promessa de Cristo Jesus, o filho de Deus"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus"; (Mt 5:8).  Todavia, logo mais adiante no mesmo livro, encontramos uma advertência dele mesmo, o Filho do Homem: "Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem." (Mt 15:18).
De fato, o coração, além de órgão vital, sem dúvida leva-nos constantemente às emoções da maioria de nós, povo latino, e às vezes nos levam também às palavras lançadas como flechas, as quais, por sua vez, nos levam às decisões e daí em diante às consequências, porque não há colheita sem semeadura e toda palavra ou atitude é semente lançada no terreno fértil das relações humanas sob a vontade permissiva de Deus, muitas vezes incompreensível aos olhos humanos e descrentes. "Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” (Mt 5:45b).
Talvez uma das mais fortes advertências de Cristo que encontramos nos Evangelhos, seja esta: "Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração." (Mt 12:34).
Contudo, é no livro da sabedoria escrito há quase 3.000 anos, no Antigo Testamento, que encontramos um conselho a ser seguido diligentemente e uma definição específica: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida." (Pv 4:23). Esta que é, a meu ver, a melhor definição sobre este órgão, ou seja, fonte de vida que abriga nossos sentimentos, nossas emoções, nossa consciência, foi mais tarde referendada por Jesus Cristo em suas palavras registradas pelo Apóstolo Mateus, um indesejável ex-cobrador de impostos: "Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias." (Mt 15:19).
Para finalizar, foi no coração que Jesus Cristo disse que deveria haver escrito o maior mandamento, quando os discípulos lhe perguntaram: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? " Respondeu Jesus: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. Mt 22:36-37.


Aplicação Pratica:

1.    As palavras que saem da sua boca são fontes de vida?
2.    Você tem guardado o seu coração?
3.    Com que frequência você dá ouvidos ao seu coração?
4.    Você conhece as intenções genuínas do seu coração?
5.    Está escrito em seu coração o maior mandamento da lei? Quais sãos as evidências disto?

***



EMPREENDEDORISMO


As relações do trabalho nunca viveram tantas transformações como nos tempos atuais e as mudanças não param de ocorrer a todo o momento. O mundo globalizado e conectado 24 horas trouxe novos horizontes e perspectivas. As gerações baby boomer, X, Y e Z convivem e disputam palmo a palmo espaço dentro das Organizações e as leis do trabalho tentam tirar o atraso na corrida da modernidade em função de complexidade e diversidade de interações pessoais, até então, nunca vistas. O modelo do contrato de trabalho patriarcal onde submissão à hierarquia, negação da auto expressão e sacrifício hoje, em troca de promessas futuras, está definitivamente superado. O mesmo se aplica à relação de dependência psicológica burocrática entre empregado e patrão:      
   
• Melhor pedir permissão do que desculpa.
• Quando as coisas saem erradas coloco a culpa nos outros ou na “cultura” da empresa.
• Espero que a empresa me dê proteção e reconheça minha lealdade.
• Não posso e não devo tomar decisões sem uma clara direção, logo o chefe deve me dar sempre a direção.

Um novo ciclo se inicia no mundo corporativo onde não há mais lugar para táticas manipuladoras.  No lugar do modelo de contrato burocrático do século XX surge o modelo empreendedor onde há aceitação da própria autoridade, encorajamento da auto expressão, compromisso e não obediência. Uma nova relação de autonomia, um caminho de riscos e oportunidades, passa a ser seguido, logo: 

•Posso e devo tomar minhas próprias decisões.
•A Organização sou eu, ela é aquilo que ajudo a criar.
•Melhor pedir desculpas do que permissão.
•Sou responsável por mim mesmo.

As táticas para atingir resultados agora são autênticas e exigem um novo comportamento ético, coerente e construtivo nas relações humanas:  comporto-me de forma a dar o exemplo, os envolvidos são os primeiros a saber, utilizo linguagem direta - simples e pessoal, manifesto certezas e dúvidas, interrompo o que não funciona, identifico também a minha contribuição e ou responsabilidade para os problemas, consigo expressar o que sinto e penso, uso as informações de forma transparente e aberta. Todavia, resta saber qual ou quais das gerações irá se adaptar melhor à esta nova ordem de relacionamentos e interações do mundo Corporativo? Contudo, para qualquer indivíduo e de qualquer geração se superar e ser bem sucedido na nova organização do século XXI, notadamente nas relações humanas, há um manancial de sabedoria e ensinamentos disponíveis na Bíblia, uma fonte inesgotável de onde os autores de “best sellers” não se cansam de garimpar, compilar e se inspirar. 
Napoleon Hill, escritor e orador, afirma em seu livro Quem Pensa Enriquece, que os pensamentos tornam-se ferramentas poderosas através do poder da fé e ele tem razão, pois a Bíblia diz: "Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito”. (Mateus 21:21). 
Há um livro inteiro de apenas 31 capítulos na Bíblia, um riquíssimo manual dedicado a ensinar a pensar e a prosperar, Provérbios de Salomão -  escrito há mais de 900 anos A.C. por um sábio rei hebreu, próspero e empreendedor.
Stephen R. Covey escreveu Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes a partir de princípios e paradigmas que ele denominou "de dentro para fora", culminando na autoconfiança para realizar a mudança da personalidade definida do eu interior e não pela opinião ou comparações feitas pelos outros. De fato, Covey também tem razão, pois a Bíblia diz: "O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”. (Mateus 15:11). 
Mudanças interiores e transformações de caráter são especialidades da Bíblia, pescadores, homens rejeitados, cobradores de impostos, carpinteiros, tornaram-se célebres oradores dotados de conduta ética e moral irrepreensíveis.
Dale Carnegie em seu livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, um manual da arte do relacionamento, escrito sobre um único princípio: "minha popularidade, minha felicidade e meu senso de valor dependem, sobretudo da minha habilidade no tratar as pessoas", tornou-se um grande best seller.
Carnegie, também tem razão, pois a Bíblia diz: "Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros”. (Romanos 14:19). 
O Apóstolo Paulo em suas cartas de sapiência incomum ensina com maestria a arte de influenciar pessoas, torná-las excelentes e engajá-las em projetos de longa duração e para isso, faz uso de uma infinidade de ensinamentos sobre relacionamentos humanos; construção, proteção e edificação mútua.
Vale a pena conferir!

Aplicação Prática:
1.     Você se sente preparado para as novas relações do trabalho na empresa do século XXI segundo a ótica do autor?
2.    Na cultura da sua empresa predomina o contrato psicológico burocrático ou empreendedor? Como você se posiciona?
3.    O que você tem feito para acelerar o seu crescimento pessoal nos últimos anos em vista das constantes mudanças do mundo corporativo? 
4.     Você considera relevantes os ensinamentos Bíblicos? Por quê?



Outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema:

Construindo Relacionamentos
Referências Bíblicas
Amai-vos uns aos outros.
Jo 13:34; Rm 12:9-10; 13:8-10; 1Jo 3:11, 16, 23; 4:7,
Acolhei-vos uns aos outros.
Rm 15:7; 14:1; Fm 15-17
Saudai-vos uns aos outros.
Rm 16:16; 1Co 16:20; 2Co 13:12; 1Pe 5:14
Tende igual cuidado uns pelos outros.
Rm 14; Rm 15.1-3
Sujeitai-vos uns aos outros.
Ef 5:21; Rm 12:10; Fp 2:3
Suportai-vos uns aos outros.
Ef 4:2; 1Co 13:7; Jo 13:1-5
Confessai vossas culpas uns aos outros.
Tg 5:16; Pv 28:13
Perdoai-vos uns aos outros.
Ef 4.32; Cl 3:13; Mt 13:15-17, 23-35
Não julgueis uns aos outros. 
Rm 14:13; Mt 7:1-5
Não faleis mal uns dos outros.
Tg 4:11; 3Jo 9, 10; Tg 3:1-12
Não vos queixeis uns dos outros.
Tg 5:9C116
Não vos mordeis e devorais uns aos outros
Gl 5:15
Não vos provoqueis uns aos outros, não tenhais inveja uns dos outros.
Gl 5:26
Não mintais uns aos outros.
Cl 3:9-10; Ef 4:25 e 15; Zc 8:14-17
Instruí-vos mutuamente.
Cl 3:16; 1:28; 2Tm 3:16-17

Exortai-vos mutuamente.
Hb 3:13; 1Ts 5:11; 2Co 2:6-7
Admoestai-vos uns aos outros.
Rm 15:14; 1Ts 5:14; 1Tm 1:3

Falai uns aos outros com salmos e cânticos.
Ef 5:19; Cl 3:16

***



NECESSIDADES


Em toda a minha vida, que já dura mais de meio século, talvez a frase mais chocante que ouvi tenha sido esta: "Não sinto necessidade de crer em Deus". É bem provável que esta frase já tenha sido repetida por milhares de pessoas, mas, confesso, que nunca tinha ouvido alguém dizer isso, principalmente em público, tal como pude ver em um programa de televisão da TV Cultura, a única televisão que ainda preserva sua essência como veículo de comunicação responsável direto na formação e educação cultural do povo brasileiro.
Fiquei com tal frase proferida pelo filósofo expoente em minha mente durante alguns dias e uma enxurrada de perguntas e reflexões brotaram espontaneamente, e isto poderia me levar a escrever um livro sobre esse tema, mas vou me restringir aqui a apenas algumas reflexões:
Em teoria econômica aprendemos logo cedo que, por princípio, as necessidades do ser humano são ilimitadas, de modo que podemos chegar a inúmeras conclusões a respeito das necessidades ilimitadas para a vida do homem e enveredar por um caminho sem fim de ideias e filosofias sem nenhuma concretude, ou seja, muita teoria e pouca prática. O ser humano, como ser pensante que é não se cansa da busca incessante do saber e tal faculdade pode levá-lo às conclusões mais absurdas e insanas possíveis, por isso, a história está cheia de personagens tiranos, exterminadores atrozes de vidas humanas, loucos varridos, semideuses, etc., todos sem exceções, insatisfeitos e insaciáveis.
Em todos os registros de história da humanidade é na Bíblia que encontramos um único personagem com todas as suas necessidades atendidas, Cristo Jesus. Não havia para ele necessidade que não pudesse ser atendida, a si mesmo ou para qualquer um, pois bastaria realizar um milagre, tal como multiplicação de alimentos, curas das mais variadas, fenômenos sobrenaturais, domínio da natureza, etc. a lista é enorme. Todavia, este Cristo esvaziado de sua natureza divina é o melhor exemplo de todos os tempos de crença, de fé e obediência aos planos e propósitos de seu Pai, o Deus Criador dos céus e da Terra.
Relacionar a palavra necessidade com a palavra crer, a qual, segundo o Dicionário Aurélio significa dar fé, acreditar ter para si, julgar, supor, parece-me uma vã tentativa de tornar uma decisão genuína, que a princípio deve ser baseada na vontade nascida no coração, em obrigação imprescindível corriqueira. Deus não nos obriga a acreditar nele, embora nos ame tanto que nos deu seu Filho como preço de nosso resgate para a vida eterna, pois estávamos mortos pela lei do pecado e da morte. Sua existência, bem como suas leis que regem o Universo, independem de nossa crença e de nossas teorias.
É no Evangelho do Apóstolo João que encontramos o maior número de vezes a palavra Pai, proferida por Cristo; começando por uma declaração de unidade entre o Pai e o Filho:  "Eu e meu Pai somos um." (João 10:30). Passando por demonstrações de obediência ao Pai, uma delas: "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor." (João 15:10).
Finalizando com uma súplica em favor daqueles que crerem e que obterão pela fé a unidade com Ele e o Pai: "Não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo guarda-os no teu nome, no nome que me deste, para que eles sejam um, assim como nós." (João 17:11).

Aplicação Pratica:

1.    Você sente necessidade de crer em Deus?
2.    Como tem sido sua unidade com Deus Pai e Deus Filho?
3.    Madre Tereza de Calcutá possuía um único bem para atender todas as suas necessidades: uma bacia. Cristo dispunha de sua túnica. E você já possui todos os bens para satisfazer suas necessidades?
4.    Você se considera uma pessoa satisfeita ou insatisfeita? 

***



DESERTOS, VALES
E MONTANHAS

Metáfora, segundo o dicionário da língua portuguesa, é o emprego de uma palavra em sentido figurado. Tal recurso de linguagem, muito utilizado pelos artesãos da escrita, figura na maioria dos livros da literatura secular, alguns famosos e poéticos que consagraram seus autores, uma grande maioria, pós-morte. 
A Bíblia, para muitos do ocidente, aparenta possuir uma linguagem de difícil entendimento, mas na tradição judaica todas as crianças até a idade de 12 anos, não só dominam seu entendimento histórico, filosófico e espiritual, como também decoram livros inteiros e aos Talmedins, discípulos de sacerdotes e mestres, cabem a tarefa de recitar, tal como no dito popular "de cor e salteado" todo o Antigo Testamento composto de 37 livros. Portanto, o que parece difícil em uma cultura em outra é algo corriqueiro, de rotina diária e dos usos e costumes.
De todos os livros que li certamente, mais de um milheiro, foi na Bíblia onde encontrei o maior número de metáforas, muitas delas utilizadas nos sermões e parábolas proferidas por Jesus Cristo: 
"Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei." (João 2:19); 
"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." (João 3:3); 
"E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más." (João 3:19).
Uma delas é a minha predileta: "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede." (João 6:35).
Desertos, vales e montanhas ou montes, surgem a todo instante na leitura da Bíblia ora em metáforas, ora em sentido concreto descrevendo paisagens e topografia geográfica da região dos fatos e acontecimentos. Todavia, essas palavras no sentido figurado surgem também como fases, ciclos e períodos de uma jornada ou de acontecimentos: 
"Derrama o desprezo sobre os príncipes, e os faz andar desgarrados pelo deserto, onde não há caminho." (Salmos 107:40);
"Os campos se revestem de rebanhos e os vales se cobrem de trigo; eles exultam e cantam de alegria!" (Salmos 65:13); 
"Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?" (Salmos 121:1).

O monte ou montanha era o lugar preferido por Jesus: "E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos." (João 6:3), era também o seu refúgio para estar à sós com o Pai: "Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte." (João 6:15).
Ao longo da vida passamos por desertos, vales e montanhas e o primeiro deserto surge logo ao nascer, do útero confortável e totalmente supridor passamos repentinamente para o deserto imenso do mundo que nos agride de todas as maneiras, onde todas as nossas necessidades precisam ser satisfeitas a cada minuto, da água à comida, do abrigo ao carinho materno, caso contrário perecemos, tal como no deserto. 
Talvez uma das primeiras montanhas que temos de superar são os primeiros passos, o desafio do andar, mas após muitas quedas, ficamos eretos. Assim, ao longo da vida surgem vales, por onde passamos "por apertos" e situações desconfortáveis, desertos que nos levam achar que pereceremos e montanhas gigantescas que achamos que nunca vamos ultrapassar.
No alpinismo o instrumento mais importante chama-se mosquetão, sem ele é impossível escalar qualquer monte por menor que o mesmo possa ser. As cordas são fundamentais, mas não substituem a mão amiga e acolhedora do companheiro de jornada. Quando estamos no topo da montanha, uma sensação de vitória nos invade a alma e as dificuldades que passamos até chegar lá, justificam a conquista, mas quando temos de recomeçar a escalada, às vezes as dores são quase insuportáveis e alguns ficam pelo caminho, vencidos pelo cansaço e pelo desânimo.
A Bíblia, o maior “best seller” de todos os tempos, há milhares de anos tem sido utilizada com sucesso inegável, tanto como bússola como mapa infalíveis, instrumentos de navegação e locomoção indispensáveis, para a realização de travessia de desertos, vales e montanhas.

Aplicação Pratica:
1. Qual é o significado de desertos, vales e montanhas na sua vida?
2. Em qual destes ciclos você se encontra neste momento?
3. Você já precisou de um "mosquetão" para subir uma montanha?
4. Qual foi o pior deserto da sua vida? E como conseguiu superá-lo?
5. Já precisou de uma mão amiga para chegar ao topo?
6. Qual é o mapa e a bússola que você tem utilizado nas tomadas de decisões em sua vida?

***



A PALAVRA


No mundo corporativo há três variáveis importantes a serem consideradas em gestão de pessoas, as quais determinam o sucesso ou o fracasso na atratividade e na permanência de bons profissionais em organizações empresariais independente de tamanho, origem, ramo de atividade, são elas: perspectivas, recompensas e ambiente.
Do primeiro axioma, minha experiência na área de Recursos Humanos, leva-me a crer que a variável ambiente tem sido cada vez mais valorizada do que as outras duas e não é muito difícil entender as razões, pois todos os profissionais do século XXI em qualquer lugar do planeta querem trabalhar em um bom ambiente para melhor satisfação e realização profissional, mas na busca pela empresa que proporcione um ambiente ideal há um paradoxo: os esforços das políticas de Recursos Humanos, visando melhorias de qualidade de vida no trabalho, não vencem as estatísticas, ou seja,  as doenças ocupacionais de cunho emocional, apelidadas de "doenças psicossomáticas do trabalho", não param de crescer.
O ambiente empresarial é o mais suscetível às variações de “temperatura”, chamada de clima organizacional, em razão simplesmente de palavras. Explico: toda e qualquer empresa por mais automatizada que possa ser, em sua essência é uma rede de conversas mantida das mais variadas formas de comunicação: diálogos, e-mails, normas escritas, apresentações, comunicados, etc. Logo, a qualidade da conversa de seus integrantes interfere no resultado da empresa e no desempenho e comprometimento das pessoas envolvidas nos processos de trabalho. Se imaginarmos uma empresa onde as conversas são fúteis, vazias e infrutíferas, concluímos logo que dificilmente haverá progresso nos negócios desta empresa, o contrário é verdadeiro.
Diz a sabedoria popular que na vida há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
Do segundo axioma, embora a oportunidade perdida possa parecer a mais relevante confirmação da tese, mas é a palavra e, consequentemente, seus efeitos que comumente jamais voltam; provocando, na maioria das vezes, toda a sorte de sentimento e afetando relacionamentos e vidas. 
A Bíblia é o maior celeiro do mundo de ensinamentos do uso e manejo correto da palavra, ela é em si mesma a Palavra de Deus revelada e semeada no coração dos homens sem acepção de pessoas, seja grego, judeu, gentio, oriental ou ocidental “Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus.” (Lucas 8:11).
Contudo, minha escolha pessoal entre centenas de versículos correlacionados com a palavra, está explícita neste versículo magnífico e simples proferido por Cristo Jesus; ele mesmo o próprio verbo, Filho de Deus, que estava com Deus e se fez carne entre nós: “O que semeia, semeia a palavra.” (Marcos 4:14). Portanto, nossas palavras são sementes de vida ou de morte: "A morte e a vida estão no poder da língua". (Provérbios 18:21)
Quer conhecer alguém, escute o que ele fala e lembre-se: ao falar hoje, você semeia para o amanhã.


Aplicação Pratica:

1. Como tem sido a qualidade de sua "semeadura" para o clima organizacional da sua empresa?
2. Você se preocupa com as palavras que saem da sua boca, isto é, "mede" as suas palavras?
3. Reconhece seus erros e pede desculpas se magoou ou prejudicou alguém por conta de suas palavras?
4. Você costuma elogiar e faz disto um hábito natural?

***



DISTRAÇÃO E
PROCRASTINAÇÃO


A Era da Incerteza, a Era da Informação ou Era Digital, são todas elas projeções sobre o comportamento humano contextualizado para o atual século XXI, o século que estamos vivendo, ou melhorsegundo os pessimistas, que se intitulam realistas, tentando sobreviver em uma aldeia global sem regras, sem limites, sem parâmetros e sem fronteiras. Todavia, uma coisa é certa, vivemos também a "Era da distração" e, por consequência, a "Era da desconcentração" e por que não a "Era da procrastinação"?
Há inúmeros estudos e pesquisas neste campo, uma delas feita pela consultoria Triad PS, afirma que 62,3% dos entrevistados, quando acessam a internet no trabalho, simplesmente se perdem em outros assuntos, consumindo preciosas horas de serviço é o chamado Cyberslacking - mania de entrar na internet durante o expediente.
Nas viagens que realizo no metrô da cidade de São Paulo, observo diariamente um número crescente de usuários com fones de ouvidos, Smartfones, Tablets com inúmeros aplicativos, cuja sua maioria tem como objetivo distrair, fazer o tempo passar, ocupar a atenção do indivíduo.
A busca pela distração é cada vez mais constante, mesmo que dela resulte uma dependência incontrolável, mas traz uma preocupação para as empresas: não há como negar a falta de concentração de nossas mentes distraídas o tempo todo por interrupções de toda natureza, falta de disciplina (Ex: interromper conversas para responder e-mails) e pensamento distante, o chamado "presenteísmo" - corpo presente, mente ausente.
Nas atividades físicas em provas de longa distância descobri que a distração mina a resistência física e psicológica e, por fim, leva ao desânimo e o contrário também é verdadeiro, ou seja, a concentração aumenta a energia e eleva o ânimo.
Outro fator preocupante no ambiente corporativo é a procrastinação, talvez uma resultante da distração constante e perene. Segundo pesquisas também, as pessoas nas empresas adiam 86,5% das tarefas chatas e 51,2% das tarefas desconfortáveis ou que provoquem medo. Procrastinar, o chamado "empurrar com a barriga" é, pelo visto, muito mais presente nas empresas do que podem imaginar os gurus da administração moderna.
Vivemos tempos sem privacidade alguma e dificilmente ficamos sozinhos com nós mesmos, introspectivos em pensamentos próprios e, diga-se a verdade, às vezes não queremos nem olhar para nós mesmos, a não ser para retocar a maquiagem ou fazer a barba.  Vejamos o que a Bíblia diz sobre isso? Não sobre o barbear e o retocar a maquiagem, mas sobre distração e procrastinação.
O Apóstolo Paulo, israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim, sobrevivente de naufrágios, açoites, cárcere privado e picada de cobra, em suas viagens de Jerusalém à Macedônia, à Roma e à Antioquia, não tinha tempo a perder em seu apostolado para lançar os alicerces da Igreja Cristã Primitiva "Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa;" (1 Ti 3:14) logo, presumo, que não desejava se distrair, pois seu foco era a formação de líderes, dois deles muito especiais Timóteo (em Éfeso) e Tito (em Creta) e, por todos os lugares por onde passava, ensinava seus discípulos a manterem a concentração, o foco e a prontidão para o que deveria ser feito e muito bem feito por sinal: "Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens;" (1 Ti 2:1) e "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2 Timóteo 2:15). 
Para evitar a procrastinação, o chamado fazer pela metade ou parcialmente, hábito facilmente adquirido e de difícil superação, eis a determinação do Apóstolo ao seu discípulo: "Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade." (1 Ti 5:21).
A Bíblia nos convida a ter uma vida excelente para o bem em tudo o que fazemos "... mas quero que sejam sábios em relação ao que é bom, e sem malícia em relação ao que é mau." (Romanos 16:19), mesmo porque desde a criação, Deus não fez por menos, criou tudo com excelência e perfeição em seu devido e apropriado tempo e, não deixou nada para terminar depois. "Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito." (Gênesis 2:1-2).



Aplicação Prática:

1. Você pratica o Cyberslacking - mania de entrar na internet durante o expediente?
2. Quais as tarefas que você mais procrastina e por quê?

3. Se o dia tivesse 48 horas, esse tempo seria suficiente para fazer tudo o que é necessário?
4. Você se considera uma pessoa de domínio próprio?
5. Caso você não se considera com domínio próprio o que está faltando para isso?

***




A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE...?


Quando dei início a esta série de reflexões de textos Bíblicos contextualizados para o ambiente Corporativo, não imaginava quanto seria desafiador a tarefa de sintetizar em apenas 3 minutos de leitura, temas tão extensos e profundos da vida do cotidiano nas empresas, alguns dignos de livros já editados.
Já estamos com mais de 10 edições do 3 Minutos que agora ganhou um subtítulo: Vida Corporativa Cristã e, com o passar do tempo tão rápido nos dias atuais, logo estaremos completando a primeira centena, uma jornada que eu desejo que venha ser muito proveitosa para todos os leitores.
O tema de hoje nos remete a um dos mandamentos de Deus que consta do livro de Êxodo (emigração do povo Hebreu do Egito) no Antigo Testamento: "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença". (Êxodo 20:17).
Para o homem natural, não há mandamentos fáceis de serem cumpridos, mas este - o décimo mandamento, o último e não menos importante, talvez seja aquele que cause um grande conflito na alma desde cedo, logo na infância do homem. Qual foi a criança que nunca desejou possuir o brinquedo do próximo, de outra criança, do próprio irmão? A cobiça nasce com o homem natural e o acompanha até o nascer do homem espiritual, tal como disse Jesus Cristo a Nicodemos em um diálogo muito conhecido e pouco compreendido para muitos "Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". (João 3:3).

Não faz muito tempo que na minha carreira profissional estive revisando, mais uma vez, um Regulamento Interno - Código de Ética e Conduta e Comportamento de uma instituição. Lembrei-me da primeira vez que colaborei para a construção de um Código de Ética, tarefa nada fácil de ser elaborada envolvendo cultura organizacional, leis trabalhistas e regulamentação do setor, contudo mais difícil ainda é o cumprimento à risca do código. Ao longo dos anos, foram inúmeras as vezes que me deparei com situações de quebra de código, consequentemente dos padrões estabelecidos.
No tocante à inibição da cobiça, embora não conste de nenhum regulamento de empresa como prevenção de comportamentos que possam prejudicar a imagem da instituição junto aos clientes, fornecedores e colaboradores, é em muitos casos a principal razão do índice de infelicidade (se é que existe um) dentro das organizações e seus departamentos, pois como diz o dito popular a cobiça, tal como o ódio, cega. Logo, não há nitidez de valores intangíveis (felicidade, paz, amor). Não há pessoa mais infeliz do que o invejoso e a infelicidade é tão contagiante quanto a felicidade.
A Bíblia nos adverte de maneira contumaz em relação à cobiça, eis uma delas: "Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte." (Tiago 1:14-15).


Aplicação Prática:

1. Você acha que seria possível incluir em códigos de ética de empresas, padrões de comportamento bíblicos? 
2. Por quê?
3. O que Cristo quis dizer com nascer de novo? 
4. Seria uma metáfora ou um outro tipo de nascimento?
5. Você conhece pessoas invejosas?
6. Como elas são?

***



A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE...? (Parte II)
"O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos." (Provérbios 14:30)

Na vida Corporativa presenciamos com frequência os impactos das atitudes de cada colaborador e às vezes o desastre na cultura interna da empresa e nos relacionamentos individuais, minando diariamente a qualidade da rede de conversas, tão importante para o sucesso dos negócios e das pessoas.  Quem nunca ouviu o falatório pelos corredores, chamado de "radio pião" ou "rádio corredor", quando aquele funcionário impopular ou o chamado "puxa saco" foi promovido? Nas reestruturações organizacionais nos tempos da reengenharia em empresas que trabalhei, por ocasião da divulgação do novo organograma, havia até torcida e apostas para fulano ou contra fulano.
A cobiça ou a popular inveja se alastra rapidamente como erva daninha voraz e está presente em pequenos detalhes nos relacionamentos, desde o falso elogio da gravata ou da blusa até a descarada declaração; "bem feito, ele (a) merecia mesmo ser demitido(a)", neste último caso, não é a inveja pelo sucesso, mas é a torcida pelo fracasso alheio, o que dá no mesmo.
Joyce Meyer, autora do best seller Campo de Batalha da Mente, uma das mais influentes líderes da comunidade Cristã Norte Americana, faz uma comparação em seu livro sobre a mente de Cristo, altamente positiva, e o que ela chama de Mentalidades de Desertos, uma delas definida muito bem por ela: "Por que eu não deveria ser ciumento e invejoso quando todo mundo está em melhor situação do que eu?”. Joyce ensina que a inveja é uma característica dos inseguros, principal causa de uma vida de deserto e que devemos aprender que Deus tem um plano único e pessoal para a nossa vida - devo confiar que Ele irá fazer o melhor para mim, logo, não precisamos nos comparar com outros, pois a inveja é também infantil. Deus melhor do que nós sabe o que podemos ter e fazer.
Não há nada de errado em querer se sair bem e progredir no trabalho e nos negócios, mas devemos nos lembrar de que a promoção, o reconhecimento e todo o poder vêm de Deus, devemos confiar plenamente Nele e em sua justiça, sempre!
A Bíblia nos ensina com clareza e sem rodeios:
"Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros." (Gálatas 5:26).
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha." (1 Coríntios 13:4).

Aplicação Prática:
1.    Como é a sua mentalidade?
2.    Você realmente confia em Deus e acredita, pela fé, que Ele tem um plano único para a sua vida?
3.    Quais são as evidências deste plano?
***



RELACIONAMENTOS


Recentemente, ao ler um artigo interessante contendo uma lista de 14 maus hábitos que podem custar seu emprego, notei que pelo menos 10 deles tratavam direta ou indiretamente de relacionamentos interpessoais dentro das organizações. De fato, a habilidade de se relacionar é fator crítico de sucesso, tanto para as pessoas quanto para os negócios das empresas, de modo que as políticas de gestão de recursos humanos, por meio de programas de desenvolvimento humano e de ações endomarketing buscam a fórmula ideal e coerente de acordo com cada cultura organizacional, para que os relacionamentos sejam construtivos e voltados para o cumprimento da missão da empresa.
Na gestão de Recursos Humanos em minha carreira, foram inúmeras as vezes que presenciei e me vi envolvido com os chamados "problemas de relacionamento" e para não exagerar, em todas as direções, ou seja, 360 graus. Em situações desta natureza alguns chefes usavam e creio que ainda usam o chavão "fale com o RH". 
Digo isso porque não muito raro, em determinados conflitos, após exercitar malabarismos e contorno sionismos de vaidades e egos inflados, era comum descobrir que o "problema do relacionamento" estava mesmo com aquele que iniciou a queixa ou com o seu chefe imediato. Desta forma, via de regra, bastaria uma boa conversa entre chefe e subordinado. A partir deste ponto, cada caso tinha seu desfecho particular; alguns considerados justos e outros injustos na avaliação da cultura da empresa, porém alguns desaguavam mais tarde no oceano de ações trabalhistas.
Finalizei mais uma vez a leitura de alguns livros da Bíblia e, como é de costume, quando você termina de ler um livro, naturalmente veem à mente algumas conclusões. Desta feita, me deparei com um paradoxo. Explico: O paradoxo dos Testamentos: enquanto o Antigo Testamento é voltado para a "geração da promessa" a descendência de Abraão, o novo é voltado para a "geração eleita", um para dentro e ou outro para fora da comunidade judaica, um por descendência familiar outro por eleição pela fé redentora no filho de Deus, Jesus Cristo, "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. (Gálatas 2:20).
No tocante a relacionamentos o que vemos nos livros do Antigo Testamento e do Novo Testamento são duas visões panorâmicas distintas:  no Antigo Testamento a busca constante de Deus em se relacionar com o seu povo escolhido, os Hebreus e o enfoque em preservá-los de relacionamentos impuros ou pagãos, de modo a mantê-los separados de outros povos. Por outro lado, o que vemos no Novo Testamento é exatamente o contrário, ou seja, não há acepção de pessoas para se relacionar com Deus. "Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34).
Em uma leitura mais atenta do Novo Testamento encontramos nada mais, nada menos, do que 25 mandamentos denominados de Mandamentos Recíprocos, os quais tendo como artífice a Palavra de Deus, direcionam com excelência qualquer pessoa para o exercício de uma vida Cristã genuína baseada em um relacionamento interpessoal construtivo e edificante.
Vou citar alguns Mandamentos Recíprocos aqui por mera eleição pessoal, porém o suficiente para compor a fórmula ideal para os relacionamentos interpessoais nas empresas, e creio que até poderiam ser estampados nos calendários, faixas em eventos e festas de final de ano, papel de parede de computadores, apresentações de powerpoint, formulários, etc., como maneira de lembrar a todos os colaboradores, clientes e acionistas, a receita da excelência organizacional de uma empresa cristã:


Mandamentos Recíprocos
Referência Bíblica
Não mintais uns aos outros.
Cl 3:9-10; Ef 4:25 e 15; Zc 8:14-17
Não tenhais inveja uns dos outros. 
Gl 5:26
Não vos provoqueis uns aos outros.
Gl 5:26
Não vos queixeis uns dos outros.
Tg 5:9
Não julgueis uns aos outros.
Rm 14:13; Mt 7:1-5
Confessai vossas culpas uns aos outros.
Tg 5:16; Pv 28:13
Não faleis mal uns dos outros.
Tg 4:11; 3Jo 9, 10; Tg 3:1-12
Sede servos uns dos outros.
Gl 5:13b; Is 58:1-8
Levai as cargas uns dos outros.
Gl 6:2; Rm 15:1-3
Perdoai-vos uns aos outros.
Ef 4.32; Cl 3:13; Mt 13:15-17, 23-35



Aplicação Prática:

1.     Você acredita que seria possível o exercício de todos esses mandamentos dentro da empresa? 
2.    O que seria necessário para o colaborador cumprir todos esses mandamentos?
3.    Qual desses mandamentos é o mais difícil para ser cumprido no ambiente corporativo? Por quê?
4.    Você já esteve envolvido com problemas de relacionamento em seu ambiente de trabalho? 
5.       Quais são as evidências de que foram bem conduzidos?

***



QUEIXAS, RECLAMAÇÕES,
MOTINS E REBELIÕES


Se fosse impossível de falar mal de outras pessoas no ambiente corporativo, creio que em algumas empresas poderia faltar assuntos. Todavia, é sabido que o que falamos é produto do que pensamos e o nosso pensamento é afetado pelo que falamos, fechando-se assim a equação. A rigor, não deve haver diferença alguma entre o que pensamos e o que falamos, ou seja, o falar e o pensar devem estar em harmonia para o passo seguinte: a ação ou a atitude coerente com o falar, isto se chama, integridade.
No cotidiano corporativo é comum a expressão "apagar incêndios" tanto que alguns funcionários ganham o estigma de "bombeiros", pois estão sempre apagando incêndios, emergências que surgem à toda hora. No tocante à cultura organizacional muitos desses "incêndios" são propagados até a área de Recursos Humanos quando então as decisões são levadas ao corpo diretivo da empresa para a tomada de decisão. 
Em minha vivência corporativa não foram raras as vezes que tive de lidar com todo tipo de queixas, falatório inútil, fofocas, reclamações e até rebeliões, algumas delas assumiram grandes proporções, outras foram extintas pela atuação providencial de um gestor eficaz ou de ações oriundas de programas e políticas estratégicas de RH. 
Empresários buscam fórmulas de sucesso para a gestão do ambiente corporativo. Peter Barth, consultor empresarial de renome por quem tenho muito apreço, afirma: "O mais difícil de ser copiado é a qualidade do relacionamento da empresa com seus colaboradores e destes com os clientes. O lucro é o aplauso recebido por cuidar bem dos colaboradores e clientes". Moral da história: no ambiente corporativo é preferível apagar fagulhas ou incêndios?
As causas citadas no título podem repentinamente, tal como um grande incêndio, destruir o trabalho de anos de esforço de formação de equipes, de construção de um negócio, da identidade cultural de uma organização, cujas origens na maioria das vezes são fagulhas provenientes de um pequeno e indomável órgão do corpo humano dotado de um poder destruidor sem fim: a língua.
Sobre este órgão, o mais citado na Bíblia, ela mesma é enfática em afirmar no livro da Sabedoria: 
"Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca brada por açoites. A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma. As palavras do mexeriqueiro são como doces bocados; elas descem ao íntimo do ventre”. (Provérbios 18:6-8).

Qual é a receita do falar, do pensar e do agir? A palavra de Deus contida na Bíblia ensina essa receita de Gênesis ao Apocalipse e afirma que o resultado desta harmonia será prosperidade, paz e sucesso na vida, logo, sem rodeios, controle a sua língua ou ela te controlará, palavras são sementes: " A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto”. (Provérbios 18:21).
Jesus Cristo advertiu com veemência o ato de falar: “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado”. (Mateus 12:37).


Aplicação Prática:

1.     Como você lida com a fofoca que chega até você? 
2.    Como você se sente quando alguém fala mal de você?
3.    Participar de uma rebelião pode ter graves consequências. Como você se posiciona sobre isso?
4.    Você acredita que é possível eliminar a fofoca nas empresas? 

***



GANÂNCIA, INVEJA
E SOBERBA



Ganância, inveja e soberba são os principais pecados do trabalho relatados na edição no. 173 da Revista Você S.A. Segundo a Revista, que se propõe a ajudar a diagnosticar as razões destas mazelas da alma, bem como evitá-las; relata que nunca as mesmas estiveram tão presentes na vida corporativa quanto nos dias de hoje e todas elas, como se sabe, são oriundas de sentimentos que transformados em atos corroem o ambiente e podem destruir promissoras carreiras. 
Houve um tempo em que o Brasil era citado na imprensa internacional sempre de maneira negativa e raras as vezes positiva mas, nos dias de hoje, é exatamente o contrário. Há até pesquisas de acompanhamento do país na imprensa internacional e as citações positivas batem recordes a cada período. Estes são sinais de que o país, do ponto de vista econômico, é mesmo a bola da vez. O país está enriquecendo, acumulando riquezas, uma grande parte desta riqueza é gerada pelas empresas e um quinhão considerável distribuída para acionistas, executivos e colaboradores. 
Resta saber como será usada esta riqueza pelas gerações futuras e isto dependerá de valores constituídos a partir do fortalecimento dos relacionamentos familiares, da formação educacional e também espiritual e religiosa. Sem esses três pilares, tão bem utilizados pelo povo judeu há milhares de anos, corremos o risco futuro de ter um país rico em bens e serviços, porém sem riqueza de valores e princípios em pró de uma sociedade melhor.
Nas empresas por onde passei à frente de Gestão de Pessoas, no mercado financeiro, presenciei muitas escaladas de sucesso de executivos gananciosos e inebriados por egoísmo, ego inflado e narcisismo exacerbado.  Passado algum tempo, o que se viu na vida dessas pessoas foi notável fracasso em determinadas áreas: família, saúde, amigos, etc. São fracassos notadamente relacionados com riquezas que o dinheiro não consegue comprar e não manda buscar: amizade, amor, sinceridade, fidelidade, carinho, etc., ou seja, um preço muito alto, uma fatura muito cara.
A Bíblia dá um show de valores e princípios e nos ensina com maestria como domar sentimentos provenientes da ausência desses valores ou referências de normas e condutas éticas, sobretudo, Cristãs. Vamos lá:
Para a primeira das mazelas encontramos nos Evangelhos, uma advertência clara e objetiva de Jesus Cristo, o Filho de Deus: “Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza, porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas” (Lucas 12.15).
Para a segunda, basta reler o 10º. mandamento da lei Mosaica, tão simples quanto: "Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”. (Êxodo 20:17).
Para a terceira e última, o livro da Sabedoria nos dá de graça a receita do elenco de coisas que aborrecem a Deus e a primeira delas, a maioral, soberba: "Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente. O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal. A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos”. (Provérbios 6:16-19).


Aplicação Prática:
1.     Como você lida com os sentimentos objetos do texto? 
2.     É possível, na prática, controlá-los de forma a não prejudicar outras pessoas? 
3.    Você já foi vítima de algum destes sentimentos no seu trabalho? Houve reparação?
4.    Qual desses sentimentos que você tem maior dificuldade de dominar? Por quê?

***



QUANDO TUDO PARECE QUE VAI MAL


"O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”. (Provérbios 17:22).


Vivemos um tempo de crises sem fim; a ordem econômica mundial está em crise, as instituições e não só as tradicionais, também estão em crise, de sobre maneira a família e o próprio ser humano seja ele quem for, esteja ele onde estiver, está em crise.   Na natureza a crise proporciona, via de regra, o crescimento benéfico, no indivíduo, nem sempre. Crises não superadas geram malefícios de toda ordem, notadamente o stress que anteveem à crise.
Tudo está indo tão veloz nestes tempos modernos que até parece que a Terra está girando mais rápido também e às vezes, mal se resolve um problema, logo surge outro depois mais outro: tudo parece que vai mal e pequenos problemas do dia-a-dia, tornam-se grandes desafios e o que era bom não é mais, o que dava certo antes, não dá mais, ou seja, irritações que corroem a paciência filha da virtude sabedoria surgem a todo tempo, se acumulam e transbordam por todos os meios e vias no homem moderno ocidental ou oriental; cara feia, mau humor, azedume, pessimismo, doenças de todos os gêneros e a sinistralidade dos planos de saúde das empresas não param de crescer comprovando um fato: as corporações estão cada vez mais doentes.
Não tem fim a procura por soluções de todas as crises que afetam pessoas, empregados e patrões. A busca pelo socorro existencialista se faz presente em toda parte e os negócios da área estão indo de vento em popa: psicanálise, psicodrama, filosofia oriental, espiritualismo, rituais e magias, livros de autoajuda e toda sorte de paliativos que visam a cura/reparação ou fortalecimento da saúde emocional, com um único objetivo: viver feliz.
A simplicidade com que a Bíblia trata todas essas questões relativamente complexas, sem dilemas, chega a ser pueril, de tal maneira que qualquer adolescente é capaz de assimilar, partindo do princípio de que fomos criados para um relacionamento com Deus nesta vida, que nos conduzirá a uma existência eterna na presença de Deus. Sendo assim, a perspectiva e o olhar para os desafios diários da vida tomam novos rumos, ou seja, nos faz lembrar que Deus está no controle e a nós caberá confiar Nele, pela fé, como prova das coisas que não vemos e a certeza do que apenas esperamos (Hb 11.1).
Considere e reflita sobre o que diz a Bíblia:
A alegria no trabalho: “Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus”. (Eclesiastes 2:24).

A ansiedade: “A ansiedade no coração deixa o homem abatido, mas uma boa palavra o alegra”. (Provérbios 12:25).

O socorro urgente“O nosso socorro está no nome do SENHOR, que fez o céu e a terra”. (Salmos 124:8).

O alívio das aflições do espírito: “Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito”. (Salmos 34:18).

O futuro: “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. (Apocalipse 21:4).

A promessa da vida eterna com Cristo: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. (Mateus 28:20).

Aplicação Prática:
1.     Como é possível mudar a perspectiva do olhar para as dificuldades da vida no enfrentamento de crises?
2.     Você concorda que o ambiente nas empresas contribui para que os funcionários se sintam em crise? 
3.     Como você se posiciona em relação a isso?
4.     O autor enumera algumas situações que podem levar à crise existencial. Você acredita que agora poderá evitá-las?
***

PRESENTEÍSMO


Quem nunca ouviu falar nesta expressão estranha? Mistura de presença com absenteísmo. Há diversos estudos em busca de entendimento e soluções para esta "praga corporativa", mas até o momento não se descobriu vacinas ou antídotos eficazes para dizimá-la do dia a dia das empresas, notadamente suas consequências e impactos negativos na saúde corporativa.
No século XXI coisas inimagináveis ao homem da antiguidade tornam-se, a cada dia, realidade em todas as áreas do conhecimento humano, mas creio que este século entrará para a história muito mais pelas transformações sociais do que pelas realizações tecnológicas e da informação. Parafraseando o livro de Aldous Huxley, podemos afirmar que um admirável mundo novo está em formação, uma nova sociedade condicionada psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, porém extremamente insatisfeita e insegura, mazelas da alma, para as quais não há droga sem efeitos colaterais que dê jeito. Aqueles que nela buscam uma saída, nem sempre encontram o caminho de volta. 
Identificamos o presenteísmo facilmente ao passar os olhos pelas estações de trabalho em um escritório: o que vemos em primeiro plano são máquinas conectadas em pessoas e não pessoas usando máquinas, repare bem da próxima vez que você olhar para as equipes de trabalho de sua empresa, se você pudesse fotografar o que elas estão pensando, ficaria muito surpreso. Já pelas ruas, restaurantes, locais públicos vemos pessoas conectadas o tempo todo em seus aparelhos de comunicação de mão (celulares, notebooks, I Phads, etc.), não prestam atenção em nada à sua volta, notadamente pessoas, nem mesmo ao ambiente ou à natureza, alguns andam como zumbis, corpo presente mas mente muito distante e sob controle externo. 
Eu estou onde o meu corpo está: ouvi está expressão não faz muito tempo, mas não foi de um executivo, paradoxalmente foi de uma pessoa de vida simples que me confessou não se lembrar de quando foi ao médico da última vez por causa de uma doença e isto nos remete à máxima poética latina "Mens sana in corpore sano" (uma mente sã num corpo são). Parece-me que a receita todos nós sabemos, só falta praticar, treinar até atingir o quarto estágio das fases do aprendizado, ou seja, totalmente inconsciente e 100 % habilidoso e, para isso, o primeiro passo é mudar os hábitos e o melhor receituário para mudança de hábitos que já foi escrito até hoje chama-se Bíblia Sagrada. Vamos para algumas reflexões:

Preocupação: um hábito que toma conta da mente, pode ser quebrado? Jesus Cristo em sua trajetória de vida enquanto homem na Terra, demonstrou o quão desnecessário são as nossas preocupações, sobre as quais não temos controle e muitas delas relacionadas com coisas essenciais para o nosso viver que não dependem de nossa vontade ou decisão: "Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?" (Mateus 6:25-26).

Onde devemos manter a nossa mente e em quem podemos confiar? "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti". Isaías 26:3 e "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." (Isaías 41:10).

E o amanhã, o futuro? "Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver." (João 14:1-3).

Com quem eu realmente posso contar, será que me vai faltar alguma coisa? "Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e aumentará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus." (2 Coríntios 9:10-11).

Insatisfação? Por quê? "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 4:12-13).

Aplicação Prática:

1.    Na empresa onde você trabalha qual é o grau de presenteísmo e como os dirigentes administram esta questão em pró da saúde corporativa?
2.    A Bíblia nos encoraja a confiar em Deus em todos os aspectos da vida para que tenhamos paz de espírito.  Como você pratica isso no dia a dia, inclusive no ambiente corporativo?
3.    Você nota presenteísmo em seus familiares, filhos, esposa, etc.? Se afirmativo, o assunto já foi tratado com a seriedade necessária incluindo a dimensão espiritual?
4.    Para garantir que as preocupações não tomem conta da sua mente, o que você faz inclui seu relacionamento com Deus?
***


FRATERNIDADE
NAS EMPRESAS



Nesta época do ano, em função das festividades de fim de ano, um clima de fraternidade toma conta também das empresas, organizações constituídas por pessoas tão comuns como outras quaisquer de diferentes credos e religiões. Dá gosto de ver e de viver neste ambiente tão diferente do resto do ano.
Há no ar um clima de cordialidade se disseminando durante todo o tempo, as defesas psicológicas estão baixas, os sorrisos são mais constantes, as palavras são mais amenas e algumas diferenças de opiniões são, por ora, esquecidas, rugas e atritos de relacionamentos de outrora são deixados para trás. Há a nítida impressão de que um ciclo da natureza está se fechando e o outro está por se abrir nos primeiros lampejos de fogos de artifício, que iluminarão o céu do novo dia primeiro de janeiro, renovando-se assim a esperança de dias melhores; sonhos realizados, alegria, felicidade, planos, sobretudo; paz. Porém, a trégua que se estabelece nas empresas por esse período festivo tem prazo para acabar, logo tudo voltará ao normal ou seria o anormal? Vejamos:
A tão sonhada paz, traduzida no dia a dia como tranquilidade da alma, é alvo de busca constante também no mundo corporativo, porém cada vez mais distante, segundo os estudiosos do comportamento humano nas organizações. As metas e os objetivos a cumprir não deixam ver as causas pelas quais vale a pena lutar e o lema Darwinista ainda prevalece, "cresça ou morra", "sobreviva ou desapareça". Logo, a competição prevalece ao compartilhamento.
Haveria uma solução? Sim, caso o sucesso coletivo fosse mais importante que o individual e a prioridade fosse compartilhar em vez de competir e a atitude individual fosse de servir ao outro voluntariamente em vez de ser servido egoisticamente. Desafiador? Sim, todas as organizações que aceitam esse desafio correm o risco de ser bem sucedidas. Reinventam-se a si mesmas e iniciam um novo ciclo, um ciclo empreendedor; novas táticas, novos comportamentos, novos compromissos e novos resultados.
As transformações sociais do século XXI estão indo de vento em popa e na mesma esteira as organizações. Neste exato momento há algum CEO repensando o modelo de gestão de negócios de sua empresa, bem como estratégias para engajar colaboradores na busca de resultados extraordinários. Repensando a quantidade de níveis hierárquicos, por que tantos? Redefinindo e alargando a pirâmide salarial, por que um salário de presidente precisa ser 80, 100 vezes maior do que o piso salarial da empresa?

Na empresa do século XXI o verbo predominante é compartilhar, comportamento típico das gerações Y e X contrário ao da geração Baby Boomer onde tudo era confidencial e às vezes secreto. Portanto, levantar muros/paredes (virtuais ou não) só atrapalha e não surtem o efeito desejado. Casas de coelho (salas individuais), reuniões às portas fechadas, exclusividade em deter a informação como forma de poder, nada disso faz sentido na nova empresa do novo século.
Há mais de 2000 anos Jesus Cristo, o líder dos líderes, demonstrou na prática que compartilhar não é só um ato de coragem é um ato visionário que vai além da missão, porque se não fosse assim o Cristianismo não seria o que é hoje, a maior religião do mundo: "Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. (João 15:15).
Os apóstolos de Cristo levaram muito a sério seus ensinamentos e inspirados pelo Espírito Santo colocaram em prática moldando-os em mandamentos para o serviço mútuo, instruindo e admoestando seus discípulos pessoalmente e por meio de suas epístolas tão conhecidas. Vejamos alguns mandamentos aqui:
Sejam servos uns dos outros: "Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. (Gálatas 5:13).
Sejam mutuamente hospitaleiros: "Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação”. (1 Pedro 4:9).
Levai as cargas uns dos outros: "Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo”. (Gálatas 6:2-3).
Sejam benignos uns para com os outros"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece”. (1 Coríntios 13:4).
Orai uns pelos outros: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. (Tiago 5:16).
Vale a pena conferir!


Aplicação Prática:


1.    São relevantes para você os mandamentos para o serviço mútuo?
2.    Você pratica esses mandamentos em seu ambiente de trabalho? De que forma?
3.    Na ótica do autor o compartilhamento praticado pelas gerações X e Y está de fato mudando a gestão das empresas. Você concorda?



Outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema: 
(Is 58:1-8); (Rm 15:1-3); (Rm 12:13b); (Hb 13:2); (Ef 4:32); (Mt 5:44).

***



PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

  

O ano novo chegou e com ele a hora de colocar em prática o planejamento estratégico elaborado, via de regra, "a toque de caixa" e "no apagar das luzes" do ano que se findou. Em toda empresa, cuja gestão deixou de ser feita apenas com o lápis atrás da orelha, o planejamento estratégico vai além do acompanhamento do orçamento versus despesas realizadas. 
É preciso estar atento muito à frente das dimensões comercial, financeira e administrativa, pois o mundo dos negócios de hoje nunca esteve tão volátil e veloz, exigindo de seus gestores e administradores criatividade, visão estratégica e tomada de decisão, muitas delas complexas e difíceis, tal como se faz no milenar jogo de xadrez, o jogo das estratégias.
Estratégia, segundo o dicionário, significa a arte de aplicar com eficácia recursos de que se dispõe ou de explorar condições favoráveis, visando ao alcance de determinados objetivos, ou seja, em outras palavras, a arte de dirigir coisas complexas ou como vamos fazer para alcançar nossa missão. De quem? Minha ou da empresa para a qual trabalho? Eis a questão meu caro Watson, já dizia Sherlock Holmes.
Vivemos em crises constantes de papéis dentro das empresas porque não sabemos o porquê estamos nelas. Ouvi recentemente de um CEO que a grande missão de Recursos Humanos passou a ser: criar condições adequadas para que todo colaborador saiba responder a esta questão primordial, ou seja, o sentido do trabalho: Por que estou trabalhando nesta empresa? 
Somente a partir desta resposta verdadeira será possível um alinhamento de princípios para nortear ações institucionais inerentes à conduta e padrões de comportamento com a finalidade de fomentar fontes de inspiração na mais importante variável para retenção e manutenção de talentos: o ambiente de trabalho, já que recompensas e perspectivas para as novas gerações correm em paralelo.
A ausência de um planejamento pessoal é o pano de fundo na questão de crises de papéis dentro das empresas, mas onde vamos aprender a realizar um bom planejamento pessoal? Na graduação acadêmica? Na pós-graduação? Em nenhuma delas. Todavia, há uma fonte inesgotável de ensinamentos relacionados ao assunto: a Bíblia, pois se planejar requer estratégia e esta como diz o dicionário é arte, Deus é um artista e tanto! Confira:
O Salmista ensina que o primeiro planejamento a seguir é o de Deus, ou seja, Sua vontade, Seu propósito:  "Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana”. (Salmos 143:10).
No fundo no fundo, os planos puramente humanos são insuficientes e o caminho certo é descobrir os pensamentos de Deus e a leitura diária da Bíblia são fundamentais para isso "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR”. (Is, 55.8). 
Foi exatamente neste ponto que Josué, personagem bíblico, recém-empossado no lugar de Moisés que acabara de falecer, após receber bom ânimo de Deus para engajá-lo na missão, foi advertido com estas palavras: "Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”. (Js 1:8).
Josué deu conta do recado: liderou o povo Hebreu com vitórias e milagres até a Terra Prometida e diz a Bíblia que até o Sol e a Lua ele ordenou que parassem até que o exército celebrasse a vitória sobre os inimigos de Israel. O líder Israelita não só foi obediente como também tratava de ouvir a Deus antes de agir por conta própria. Por isso, antes de falar ao Sol e à Lua, ele ouviu quem os criou e antes de ganhar tempo em suas batalhas, Josué ganhava tempo ouvindo o Senhor que fez o dia e a noite.
Sabemos que parar e ouvir a Deus no mundo veloz em que vivemos possa parecer loucura. Contudo, isso é essencial e de suma importância para o nosso sucesso em qualquer planejamento estratégico que façamos, seja ele da vida pessoal ou da vida profissional.


Aplicação Prática:

1.    Você tem o hábito de consultar a Deus sobre seus planos? O que Ele tem falado a respeito?
2.    É possível haver um alinhamento de planos pessoais com planos da empresa? De que forma?
3.    Quais são outros possíveis impedimentos de que esse alinhamento possa de fato ocorrer, além do exposto pela ótica do autor?
4.    Você acredita que parar e ouvir a Deus é fator crítico de sucesso pessoal e profissional? 
5.    Quais são as evidências de que ouvir a Deus é de sua importância na sua vida ou na vida de alguma pessoa que você conhece?

***

ORGANIZAÇÃO



O conceito de organização desenvolvido pelos pioneiros da Administração na ciência do trabalho, Frederick Taylor, Jules Henri Fayol e Henry Ford, cujas fundações foram lançadas no período da Revolução Industrial, mantém-se até hoje; uma delas chamada de cadeia de comandos ou cadeia escalar de autoridade cuja característica da estrutura organizacional especifica quem se subordina a quem, ou seja, tem como base o princípio da unidade de comando, muito utilizado nas forças armadas; exército, marinha, aeronáutica, de maneira que, cada subordinado deve reportar a um só superior.
Contudo, a empresa do século XXI enfrenta desafios gigantescos e busca desesperadamente se desfazer de suas amarras de origem, se reinventa a todo o momento, cria novos métodos de organização do trabalho e a administração funcional preconizada por Taylor, tão criticada por Fayol naquela época, revela-se hoje a mais factível na gestão de pessoas e de grandes equipes, a despeito de um único colaborador receber ordens e orientações diárias de muitos superiores e a "rádio pião" ou "rádio corredor" noticiar que há muito chefe para pouco índio na empresa.
A organização formal desenhada tecnicamente a partir de mapeamento de atividades e objetivos de cada unidade organizacional, nem sempre prevalece no dia a dia quando se trata de comando e às vezes a organização informal, aquela constituída por lideranças sociais, determina a obediência e a disciplina no local de trabalho, tal como um código de conduta informal em uma prisão. A complexidade das organizações, por dentro e por fora, parece não ter fim em um mundo de negócios cada vez mais competitivo, confuso e imprevisível.
Para criar, manter e expandir organizações locais e multinacionais funcionando 24 horas por dia, o ano todo, demandam-se muitos esforços físicos, intelectuais, financeiros, materiais, sobretudo; imaginação, pois todas as coisas são criadas duas vezes, uma na mente outra no ambiente físico. Diante disto, pergunto: com quem devemos aprender a criar e organizar de modo perfeito para atingir um resultado esperado em um tempo determinado? Como vamos criar empresas ecologicamente sustentáveis que contribuam para a melhoria de vida do planeta? Como vamos organizar nossa vida pessoal para evitar as mazelas da alma quando transpusermos a linha de chegada na maratona da vida? O melhor professor de criação e organização do Universo é Deus. Considere os pontos a seguir:
Contrariando a teoria do Big Bang, mais uma entre tantas inventadas pelo homem em busca de suas origens, a Bíblia diz que Deus criou os céus e este pequenino planeta Terra a partir de Seus desígnios e vontade, incompreensíveis para o homem natural: "No princípio Deus criou os céus e a terra”. (Gênesis 1:1).
Sem uma forma definitiva e vazia a Terra era coberta de trevas: "Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. (Gênesis 1:2).
Pela Palavra, Deus criou a luz e chamou-a de dia: "Disse Deus: Haja luz, e houve luz. (Gênesis 1:3), Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia”. (Gênesis 1:5).
Separou águas do céu e da Terra e fez surgir céu, terra e água: Depois disse Deus: "Haja entre as águas um firmamento que separe águas de águas. Então Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam embaixo do firmamento das que estavam por cima. E assim foi. Ao firmamento Deus chamou céu. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia. E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca. E assim foi. À parte seca Deus chamou terra, e chamou mares ao conjunto das águas. E Deus viu que ficou bom.” (Gênesis 1:6-10).
A sequência de criações continua, organizada pelo tempo de Deus, chamado metaforicamente na Bíblia de 1º dia, 2º dia, etc.: o Sol, a Lua, os vegetais, os animais, até a criação do homem e sua adjutora a mulher. É fácil imaginar o que teria acontecido se a criação não tivesse sido feita de uma forma organizada e perfeita que somente Deus, perfeito como Ele é, poderia fazê-lo. Digamos que, por absurdo que possa parecer, Deus se esquecesse de criar o Sol para aquecer a Terra, ou de um pequeno detalhe na cadeia do DNA, será que haveria vida por aqui?
Como aprender com Deus? Organizando tudo à nossa volta tanto no âmbito pessoal como no profissional em perfeita ordem ao exemplo do Criador: considerando que a vida, além de todas as coisas, é criação de Deus, precisamos saber qual é o ponto de vista dEle sobre como devemos viver, em outras palavras, como organizamos nossa vida apesar de nossa limitada capacidade de criação. Para suprir esta limitação Deus, nesse processo, nos concede sabedoria: diz o Salmista: "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios". (Salmos 90.12).
Não há como o Discípulo aprender com o Mestre se um estiver distante do outro, um relacionamento pessoal e íntimo com Deus torna-se imprescindível para o desenvolvimento e o crescimento pessoal e espiritual do homem. Quanto mais próximos de Deus, mais sabedoria, mais fé, mais amor, sonhos e visões do próprio Deus se revelam em propósitos e objetivos em nossa vida, de modo que os planos de Deus se transformam em nossos planos. Não adianta nada construir uma grande escada do sucesso e no último degrau descobrir que esta escada está na parede errada. Na ânsia das conquistas de vitórias no trabalho, mais renda, mais reconhecimento, nos tornamos escravos do trabalho e cegos para o que realmente importam; comunhão com Deus e Família (pais, irmãos, esposas, maridos, filhos) e que, comumente, são deixadas no meio do caminho.
O homem moderno há tempos colocou o trabalho como prioridade na vida, usando a própria força do braço para fazer tudo e o sucesso que deveria ser consequência de sua intimidade com Deus, tornou-se algo que está sempre um passo adiante, escapando-lhe das mãos e o resultado disto já está escrito há mais de 2.500 anos pelo profeta: "Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável." (Jeremias 17:5-6).
Portanto, a chave para uma vida feliz, frutífera e organizada está em usar o trabalho prioritariamente para cumprir os propósitos de Deus sem consumir a própria vida e a família, a qual é projeto eterno de Deus.
Adverte o salmista: "Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono." (Salmos 127:1-2)
A garantia da prosperidade e da felicidade já está escrita também e selada no Livro Sagrado: "BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz será, e te irá bem”.  (Salmos 128:1-2).




Aplicação Prática:

1.    Pela ótica do autor conclui-se que não conseguimos organizar e equilibrar nossa vida pessoal e profissional, porque priorizamos o trabalho. Você concorda com este ponto de vista? Por quê?
2.    Você continuaria trabalhando em uma indústria sabendo que as chaminés da fábrica emitem gases poluentes acima do permitido em lei?
3.    Como empresário você constituiria uma empresa que pudesse contribuir direta ou indiretamente para a indústria da prostituição ou outra qualquer causadora de impactos degradantes na sociedade e na família?
4.    Em sua agenda pessoal há tempo de qualidade reservado para cada membro da sua família?
5.    Sua vida pessoal está organizada e em consonância com os princípios Bíblicos?
***




CONTROLE

PNPC foi uma sigla que aprendi a soletrar, como se diz, "de cor e salteado" no início da minha carreira profissional em Bancos. A sigla significava; Política, Norma, Procedimentos e Controles, era soberana tal como uma Constituição, representava as leis e diretrizes internas de um banco de cultura normativa e reguladora nos anos 70´s. Via de regra, os processos falhavam nos controles e quando isso acontecia a extinta área de O&M - Organização e Métodos era chamada para revisar e ajustar os processos falhos. 
Desde cedo aprendemos a controlar todas as coisas à nossa volta e o nosso interior também; emoções, impulsos, vontades, etc. Às vezes, erramos na dose de nossos controles, ou seja, ora controlamos demais ora controlamos menos, mas o ajuste fino se desenvolve com a experiência e a maturidade. O controle de pessoas é muito mais desafiador do que o controle de processos e nesta seara há muitos "gurus" no mundo corporativo que despejam receitas e modelos sobre o costado de gestores e colaboradores que se veem na obrigação de exercer total controle da vida da empresa, no correr diário de mudanças e busca frenética de resultados.
Na vida corporativa, acostumado a exercer controles, ganhei disciplina metódica e a experiência adquirida me fez acreditar, por algumas vezes, que poderia controlar quase tudo à minha volta; carreira, finanças, pessoas. Todavia, os ventos mudaram de direção e comecei a perder os controles, nem mesmo o leme estava mais em minhas mãos. Foi quando então senti na pele o que eu chamei de "queda do Himalaia", aquela que nós sempre achamos que só acontece com os outros ou com nossos piores inimigos, de modo que tive de aprender na prática que sucesso é igual a fracasso, tal como os dois lados de uma mesma moeda.
Nesta minha existência que já passa de mais de meio século, tornei-me Cristão e me deparei com os estudos bíblicos sobre os quais me apaixonei, mas tenho consciência de que ainda não passo de um Talmidim, ou seja, uma criança judaica de 6 anos de idade. Na Bíblia há muitos ensinamentos de Jesus Cristo sobre ética, moral, relacionamento social, sobretudo sobre amor pelos seres humanos. Contudo, há de se notar um ensinamento profundo e sem precedentes na história da humanidade sobre obediência ao controle soberano de Deus sobre todas as coisas: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” João 6:38.
Vejamos alguns exemplos:
O controle do amanhã, do futuro, a quem pertence? Cristo ensinou a seus discípulos e seguidores de que não devemos nos preocupar com o amanhã, pois não cabe a nós o domínio do dia seguinte, nem sabemos ao certo se abriremos os olhos para o novo dia, sequer podemos garantir que estaremos respirando ou mesmo saudáveis e em condições de viver um dia a mais. 
Quem vive ansioso gasta a sua vida em vão e colhe os frutos amargos do excesso de controle e não há O&M que possa realizar ajustes no processo e, em alguns casos só mesmo pílulas de Rivotril vendidas aos milhares de unidades diariamente, podem remediar. Esta é a melhor receita:  
"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa”? (Mateus 6:25).  
"Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal". (Mateus 6:34).
Em quem devemos depositar nossa confiança nos controles de nossa vida, a quem devemos buscar socorro? Nos evangelhos Jesus Cristo nos ensina que não podemos acrescentar uma hora sequer à nossa vida, para Ele tal coisa é pequena à vista de sua divindade inegável, logo não nos devemos preocupar com o restante, pois primeiramente devemos buscar e confiar plenamente em Deus e no seu filho unigênito que nos deu a vida eterna: “Não busquem ansiosamente o que hão de comer ou beber; não se preocupem com isso. Pois o mundo pagão é que corre atrás dessas coisas; mas o Pai sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas.” (Lucas 12:29-31).
Nada está sem controle na Terra e no Universo, a vida não é um acaso resultado de um jogo de dados ou de uma evolução casuística, tudo está sob controle da vontade onipotente de Deus, a qual se manifesta nos pequenos e nos grandes acontecimentos sob todos os pontos de vista, sobretudo quando nos encontramos nos momentos mais difíceis, quando então nos sentimos mais frágeis e impotentes como realmente somos, a exemplo do Apóstolo Paulo em sua carta dirigida aos Coríntios: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” (2 Coríntios 12:9).

Aplicação Prática:
1.    Você se considera uma pessoa controladora?
2.    Alguma vez já esteve em "queda do Himalaia"?
3.    Você acredita que Deus está realmente no controle de todas as coisas? Por quê?
4.    De zero a dez, qual é o seu grau de confiança em Deus sobre o controle da sua vida? Justifique.

***



EFICÁCIA PROFISSIONAL
vs
SATISFAÇÃO PESSOAL



A melhor definição de eficácia que já encontrei está baseada na fábula de Esopo sobre a galinha dos ovos de ouro, nesta fábula se manifesta uma lei natural, um princípio - a definição básica da eficácia: quanto mais alguém produz, quanto mais faz, mais eficaz a pessoa é.
Stephen R. Covey, autor do livro Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, afirma que a eficácia consiste no equilíbrio e ensina em seu livro que se você adotar um modo de vida focalizado nos ovos de ouro, negligenciando a galinha, em pouco tempo perderá a fonte dos ovos de ouro. Por outro lado, se cuidar apenas da galinha, sem dar importância aos ovos de ouro, logo não terá mais meios para alimentar a galinha, ou a si próprio. Ele chamou de Equilíbrio P/CP; onde P representa a Produção dos resultados desejados, os ovos de ouro e CP indica a Capacidade de Produção, o bem ou meio que produz os ovos de ouro.
Estou convencido de que este sábio princípio aplica-se a todos os setores da vida. Ex: Uma pessoa que gasta a vida no trabalho passando noites em claro com horas extras sem limites para conseguir mais ovos de ouro e acaba por adoecer, tornando-se incapaz de continuar produzindo, em face de outra que desfruta do repouso necessário e continua disposta no dia seguinte saudável e produzindo. A primeira possui mentalidade de ovos de ouro a segunda aplica o Equilíbrio P/CP de Covey.
Vivemos em um mundo onde a satisfação pessoal imediata está altamente disponível e fortemente estimulada por inúmeros meios e vias, na maioria das vezes está centrada no "eu"; eu mereço, eu preciso, eu não vivo sem. Nem sabemos o porquê, talvez a resposta esteja no anúncio da TV, no e-mail marketing do celular que não para de saltar aos olhos cobiçosos. Compramos carros maiores para manter o status, por quê? Porque é moda ter carro grande, casas maiores para encher de tralhas e supérfluos de coisas inúteis, para quê? Não sabemos bem ao certo, mas elas estão lá e talvez nunca serão usadas.
Contudo, tudo isso não traz a satisfação pessoal permanente. Durante anos na minha carreira corporativa encontrei muitas pessoas insatisfeitas, embora muito eficazes, não conseguiam se relacionar com seus pares na empresa, chefes e superiores, subordinados e, notadamente, familiares. Carregaram pela vida toda, cicatrizes na alma e terminaram suas carreiras tornando-se pessoas amargas, solitárias com uma boa conta no banco, mais do que o necessário, porém para coisas que o dinheiro não pode comprar. Algumas delas dispostas a pagar qualquer preço para reatar relacionamentos importantes rompidos ao longo da vida, tais como: filhos desprezados, esposas repudiadas, amigos esquecidos, pais desonrados, irmãos ingratos, etc. Infelizmente, nem todas tiveram tempo de vida suficiente para realizar seus desejos.
O manual mais eficaz no ordenamento de valores de riquezas interiores, princípios imutáveis que dirigem a nossa vida, tal como sinalizadores, bússolas e mapas em uma viagem ainda é o primeiro livro impresso por Gutenberg, o inventor da imprensa: a Bíblia.
O Apóstolo Paulo, cidadão romano de procedência judaica, tinha tudo para viver a mordomia da burguesia mantida pelo Império como tática manipuladora infalível da classe social dominante em todas as invasões e domínios. Todavia, pela fé, abraçou a cruz de Cristo e se atirou como uma flecha em busca do seu alvo: instaurar o reino de Deus em obediência ao último mandamento de Cristo atrelado a mais bela, confortante e promissora das promessas da Bíblia "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." (Mateus 28:19-20).
Em sua luta diária na sua missão impossível aos olhos humanos, o Apóstolo da Fé, demonstrou eficácia total incomparável e também satisfação pessoal invejável: "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 4:12-13).
Jesus Cristo enfatizou várias vezes de que a riqueza do homem não está na Terra, mas sim no céu: "E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui." (Lucas 12:15).
A Bíblia nos ensina todas as regras para se obter o equilíbrio P/CP, inclusive a regra de ouro citada por Covey para se obter o sucesso, que ele chamou de A Ética do Caráter, conjunto de princípios que as pessoas de sucesso aprendem a integrar em seu caráter básico: integridade, humildade, fidelidade, persistência, coragem, justiça, paciência, diligência, modéstia: "O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei." (João 15:12).
  

Aplicação Prática:

1.    Alguma vez você esteve em conflito sentindo a necessidade de conquistar mais coerência e eficácia pessoal, notadamente nos relacionamentos? Como você resolveu este conflito?
2.    As pessoas sempre colhem o que semearam, não existe nenhum atalho. Você acredita nesta afirmativa? Por quê?
3.    Há uma crença de que existem caminhos rápidos para se obter qualidade de vida - eficácia pessoal e relacionamentos satisfatórios e profundos. Seria o mesmo que obter fortuna sem fazer força. O que você pensa a respeito?
4.    A abordagem de mudança comportamental contida no texto é do tipo "de dentro para fora", um processo contínuo de renovação baseado em leis e princípios Bíblicos imutáveis. Você conhece e pratica esses princípios em suas ações e atitudes? Quais são as evidências disto na sua vida?
5.    Tomando como exemplo da galinha dos ovos de ouro, alguma vez você se agarrou ao ovo de ouro da popularidade, tentando agradar seus filhos, deixando-os que façam tudo como quiserem?

***


PODER

  
Nenhuma outra área ou função organizacional está intensamente relacionada com o poder por dentro das empresas do que a Área de Recursos Humanos. Por essa razão, o que se espera do profissional desta função é um comportamento ético, sobretudo decisões baseadas em equilíbrio, justiça, sensibilidade e objetividade de modo que, sem esses atributos, a sua missão estratégica ficará altamente comprometida.
Há alguns anos atrás em uma reunião de trabalho ouvi um comentário vindo de um Diretor que me chamou a atenção: "Como é interessante saber que vamos definir o destino das pessoas nesta reunião, não?". Ele se referia a um "corte de pessoal" que estaria prestes a acontecer e, que de fato aconteceu mesmo; muitos funcionários daquela empresa foram demitidos, pasmem, há poucas semanas antes do Natal daquele ano. 
Não houve nada de interessante na reunião a qual durou muitas horas de intensas discussões, pois tivemos que decidir e escolher quem continuaria fazendo parte da equipe e quem seria despedido, mas o fato relevante em si que estava "no ar", ao qual o Diretor se referia, nada mais era do que a sensação de poder definindo o destino das pessoas, era como se todos os demais estivessem à mercê de nossas mãos, bastando que uma assinatura fosse feita em um documento que formalizasse a rescisão do contrato de trabalho, um "papel frio" e "sem emoções" que não leva em conta a história pessoal e a contribuição de cada funcionário com o labor diário por meses ou anos seguidos a fio. Embora não concordando e às vezes nem mesmo entendendo, em muitas ocasiões, tive de acatar decisões por obediência ao poder constituído. 
Há duas coisas que o homem busca obter a vida toda para si mesmo: tempo e dinheiro - quando se tem muito de um e pouco de outro há desequilíbrio, a falta de ambos leva à morte, mas o poder acompanha o homem em toda a sua trajetória de vida até a morte. Há muitas formas de poder decorrentes da própria relação social do homem, mas há três poderes insofismáveis que todo homem está sujeito enquanto viver na Terra: o Poder de Deus, o Poder da Palavra e o Poder da Oração.
O Poder de Deus: Todo o poder vem de Deus e, segundo a Bíblia, de seu filho Jesus Cristo também: "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra." (Mateus 28:18), "Eu e o Pai somos um." (João 10:30). Portanto, quaisquer que sejam as autoridades constituídas, elas estão investidas de poder às quais devemos; honra, obediência e respeito. 
O Poder da Palavra: Segundo o dito popular há três coisas que não voltam: A flecha, a oportunidade e a palavra, toda elas confirmadas pela Bíblia, vou citar a última: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4:12). A Palavra viva de Deus registrada pela Bíblia e manifestada em Cristo, o Verbo que se fez carne, é o poder de Deus em ação para criar todas as coisas, inclusive a vida material e a vida espiritual.
Descubra o poder das palavras: “A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto” (Pv 18:21) e “A palavra proferida no tempo certo, é como frutas de ouro, incrustadas numa escultura de prata.” (Pv 25:11). Somos senhores das palavras que pronunciamos e escravos das que deixamos escapar. Portanto, escolha bem suas palavras: “No dia do juízo, os homens haverão de dar conta de cada palavra inútil que tiverem falado” (Mt 12:36).
O Poder da Oração: Infelizmente, são poucos os homens que conhecem o poder da Oração, pois na prática e pela fé, a oração move a mão que move o mundo. A oração é a única forma de diálogo com Deus e o único caminho de obter comunhão e intimidade com Ele. O melhor exemplo que encontramos até hoje é o de Jesus que orava constantemente. "Tendo -se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava." (Marcos 1:35). A oração também é um grande investimento com retorno garantido, por seu intermédio o coração fica leve, o espirito em paz e as petições são atendidas no tempo e pela vontade de Deus. Os Apóstolos de Cristo consideravam a oração a coisa mais importante em suas vidas "Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra." (Atos 6:3-4).
Todos os homens que praticam a oração tem garantia assegurada de resposta de suas petições com certificação assinada por Jesus Cristo: "E Tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis." (Mt 21:22).

Aplicação Prática:

1.    Você tem o hábito de orar, ou seja, falar com Deus diretamente?
2.    Como as verdades deste texto podem ser aplicadas à sua vida?
3.    Há algum projeto ou sonho quase impossível que se realizou na sua vida em virtude de orações? A que você atribui este poder realizador?
4.    Em alguma situação que você quis dizer uma coisa, mas disse outra e não houve meios para voltar atrás, você se prejudicou? Prejudicou alguém? Como se sentiu?

***


INDIFERENÇA

  
Há coisas tão pequenas na natureza e outras produzidas pelo homem que produzem efeitos catastróficos; um simples rolar incidental de uma pequena pedra do alto de uma montanha coberta de neve pode produzir uma avalanche ou um artefato de fogos de artifícios de aparência inofensiva, chamado de "foguetinho", manipulado pela ingenuidade de um guri fandangueiro, pode desencadear um incêndio devastador, tal como pudemos assistir aterrorizados recentemente na tragédia Brasileira que entristeceu milhões de pessoas e ficou conhecida como a tragédia em Santa Maria - RS. 
Nas organizações também há coisas pequenas que podem ser destruidoras, notadamente no âmbito do comportamento humano, seara de virtudes e de vicissitudes da alma. Não são raras as ocasiões em que divergências de opiniões ou simplesmente favoritismos pessoais levam a atitudes que lentamente vão deixando de fora de círculos de relacionamento pessoas que não interessam, aqueles que mais cedo ou mais tarde sentirão a única dor insuportável para qualquer ser humano, a dor da rejeição, em outras palavras, no discurso direto: "você não existe mais para mim".  Logo, a pequena indiferença engravidada, dá a luz à rejeição e a rejeição consumada leva à intolerância.
A área de Recursos Humanos, atuando como facilitadora e promotora de melhorias dos relacionamentos internos das organizações, tem a difícil missão de propiciar condições para que haja quebra de paradigmas e de preconceitos na cultura organizacional agindo por meio de políticas, padrões éticos, programas e ações. Tarefa árdua para os dias de hoje cuja cultura individualista prospera dentro e fora das empresas e seus efeitos são notados no andar pelas calçadas das grandes cidades permeadas de inúmeros rejeitados.
Na Bíblia encontramos um livro excepcional e muito apropriado para o aperfeiçoamento dos relacionamentos humanos, trata-se do pequeno, mas vigoroso livro de Tiago, cujo autor, profundo conhecedor da natureza humana e inspirado pelo Espírito Santo, em um discurso eloquente, delimita com precisão cirúrgica os padrões de comportamento assertivos e corretos à luz da justiça de Deus. Vejamos alguns conselhos de Tiago aos seguidores de Cristo, que ele chamou de As Doze Tribos dispersas entre as nações:

Favoritismo: "Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com favoritismo." (Tiago 2:1).

Obediência: "Se vocês de fato obedecerem à lei real encontrada na Escritura que diz: "Ame o seu próximo como a si mesmo", estarão agindo corretamente. Mas se tratarem os outros com favoritismo, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores." (Tiago 2:8-9).

Impulsividade: "Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus." (Tiago 1:19-20).

Misericórdia: "Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo!" (Tiago 2:12-13).

Inveja e ambição x sabedoria e fruto da justiça: “Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores." (Tiago3:16-18).


Aplicação Prática:

1.     Alguma vez você já se sentiu rejeitado? Como lidou com isso?
2.     A indiferença é praticada em seu local de trabalho? Como você se posiciona quando isso ocorre na sua equipe?
3.     Na visão do autor, a indiferença como erva daninha pode levar à rejeição e à intolerância. Se você concorda com este ponto de vista, poderia citar seus fundamentos ou algum fato no âmbito profissional ou familiar que justifique tal afirmativa?
4.     Os conselhos de Tiago citados no texto são factíveis de aplicação dentro das organizações? Por quê?
***



COMUNICAÇÃO


Dizia o poeta brasileiro Drummond: "Mesmo no silêncio e com o silêncio dialogamos." in O Constante Diálogo. A comunicação na natureza não se realiza somente entre os homens, mas é típica da espécie humana desde os primórdios dos tempos. Há muitas formas de linguagem para comunicar ideias e intenções; sinais, palavras, expressões, gestos corporais, vestuário, sons diversos associados ou não à palavra, classificados em comunicação verbal oral e escrita ou não verbal.
Para alguns futurólogos vivemos a era da informação, para outros a era da comunicação, o que dá no mesmo, pois o homem nunca recebeu ou produziu tanta informação buscando um único fim: se comunicar. Os cálculos do volume produzido de informação são astronômicos e sem precedentes, com projeções de crescimento em proporções geométricas para os próximos anos.
Em Tempos Modernos, filme de Charles Chaplin, seu famoso personagem O Vagabundo é literalmente esmagado por imensas engrenagens, uma alusão crítica ao mundo moderno e industrializado. Se este filme fosse produzido pela primeira vez nos dias atuais, creio que as engrenagens seriam substituídas pela informação, fruto da comunicação, porque onde quer que o homem esteja, de uma forma ou de outra, em maior ou menor quantidade, será fatalmente alcançado pela informação.
Em minha trajetória na gestão de RH pude comprovar que a maioria dos problemas de relacionamento interpessoal, os quais atravancam processos e decisões, são de origem da comunicação mal entendida ou da falta dela, por isso que no ambiente corporativo a área de RH como área estratégica, deve zelar pela comunicação como um patrimônio institucional, de modo a assegurar que a rede de conversas permanente seja saudável, produtiva e voltada para o cumprimento da Missão da empresa. Cabe ainda à área de RH como agente de mudanças e facilitadora nos processos de gestão a tarefa de desfazer os males entendidos, verdadeiros "nós" tão comuns entre chefes e subordinados, pares ou não, competidores na corrida corporativa, estimulando a prática dos valores em uma comunicação simples, ética, direta e eficaz, criando mecanismos de avaliação e gestão de competências apropriadas à cultura da empresa que considerem como fator crítico a comunicação eficaz.
Há ainda dois outros tipos de Comunicação: a horizontal e a vertical. Sobre a primeira já falamos o bastante, mas sobre a segunda, desde a criação do mundo, o homem está em busca quando curva sua cerviz em sinal de reverência a Deus ou quando eleva seus olhos ao infinito em busca de "ver" o Deus criador dos céus e da Terra. Para esta comunicação vertical existe um manual explícito, específico e ricamente detalhado, a Bíblia e nela encontramos a maior comunicação da história da humanidade trazida diretamente do céu para a Terra pelo filho de Deus, Jesus Cristo, e chamada de As Boas Novas, o Evangelho. 
Sem dúvida alguma trata-se do maior comunicado já visto por todos nós, gentios e judeus. Embora muitos ainda não creram, por ignorância ou vã rejeição, neste poderoso comunicado ele é capaz de desfazer qualquer nó de entendimento em relação à existência do homem, sua trajetória na Terra e dos planos moldados pela vontade de seu Criador, Deus onipresente, onisciente e onipotente. Este comunicado transforma vidas, restaura relacionamentos, modifica caráter de homens e mulheres e dá sentido propriamente à vida, de forma que negá-lo é o mesmo que abster-se de um poder transformador inigualável, guardado à sete chaves durante muito tempo e de vez em quando, ao longo da história moderna, desvirtuado ou adulterado por falsos homens de Deus intitulados de profetas, pastores ou apóstolos.
O Evangelho comunicado por Jesus Cristo veio dar as boas novas da salvação da alma tanto aos gentios os não herdeiros da promessa feita por Deus à Abraão, quanto aos judeus herdeiros da promessa, anulando as ordenanças mandatórias do Antigo Testamento. Acompanhe com atenção o magnifico texto bíblico escrito pelo Apóstolo Paulo em uma de suas admiráveis epístolas:
“Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocês eram gentios por nascimento e chamados incircunciso pelos que se chamam circuncisão, feita no corpo por mãos humanas, e que naquela época vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo.
Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, anulando em seu corpo a lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto, pois por meio dele tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito." (Efésios 2:11-18).
A Bíblia nos revela que devemos estar em constante comunicação com Deus e isto deve ser a coisa mais importante de todos os dias. A oração é a conversa com Deus, é um diálogo e não um monólogo íntimo poético. Ter um tempo a sós com Deus é uma condição indispensável para o crescimento e o bem estar espiritual, tal como o corpo, o espírito necessita de alimento, o qual só pode vir de Deus que é Espírito. 
Jesus nos ensina a comunicarmos com Deus assim, bem simples: "E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem." (Mateus 6:5-8).




Aplicação Prática:

1.    Você já leu o Evangelho, as Boas-Novas de Jesus? Qual foi a sua conclusão?
2.    Você se comunica bem com as pessoas no seu trabalho? E com Deus, se considera bem sintonizado?
3.    Já teve algum fruto de uma boa comunicação com Deus? Você poderia compartilhar com um amigo este acontecimento?
4.    Em algum momento da sua vida já ficou sem respostas de Deus, como se Ele não estivesse te ouvindo? A que você atribui este fato?
***



VONTADE


A principal das potências dos seres humanos que move o querer, o fazer ou deixar de fazer alguma coisa ou a capacidade de agir com uma intenção definida é a vontade e, de todas as semelhanças do homem com os atributos de Deus, a vontade é uma das mais relevantes. 
O registro da primeira manifestação explícita da vontade de Deus nós encontramos no livro de Gênesis, na Bíblia: "Disse Deus: "Haja luz", e houve luz”. (Gênesis 1:3) e em seguida, depois de criar todas as coisas na Terra, a vontade de Deus foi manifestada na criação de um ser semelhante a ele: Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão". (Gênesis 1:26).
Nascemos com vontades de todos os tipos e gêneros em nosso DNA que ao longo de nossa vida são estimuladas ou mesmo eliminadas, mas há alguns casos que desaparecem de tal maneira que levam à uma condição de vida desumana, ou seja, quando se perde a vontade de viver. Psicólogos e terapeutas há tempos se debruçam sobre esta questão em busca de soluções e alternativas eficazes.
A vontade é alvo móvel, porém relativamente fácil de ser aprisionada pela astúcia e ciladas. Ao longo da história da humanidade, tiranos, déspotas, enganadores de toda natureza buscaram, às vezes com sucesso, o domínio da vontade de indivíduos e de coletividades inteiras. Nos dias atuais, as drogas (leves, pesadas, narcóticos) são o meio pelo qual interesses econômicos buscam dominar a vontade de jovens adolescentes, os quais num vacilo emocional instantâneo e sútil são escravizados pelos efeitos químicos alucinadores e avassaladores no cérebro, e assim vão se acumulando em todo o mundo as consequências dessa tragédia social em curso crescente e aparentemente sem fim.
Nas empresas as ações, projetos, processos, objetivos, decisões, metas, tudo tem a sua origem na vontade de seus líderes e liderados e não raro o que vemos são orgulho, arrogância e ambição desmedida provocando todo tipo de traumas emocionais e psicológicos que podem levar ao vacilo emocional e à busca de compensações lançando indivíduos em um círculo vicioso emocional nocivo e às doenças ocupacionais, profissionais e psicossomáticas.
A Bíblia nos ensina a ter domínio próprio de nossa vontade e isto vale tanto para jovens quanto para velhos, pois não há idade para moldar, forjar, aperfeiçoar hábitos que frutifiquem em virtudes e atitudes edificadoras para si mesmo, para a família e para a sociedade, tornando-nos cidadãos produtivos e felizes.
"Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor. Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos." (2 Pedro 1:5-8). Quando unimos a nossa vontade com a vontade de Deus tudo se faz perfeito em nossa vida, confira o que a Bíblia diz: 
Temos garantia absoluta da vida eterna e da ressurreição: "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último Dia." (João 6:40).
Somos capacitados à obedecer a vontade Deus, se assim desejarmos, tal como Jesus Cristo nos ensinou: "Venha o Teu Reino. Seja feita a Tua vontade, tanto na terra como no céu" (Mt 6:10)
Unindo nossa vontade com a de Deus, podemos produzir em nossa vida a perfeita vontade de Deus por meio dos frutos do Espírito Santo citados no livro dos Gálatas por Paulo de Tarso, Apóstolo de Jesus Cristo, testificado por ele mesmo como Apóstolo pela vontade de Deus: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, perseverança, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei." (Gálatas 5:22.23).


Aplicação Prática:

1.        Você se considera uma pessoa de domínio próprio?
2.        A perfeita vontade de Deus já manifestou na sua vida? 
3.        Quantas vezes isso ocorreu recentemente?
4.        Os frutos do Espírito Santo estão presentes em seu dia-a-dia? Quais são as evidências disto?

***



MÁGOA

  
Certa feita, ouvi dizer que uma ex-funcionária havia ajuizado uma reclamação trabalhista apenas com o intuito de provar na justiça que havia sido demitida injustamente. Após comprovado por perícia técnica que o atestado médico não fora adulterado pela ex-funcionária, motivo da demissão por justa causa, o juiz perguntou a ela: você está pleiteando uma indenização por danos morais ou seu emprego de volta? Ela respondeu; nem uma coisa nem outra, basta um pedido de desculpas da empresa. 
Tão simples quanto um pedido de desculpas praticado habitualmente nos relacionamentos corporativos como princípio de liderança eficaz, são as boas atitudes que podem evitar catástrofes capazes de levar à ruína bons negócios. Porém, há empresas que carregam um fardo de legados de má gestão de pessoas por conta de relacionamentos rancorosos existentes na cultura interna que se perpetuam ao longo da vida da empresa. Costumo chamar isso de passivo trabalhista descoberto de provisão contábil, o qual um dia virá à tona quando se efetivar a saída individual ou em grupo dos colaboradores, cujo tapete de saída deveria ser da mesma cor do tapete de entrada, costumeiramente, vermelho com adornos de promessas, reconhecimentos e valorização profissional.
De tudo o que Deus criou podemos afirmar sem medo de errar que o principal alvo do amor ágape, sublime e eterno, são os seres humanos, as pessoas. Maltratar, abusar, explorar, magoar, destruir pessoas é uma ofensa direta para com Deus de difícil retratação, exceto pela misericórdia divina.
A mágoa decorrente de atritos de relacionamentos causa manchas e feridas profundas tanto no coração quanto na alma, onde somente o perdão genuíno de coração pode curar sem deixar cicatrizes. Perdoar é amar por decisão, é um ato proveniente da vontade. Não há outro caminho, pois a grande ênfase dos relacionamentos em quaisquer circunstâncias deve ser o amor, porque Deus é amor e se relaciona com seus filhos em amor: "Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele." (1 João 4:16).
Na oração que Jesus Cristo nos ensinou está escrito: "Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores." (Mateus 6:12), com efeito, a ofensa se engravida da mágoa que gera a dívida. Logo, temos a obrigação de fazer todo o possível para restituir ao credor a reparação do dano, não sendo possível, só nos resta a misericórdia de Deus. Mas, quando devemos pedir perdão? Amanhã? Na próxima reunião? No próximo aniversário de casamento?
Não nos é dado saber o futuro, nem mesmo do próximo minuto, nunca saberemos o que poderá nos acontecer no próximo minuto, se estaremos vivos ou não, assim é a vontade de Deus. Portanto, apressemo-nos o quanto antes em limpar o nosso coração perdoando a quem nos magoou e se retratando com quem magoamos ou prejudicamos, tal como está escrito no tempo verbal muito apropriado: "Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo." (Efésios 4:32).
Entre todas as promessas feitas por Cristo, esta é uma das minhas preferidas: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus". (Mateus 5:8).

Aplicação Prática:
1.        Na empresa onde você trabalha há um "passivo trabalhista" descoberto? Qual tem sido a sua contribuição?
2.        Você tem o hábito de pedir desculpas se magoou ou prejudicou alguém? Quando foi que fez isso da última vez?
3.        Como se sente quando você se retrata com alguém que prejudicou?
4.        Seu coração está limpo? Quais são as evidências de que está ou não está?

***

PAZ


Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo. (João 14:27).
  

Diário de bordo data estelar 2804253.1, no planeta Terra abbiamo pace (temos paz)! Este registro imaginário e futurista não passa de ensaio de ficção científica combinado entre a série de TV americana Star Trek, conhecida no Brasil como Jornada nas Estrelas e o anúncio da nomeação do novo Papa, prestes a acontecer aos olhos atentos do mundo. Todavia, bom seria se tal registro fosse verdade absoluta hoje, pois desde a expulsão do Jardim do Éden "Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado”. (Gênesis 3:23) seguida do primeiro registro de assassinato da história humana, quando Caim tirou a vida de Abel, "Disse, porém, Caim a seu irmão Abel: "Vamos para o campo". Quando estavam lá, Caim atacou seu irmão Abel e o matou”. (Gênesis 4:8) que, infelizmente, o planeta Terra nunca mais teve paz. 
Em seu livro Cristianismo Puro e Simples, C.S. Lewis, ex-ateu e cristão confesso, afirma: "Penso que, se examinarmos o estado atual do mundo, é bastante óbvio que a humanidade cometeu algum grande erro. Tomamos o caminho errado. Se assim for, devemos dar meia-volta. Voltar é o caminho mais rápido” e acrescenta: "...quanto antes admitirmos o engano e voltarmos ao começo, tanto antes chegaremos à resposta correta". Os questionamentos são muitos, qual é o caminho? Como dar a meia-volta?
A paz não pode ser definida como ausência de guerra, porque se assim fosse onde não houvesse guerra haveria paz estampada nos rostos das pessoas e em todas as atividades diárias, familiares, sociais, profissionais, etc. A paz traz alegria incontida, tal como crianças a brincar cujos sorrisos são reluzentes e notáveis.
A família, a instituição mais antiga da história da humanidade, está em crise e nem é necessário fazer uso de estatística para demostrar isso. Os valores não mais se sustentam e as competições via de regra, tornam-se batalhas internas que deixam feridos e alguns mortos. Numa alusão ao jogo de tênis um cônjuge paga qualquer preço para "matar o ponto" contra o outro e fazer valer que tem razão, em vez disto, deveriam ambos em seus relacionamentos mútuos, jogarem o frescobol, cujo fundamento é: nunca deixar a bola cair.
Para as organizações nós levamos o que somos e por mais que tentamos, nem sempre conseguimos mudar a cultura existente, por isso torna-se mais fácil moldarmos nossos hábitos e costumes à cultura existente na empresa do que mudá-la repentinamente. Sou de uma época que o chefe costumava estampar em sua mesa um aviso em tom de brincadeira, mas levado a sério pelos subordinados: Chefe Bravo, Chefe Calmo ou Chefe Feliz! Conforme o humor do dia ele virava o objeto triangular. 
Hoje, estes exageros de intimidação não são mais admitidos nas empresas, pois levam ao assédio moral, mas a guerra sórdida, silenciosa e intermitente declarada ou não, não para. Nos corredores, nas salas de reuniões, nos intervalos, nas happy hours, nos almoços ou mesmo nas trocas de mensagens, as táticas de guerrilhas não tem fim, pois o inimigo está a toda volta, ora é o chefe, ora é aquele que quer tomar o meu lugar, ora é aquele "puxa-saco", ora é alguém que quer me ver derrubado porque tem inveja de mim, etc. Devaneios e preocupações sem fim que tiram a paz de todos.
A todo o momento na guerra corporativa faz-se alianças, conchavos e até conspiração e o assunto preferido das conversas é sempre a vida de alguém que não está presente e raros são os elogios. A vida alheia nunca foi tão interessante quanto nos dias de hoje, talvez os estímulos das novelas surtam tanto efeito nas relações pessoais que nem mesmo nos damos conta disto. Em ambientes assim, tão comuns nas empresas, não há paz e as consequências vão parar no divã do terapeuta, nos prontos-atendimentos e, lógico, no RH que tem como missão, às vezes impossível, de resolver o problema. 
Se de fato queremos dar a meia-volta como afirma Lewis em seu livro e corrigirmos o caminho; parece-me que a Bíblia é o mapa e o GPS com o qual precisamos conectar rapidamente é Cristo Jesus e o seu Evangelho, As Boas Novas, escrito por seus Apóstolos há quase 2000 anos, neles encontramos todas as sinalizações de que precisamos para chegar ao destino, o lugar que queremos chegar, a vida eterna com quem amamos, sobretudo na presença de Deus que é amor, em razão de uma existência breve entre o nascimento e a morte do corpo físico, que nós chamamos de vida terrena: "Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. (João 14:6); "E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho”.  (João 5:11). 
A convicção do caminho gera a segurança, a paz e a tranquilidade, logo não há mais nada o que temer (releia o subtítulo).


Aplicação Prática:

1.   Você já encontrou a paz? 
2.  Para você onde ela está?
3.  Em sua empresa há paz?
4.  Quem deve promover a paz? A ONU, o Papa?

***




MUDANÇA
  Nada é permanente, exceto a mudança.
(Heráclito 535 a. C - 465 a. C)

Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim.... eu sou sempre igual. Esta modinha que Dorival Caymmi fez para a moça Gabriela há algum tempo serviu para enriquecer nossa MPB, mas ainda é levada ao pé da letra por muita gente dentro e fora das empresas, são os chamados resistentes às mudanças, cujo discurso quase sempre é motivo de orgulho usando as palavras poéticas de Caymmi no colóquio diário: eu sou assim mesmo e não mudo.
Resistir à mudança faz parte da natureza humana, pois a mudança por menor que seja, via de regra, causa desconfortos, confronta hábitos e culturas estabelecidas. Por outro lado, tudo à nossa volta está em constante mudança, até mesmo o nosso corpo que hoje não é mais o de ontem e amanhã ao despertar será diferente. Insistir em não mudar, ou seja, permanecendo tal como Gabriela da canção o indivíduo não resistirá por muito tempo, ficará obsoleto, enferrujado e ainda perderá a maioria das boas oportunidades, as quais, quase sempre estão acompanhadas das mudanças que podem vir antes, durante ou depois.
Diante de uma proposta de mudança, seja ela dentro da empresa ou não, quem nunca ouviu a expressão: mas sempre foi feito assim, porque mudar agora? Ou então, antigamente a gente sempre fazia assim e dava certo, agora vocês querem mudar tudo?
A área de Recursos Humanos não é recomendável para os profissionais "Gabrielas", pois um dos mais importantes papéis e que melhor define a área de R H é o papel de agente de mudanças e dele todo bom profissional não deve se abdicar, sob pena de perder seu lugar para a concorrência. Ser um agente de mudança é atuar em linha com a estratégia estabelecida pela direção da empresa com a devida sensibilidade para os relacionamentos interpessoais e equilíbrio nas decisões, virtudes estas contabilizadas nas competências requeridas da função RH, as quais servirão de base para ações inovadoras e sustentáveis no importante papel social desempenhado pelas empresas no contexto econômico do século XXI.  
No âmbito da vida pessoal há muitas mudanças que ocorrem ao longo da existência de toda e qualquer pessoa, muitas delas a partir de decisões e escolhas pessoais que certamente trazem consequências as quais, se são boas ou más, dependem de valores e crenças. Todavia, há uma única e importante mudança que muitos buscam voluntariamente até encontrá-la e sabem bem no íntimo que dela depende a própria vida. 
Nicodemos, príncipe dos Judeus, maravilhado com os milagres realizados por Jesus Cristo, foi coadjuvante do pronunciamento de um dos fundamentos da fé Cristã, o qual leva a maior mudança que pode acontecer na vida de uma pessoa. Vejamos o diálogo escrito na Bíblia:
"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
- Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
- Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. (João 3:5-8).

Sem rodeios, Jesus Cristo afirma de maneira bem simples que ninguém poderá ter a vida eterna na presença de Deus, sem o novo nascimento espiritual. A regeneração, a nova criação e transformação da natureza pecadora original e desobediente do homem natural, realizada por Deus e pelo Espírito Santo por meio do arrependimento e da aceitação de seu filho unigênito Jesus Cristo como único salvador, leva o ser humano a ter uma nova vida, um novo caráter e uma nova disposição verdadeira para obedecer ao Deus trino (Pai, Filho e Espírito Santo) e agradá-lo, criando-se assim um elo, uma aliança espiritual eterna, porque Deus é eterno e perfeito.
Aqueles cuja vida espiritual já se faz presente em suas ações rejeitam os caminhos pecaminosos do mundo, não vivem mais segundo a carne se satisfazendo de suas concupiscências, não vivem mais para si mesmos e demonstram de maneira contumaz o caráter de Cristo em atitudes: tratam as pessoas com amor e gentilezas, se entregam de corpo e alma para abençoar o próximo, vivem um estilo de vida contagiante, demonstram fé em Deus e na sua Palavra com domínio próprio e retidão, são possuídos de uma grande alegria, sobretudo de paz. 
Estes homens que enfrentam mudanças em quaisquer circunstâncias sem se deixar levar por elas, são chamados de genuínos cristãos (palavra originada do Grego que significa Cristos pequenos) há mais de 2.000 anos e cumprem à risca a missão deixada pelo seu único Mestre, Cristo Jesus, príncipe da Paz: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”.  (Marcos 16:15)


Aplicação Prática:

1.    Na empresa onde você trabalha como você procede diante das resistências às mudanças?
2.    O RH da sua empresa está cumprindo o seu papel de Agente de Mudanças?
3.    Qual foi a maior mudança da sua vida e o que ela significou para você?
4.      Você já nasceu de novo no contexto bíblico?

***

INDEPENDÊNCIA
x
DEPENDÊNCIA

Neste Semanário tenho abordado temas tão amplos sobre os quais seria possível discorrer horas a fio e até mesmo produzir alguns volumes de literatura contemporânea sobre o estilo de vida cristão e a vida corporativa, mas tenho me limitado a algumas pinceladas face ao propósito de leitura do texto em até 3 (três) minutos. 
Oportunamente, tenho relatado algumas experiências vividas e até meus testemunhos pessoais, por ora, vai aqui mais um: Quem já não disse para si mesmo ou para um ente querido uma frase tola como essa? Quando eu envelhecer, não quero depender de ninguém. Resposta: eu mesmo!
Espero que você leitor ainda não tenha cometido tal tolice, ou pelo menos mude de ideia ao término deste artigo, o fato é que, queiramos ou não, seguindo o curso natural da vida, deixaremos este mundo um dia dependendo do amor e dos cuidados de outros. Nossas escolhas, atitudes e valores determinarão quem serão esses "outros".
Quando eu ainda era um menino sonhava ser independente e fazer bem o que quisesse da minha vida. A independência para um jovem adolescente está para a liberdade assim como o dia da alforria está para um escravo ou prisioneiro. Todavia, nem sempre, as consequências decorrentes da liberdade são contabilizadas corretamente na mente do jovem sonhador, assim como o prisioneiro em liberdade que não se regenerou em seu cativeiro se arrisca a um novo tropeço, o qual poderá torná-lo vítima de seus próprios atos mais uma vez.
As gerações de trabalhadores atuantes hoje nas corporações empresariais convivem com o paradoxo da independência: quando ser e quando não ser independente? Os Baby Boomers já descobriram que há ocasiões apropriadas para os dois papéis, as outras gerações (X, Y, Z) também irão descobrir, mas talvez pagarão um alto custo decorrente de tentativa-e-erro, tal qual na lenda Fio de Ariadne - aplicação de lógica. 
Por essa e também outras razões, as empresas estão reavaliando suas estratégias de atração e contratação de talentos, passando a incluir em seus processos seletivos, profissionais de maior quilate que trazem em seu bojo mais experiências e vivências em processos decisórios críticos e importantes para o cumprimento da missão de suas antigas empresas. 
O jovem executivo impetuoso costuma ver algumas árvores do mundo corporativo e traçar alguns planos para atingir seus objetivos, já o executivo mais experiente não só vê as árvores, enxerga toda a floresta, como também a interdependência intrínseca existente no ambiente, tão vital para a sobrevivência e perpetuação das espécies. 
John Stott em seu excelente livro, O Discípulo Radical, afirma que não podemos imaginar que a dependência seja a única atitude apropriada que devemos tomar, porém afirma ser a postura mais característica do que ele chamou de um discípulo radical - um seguidor de Jesus Cristo, capaz de viver a vida cristã com integridade. Existem momentos que somos chamados ao oposto, isto é, a sermos independentes.
No mesmo livro, Myra Chave-Jones, responsável pela Fundação Care and Consel, um serviço de aconselhamento cristão, é lembrada pela sua citação sobre o conflito entre a dependência e a independência "é uma das curvas mais abruptas de aprendizagem no caminho da vida". John Wyatt é lembrado pela célebre e eloquente declaração sobre a prioridade da dependência: "O plano de Deus para nossa vida é que sejamos dependentes".
De todos os seres que habitam a Terra, o homem, ao nascer, certamente é um dos mais dependentes. Para o caminhar sozinho leva meses de aprendizagem, os quadrúpedes ao nascer saem caminhando, as tartarugas correm para o mar, etc. Com tanta fragilidade a espécie humana deveria perecer, mas não foi o que aconteceu, cumpriu-se o propósito de Deus “... Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra."(Gênesis 1:26).
Em sua trajetória na Terra, Jesus Cristo demonstrou não só sua total dependência de Deus, seu Pai "Mas Jesus retirava-se para lugares solitários, e orava." (Lucas 5:16), como também das pessoas que o cercavam "Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dê-me um pouco de água". (João 4:7), foi assim que o próprio Cristo provou que a dependência não destitui uma pessoa de sua dignidade e de seu valor inestimável. 
Desta forma, nascendo como uma frágil criança, sendo alimentado, cuidado, apoiado, auxiliado, Jesus Cristo nunca perdeu a sua dignidade divina até mesmo no momento da cruz. Parafraseando John Stott; se a dependência foi adequada para o Deus do Universo, certamente é apropriada para nós, criaturas únicas de Deus, porém imperfeitas e prisioneiras do pecado original, mas factíveis de serem regeneradas única e exclusivamente pelo amor e a misericórdia do próprio Deus, que é galardoador dos que o buscam "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam."  (Hebreus 11:6).
Aplicação Prática:
1.    Você faz parte da tribo que já cometeu a tolice mencionada pelo autor? Mudou de ideia ao ler o artigo?
2.    Em seus papéis na vida pessoal e profissional qual é a sua característica predominante, independência ou dependência?
3.    Você ainda é prisioneiro do pecado na visão Bíblica ou já é uma criatura regenerada?
4.    Sendo uma nova criatura, seu estilo de vida cristão é integro? Cite algumas evidências disto.

***



INSATISFEITO?

Na fábula Branca de Neve e os Sete Anões, há um personagem cujo comportamento predominante se assemelha a de uma grande parte de colaboradores de organizações, sejam elas pequenas, médias ou grandes. Estou me referindo ao anão denominado de Zangado, cujas atitudes demonstram uma eterna insatisfação com tudo à sua volta, até mesmo com a bondosa moça, da qual cujos afagos recebidos são constantes para atenuar a irritabilidade perene e presente na personalidade do descontente anão.
Nos dias atuais, por onde quer andemos, sempre encontramos personagens zangados, os insatisfeitos de plantão. Para eles, nada está bom e nem tudo satisfaz. O celular recém-adquirido já não mais satisfaz, o automóvel zero quilometro do ano passado já está superado pelo novo modelo, o apartamento de 3 suítes ficou pequeno, o aumento salarial não foi suficiente, a promoção muito menos ainda, o serviço do garçom não foi tão bom assim, o casamento que já dura 2 anos não tem mais aquele glamour e o MBA já não faz o efeito necessário para galgar novas posições na escalada corporativa. Assim, podemos arriscar a afirmar que vivemos dias de muita insatisfação em todas as áreas; profissional, pessoal e social e porque não dizer que vivemos também a era da insatisfação formada por uma geração de insatisfeitos?
Nas empresas a problemática da gestão da satisfação dos colaboradores costuma desaguar na área de Recursos Humanos a qual, por sua vez, inventa e reinventa mecanismos de apuração permanente ou periódica do clima organizacional e de medição e apuração de desempenho profissional e algumas chegam a implantar a avaliação 360 graus, um instrumento de diagnóstico e desenvolvimento organizacional com prós e contras suficientes para gastarmos horas a fio filosofando sobre o comportamento humano.
Na minha trajetória profissional de mais de 3 décadas só fui encontrar um manual completo sobre o comportamento humano, quando me deparei com a leitura da Bíblia Sagrada, uma verdadeira biblioteca composta de 66 livros, 39 do antigo testamento e 27 do novo testamento. Alguns desses livros são chamados de rolos e são lidos durante as festas judaicas, outros são chamados de epístolas, simples cartas mensageiras passadas de mão em mão e entregues a seus destinatários no tempo certo sem o serviço de Sedex.
No livro dos Salmos composto de 150 rolos há uma infinidade de instruções e ensinamentos, que se bem assimilados e aplicados todos os mecanismos da área de Recursos Humanos no que diz respeito à promover a motivação, a satisfação e a realização no trabalho, seriam dispensados, já no livro de Provérbios encontramos advertências e correções voltadas para o comportamento humano, notadamente para a vontade humana cujo centro é o coração. Aqui vai uma delas: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida."  (Provérbios 4:23).
Para muitos, nos dias de hoje, o cérebro é o órgão dirigente da vida, mas de fato o órgão dirigente da vida é o coração, cujas manifestações envolvem a mente e determinam a vontade humana. As pessoas sabem as coisas em seus corações, pensam no coração, duvidam no coração, conferem no coração, creem no coração, amam no coração e maquinam o mal no coração. Portanto, o coração é a fonte dos desejos e das decisões.
Sabe-se que a autoria da maioria dos Salmos é atribuída ao rei Davi do povo Hebreu, cujo reinado durou cerca de quarenta anos (c.1010 - 970 a.C.), um sábio rei e profundo conhecedor do coração do homem. Ele mesmo, segundo a Bíblia, um homem cujo coração agradava a Deus. Vejamos o que diz alguns versículos do (Salmos 37).
“Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura”: A inveja, via de regra, é a raiz de muitos males, notadamente é fonte geradora de insatisfação sem fim de muita gente, na sua essência causa aprisionamento emocional.
Todo o cuidado com a insatisfação é pouco, pois o que pode parecer hoje algo insignificante, poderá tornar-se amanhã incontrolável e recorrente motivo de infelicidade e frustrações, chagas da alma de difícil cura.
Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração: o temor pelo dia de amanhã tira o sono de muitos e não há jeito que dê jeito, a ansiedade toma conta, vira insônia e faz nascer a insatisfação. A fé e a confiança prazerosa em Deus é a garantia crível da realização dos nossos desejos.
Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal. Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra: deixar-se irar é meio caminho andado para a prática do mal, cujos atos podem não terem volta ou maneira de repará-los. Tornando-se malfeitor perde-se a herança e as promessas de Deus descritas em Sua Palavra.
Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios: as maiores riquezas são provenientes de Deus e o dinheiro não pode comprá-las. Feliz é aquele que se satisfaz com essas riquezas.
A boca do justo fala a sabedoria; a sua língua fala do juízo. A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão: Jesus Cristo afirmou que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai pela boca (Mt 15:11), portanto do coração. Assim um coração limpo não só agrada a Deus, como também guarda Seus mandamentos em obediência resoluta e os caminhos do homem bom são confirmados por Ele.  

“Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão: não há maior segurança do que a mão de Deus que fundou a Terra, encerrou o mar, criou o caminho da morada da luz, os trovões e os relâmpagos, o firmamento, a aurora do dia, a chuva, as constelações, à mente deu o entendimento, pôs a sabedoria no íntimo, as medidas de todos os seres viventes e os seus dias de vida na Terra”. (Jó 38:39)


Aplicação Prática:
1.    Você se considera um insatisfeito?
2.    Se sim, em qual área? Já identificou as razões verdadeiras da insatisfação?
3.    Na sua empresa há muitos colaboradores insatisfeitos? 
4.    Como você contribui para melhorar os níveis de satisfação no ambiente de trabalho de sua empresa?
5.    No seu ponto de vista qual é a razão desta insatisfação generalizada?

***



TUDO MUDA, QUANDO VOCÊ MUDA
Jim Rohn

A citação acima pode parecer óbvia, simples e redundante, mas não é. Seu autor, um renomado filósofo de negócios de marketing multinível inspirou milhares de pessoas mundo a fora com ela. Entretanto, no ambiente corporativo esta máxima não consta em nenhum Quadro de Valores ao lado da Missão da Empresa, mas é comum a crença de que para realizar mudanças na organizações é necessário que se mude primeiro seus dirigentes. Mito ou verdade? Há empresas comprovando na prática de que isto é mais mito do que verdade, ou seja, nem sempre a troca de dirigentes provocará as mudanças necessárias. 
Diante do dilema busca-se caminhos que normalmente desaguam nas Consultorias de Estratégias Organizacionais e em alguns projetos até que dão certo, mas em outros os resultados são questionáveis. As razões para os fracassos podem ser várias, mas posso afirmar sem medo de errar de que a principal delas está na dificuldade de construção de uma mentalidade empreendedora, individual e coletiva, com princípios e valores voltados para resultados. 
A primeira barreira a transpor no processo de mudança individual é superar a limitação auto imposta, a qual faz o indivíduo pensar erroneamente que é preciso mudarem as circunstâncias e o ambiente para que ele possa mudar. Portanto, há sempre uma espera, uma expectativa de que algo externo possa acontecer para que tudo à sua volta se modifique e surjam condições propícias que atendam suas expectativas. Todavia, quando isso não ocorre, restam apenas lamentações e murmurações, diárias e repetitivas, as quais se proliferam e contaminam o ar comum respirado por todos os colaboradores de todos os níveis e departamentos, atingindo pôr fim a razão da existência da empresa, o cliente. 
Uma mentalidade empreendedora está calcada em um crescimento pessoal constante e as empresas que descobrem este caminho, poupam despesas elevadas com Consultorias, ganham terreno no mercado competitivo investindo em seus funcionários, estimulando-os ao aperfeiçoamento contínuo, desafiando-os a elevarem seus patamares de resultados e ganhos recompensadores. 
Há muitos livros de boa qualidade no mercado editorial voltados para o crescimento pessoal, mas todos que li até agora buscam seus fundamentos em uma única fonte; a Bíblia Sagrada, um mar sem fim de princípios e valores.  Nela encontramos diversos exemplos de homens e mulheres de mentalidade empreendedora oriundos do povo Hebreu e sua histórica e vitoriosa trajetória do Egito à Terra Prometida. Um deles chama-se Daniel, cujo nome significa "Deus é meu juiz". Os acontecimentos que marcaram a vida de Daniel, narrados no livro que leva seu próprio nome, estão vinculados à Antiga Babilônia, durante o cativeiro de 70 anos do seu povo pós invasão de Jerusalém por Nabucodonosor (605 a.C.). 
Daniel, tornou-se escravo a serviço do novo rei da Babilônia Nabucodonosor, ainda muito jovem e estava condenado à morrer nesta condição, entretanto seus valores pessoais, sua fé inabalável e obediência à Deus, o fizeram mudar sua trajetória, mas para isso ele teve de se arriscar a perder a vida, dando um passo à frente diante de todas as situações adversas que surgiram diante dele demonstrando atitudes empreendedoras admiráveis, até a reversão total de sua condição de escravo para príncipe do Rei. Sua história milagrosa na cova dos leões tornou-se conhecida no mundo todo. Eis alguns versículos do Livro de Daniel de singular beleza: "...Daniel louvou o Deus dos céus e disse: Louvado seja o nome de Deus para todo o sempre; a sabedoria e o poder a ele pertencem. Ele muda as épocas e as estações; destrona reis e os estabelece. Dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir. Revela coisas profundas e ocultas; conhece o que jaz nas trevas, e a luz habita com ele." (Daniel 2:19-22).
Outro personagem Bíblico muito conhecido é José do Egito, também levado à condição de escravo ainda criança, quando seus irmãos o venderam para mercadores egípcios. O neto de Abraão o patriarca de todos os judeus, assim como Daniel, estava também condenado a uma vida de servidão incondicional, humilhações e sofrimentos físicos sem fim em condições e ambientes totalmente adversos. Aos 30 anos de idade, tornou-se o segundo homem mais poderoso do Egito depois do Faraó e passou a ter autoridade sobre toda a terra do Egito. "Você terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você. E o faraó prosseguiu: Entrego a você agora o comando de toda a terra do Egito." (Gênesis 41:40-41).
Nos dias atuais em tese a escravidão foi extinta no mundo todo, na prática há controvérsias a começar pelo trabalho escravo, inclusive no Brasil, objeto de denúncias da OIT-Organização Internacional do Trabalho e de uma lei contra o trabalho escravo de autoria do Deputado Estadual por São Paulo, Carlos Bezerra Jr., verdadeiro e legítimo atalaia dos valores cristãos. Contudo, há muitos tipos de escravidão, notadamente aquelas oriundas de maus hábitos, os vícios ou de má formação de caráter, razões de verdadeiros paredões imaginários que impedem a mudança interior. Quantos José e quantos Daniel existem hoje e ainda são escravos?
O processo de mudança pessoal costuma ter início por duas vias: conscientização ou adaptação. Esta última exigirá o exercício da capacidade intrínseca natural de todo ser humano de se adaptar ao meio ambiente por instinto de sobrevivência, mas a primeira é dependente da força de vontade interior e esta por sua vez da fé, ou seja, da crença. Neste ponto, saímos da realidade visível e passamos para a realidade invisível que muitos negam sua existência, assim como a lei da gravidade era refutada no século XV, porém está escrito: "O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução." (Provérbios 1.7).
Antes do início da mudança é necessário haver uma vontade, por menor que seja, uma centelha apenas, para isso faço-me valer de um exemplo: quando o aprendiz demonstra a vontade de aprender ainda que pequena, se juntará à vontade do mestre em ensinar. Estas duas forças não mensuráveis, porém na mesma direção, com a mesma intenção, potencializarão a capacidade de realizar e de atingir o objetivo, ou seja, o aprendizado consciente e eficaz, tal como um pai que ensina o seu ofício a seu filho e logo vê os resultados de suas intenções e vontades.
E o que a Bíblia ensina sobre vontade e intenções? A maior autoridade que encontramos sobre esse assunto é Jesus Cristo, cuja vontade pessoal esteve sempre atrelada firmemente à vontade de seu Pai, demonstrando claramente de que em sua missão fazia tudo de acordo e em obediência à vontade de quem o havia enviado, Deus, todo-poderoso e criador do Universo. Vejamos alguns ensinamentos divinos nos limitando porém, apenas ao evangelho de João, o apóstolo do amor:
"Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra."  (João 4:34).

"E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia."  (João 6:39).
"Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou."  (João 5:30).
Por fim, uma certeza cristalina para aqueles que anseiam por mudanças, crescimento pessoal, libertação da escravidão de qualquer natureza e que temem a Deus e faz a Sua vontade: "Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve."  (João 9:31).

Aplicação Prática:
1.    Em sua empresa ou negócio qual é a mentalidade predominante dos colaboradores: Burocrática ou Empreendedora?
2.    Você conhece algum escravo que anseia por mudar a si mesmo e não consegue devido às limitações auto impostas?
3.    Considerando que os resultados são decorrentes da somatória das vontades para atingir determinados objetivos, você se considera uma pessoa satisfeita com os seus objetivos?
4.    Qual a avaliação que você faz de você mesmo como pessoa a esta altura da sua vida? O que precisa mudar?
5.    Em algum momento você esteve no centro da vontade de Deus realizando alguma coisa ou empenhado em alguma causa em comum? Contextualize sua resposta.

***

SUPERANDO LIMITES



No mundo corporativo lidamos com desafios durante todo o tempo, por isso criamos mecanismos de controle, acompanhamento e medição de resultados, estruturamos também campanhas de incentivo de vendas e/ou resultados de todo tipo e tamanho, como forma de atingir metas e objetivos. Via de regra nos deparamos com limites que achamos intransponíveis, sentimo-nos desorientados e às vezes nos deixamos abater pelos fracassos temporários. 
A área de Recursos Humanos de atuação estratégica tem por missão criar esses mecanismos de engajamento dos colaboradores aos desafios lançados pela alta direção da empresa. Em algumas situações os esforços chegam aos limites da criatividade que vão desde subir em árvores, chamado de arvorismo, a descer cachoeiras em uma modalidade esportiva chamada de "rafting". 
A formação do profissional de Recursos Humanos, a meu ver, deveria incluir experiências na maioria das atividades da empresa, bem como em outras empresas de segmentos diferentes.
Em uma destas experiências há alguns anos atrás fui contratado pelo ABN Amro Bank, conhecido no Brasil também como Banco Real, para estar à frente de algumas equipes de atendimento de Contact Center. Logo que cheguei fui informado de que uma das equipes estava envolvida com uma campanha de metas, as quais estavam muito aquém do esperado. Após estudar a campanha, passei uma manhã com todos os membros daquela equipe tratando do tema. De início notei que a maioria não acreditava que os resultados seriam atingidos e que a tão desejada premiação, um Cruzeiro de uma semana para Fernando de Noronha, o arquipélago dos sonhos, seria impossível de ser conseguida. 
Lembro-me muito bem de ter falado com aquele grupo de jovens sobre sonhos e visões sobretudo; valores, crenças e atitudes. Não me ative aos detalhes do árduo trabalho que estava pela frente, mas foquei nas potencialidades individuais e na união da equipe para superar os limites que eles estavam enfrentando. Os resultados vieram nos três meses seguintes e todas as metas da campanha foram superadas. Tive a felicidade de estar com o grupo de funcionários vencedores da campanha na viagem a Noronha. Uma viagem inesquecível e uma experiência também com uma equipe que eu mesmo denominei EAD - Equipe de Alto Desempenho e que serviu-me de referência em desafios futuros.
Sempre fui um admirador dos jogos olímpicos, uma competição que desafia os limites do homem desde a Grécia antiga, berço da cultura ocidental e dos ideais olímpicos. A melhor performance do Brasil em Jogos Olímpicos foi em 2004, Atenas, de onde saímos com 5 medalhas de ouro, de lá para cá nas duas edições subsequentes nunca mais atingimos esta marca, uma constatação de que é necessário investir muito mais na preparação de nossos atletas e quiçá obteremos melhor êxito em 2016 aqui mesmo no Brasil.
As Paralimpíadas chamadas antes de Paraolimpíadas tiveram a sua primeira edição na XVI Olimpíada, realizada em Roma, em 1960, objetivando a participação de atletas portadores de deficiências físicas. Muito embora ainda com pouca atenção da mídia e do público em geral, para mim, estes jogos simbolizam muito mais o desafio de superação dos limites do homem, face às condições físicas limitadoras de seus participantes, os quais, na minha opinião, deveriam ser chamados de Atletas Eficientes Físicos de Alto Desempenho ou de Portadores de Habilidades Especiais. No Brasil há vários Atletas Eficientes Físicos de Alto Desempenho, um deles, Daniel Dias, http://www.danieldias.esp.br, arrematou 6 medalhas de ouro em uma única competição nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, batendo todos os recordes mundiais das provas que participou. Herói nacional com um feito histórico e vencedor por duas vezes do prêmio Laureus World Sportsperson of the Year se juntando a outros 3 (três) brasileiros incluindo o Rei do Futebol, Pelé.
Para retratar a história de vida deste magnifico ser humano, peço licença a todos leitores, porque vou me valer de uma fábula pouco conhecida. Aqui vai ela com alguns retoques:
Fábula da rãzinha solitária: em uma floresta imaginária havia uma rãzinha solitária nascida no último verão. Cumprindo seu importante papel para o equilíbrio ecológico, a rãzinha vivia seus dias bucólicos à margem de uma lagoa até que ocorreu a primeira chuva do outono e neste dia conheceu outras centenas de rãzinhas iguais a ela e foram saltitando floresta adentro até se depararem com um grande balde de alumínio esquecido por algum retireiro distraído de uma grande fazenda que havia ali por perto. Neste grande balde havia leite fresco até a sua metade. Atraídas pelo cheiro do leite algumas rãzinhas saltaram para dentro do balde, inclusive a nossa rãzinha solitária. De repente, houve uma aglutinação de bichos em volta do balde, e a gritaria foi formada: uns diziam... vão morrer todas, outros gritavam... desistam, vocês não vão conseguir, outros ainda zombavam das pobres rãzinhas que lutavam desesperadamente, mas em vão, para obterem um salto maior e suficiente para tirá-las daquele ardil preparado pelo destino. Todas, infelizmente morreram, algumas até resistiram bem, outras morreram logo afogadas, exceto a nossa rãzinha solitária que continuou nadando, nadando sem parar, até que, surpreendentemente o leite coalhou e como todo leite coalhado, uma fina película se formou na superfície do leite, o suficiente para que ela desse um grande e último salto para fora do balde. Milagre? Destino? O que determinou o escape da rãzinha? Suas habilidades, sua determinação? Moral da história: a rãzinha era surda desde o seu primeiro dia de vida.
O nosso atleta, pelo visto, tal como a rãzinha da fábula nunca deu ouvidos às vozes a sua volta e principalmente, à voz interior; aquela que sempre diz que não somos capazes ou que é impossível ou não há solução que dê um jeito.
Em entrevista deste atleta de ouro a um canal de TV chamaram-me a atenção três características pessoais e uma atitude: 
  1. Sorriso estampado no rosto: chamo isso de sorriso de vencedor proveniente de uma alegria verdadeira vinda do interior do coração. "A Alegria do coração transparece no rosto, mas o coração angustiado oprime o espírito." Provérbios 15:13.
  2. Profunda gratidão a Deus: manifestada verbalmente e também pelas ações diárias na trajetória que o levou ao lugar mais alto do pódio várias vezes. "Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." (1 Tessalonicenses 5:18).
  3. Consciência do propósito de Deus em sua própria vida: "Eu tenho certeza de que foi propósito de Deus que eu nascesse assim". (*) 
  4. Atitude"Eu decidi ser feliz" - palavras do próprio atleta repetidas várias vezes durante a entrevista. "O que você decidir se fará, e a luz brilhará em seus caminhos." (Jó 22:28).
                                                                                                                                       
As melhores palavras sobre um filho, como sempre, são as da mãe, no caso em questão, uma fiel seguidora do Deus da Bíblia: "Agradecemos a Deus por colocar você em nossas vidas, você é especial, é uma obra prima que Ele planejou."  
(*) No evangelho escrito pelo Apóstolo João encontramos o entendimento da frase proferida pelo atleta Daniel Dias: Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? Disse Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.” (João 9:1-3).


 Aplicação Prática:
1.    Você pertence ou já pertenceu a uma EAD - Equipe de Alto Desempenho? Como se saiu?
2.    Quantos colaboradores de alto desempenho tal como o atleta Daniel Dias há na sua equipe de trabalho?
3.    A sua empresa está investindo no desenvolvimento dos colaboradores ou está aguardando "o melhor momento"?
4.    Você dá ouvidos à voz interior no contexto do artigo ou age como a rãzinha da fábula? 
5.    Você concorda com a afirmativa do atleta: "Eu tenho certeza de que foi propósito de Deus que eu nascesse assim"? Por quê?

***



EMPREGABILIDADE



O termo em questão, muito utilizado no mercado de trabalho desde os anos 90, é tão grande quanto o tamanho do desafio que está implícito em seu significado mais abrangente.  Manter-se em boas condições de obtenção de um novo emprego em um ambiente de constantes mudanças e de novas tecnologias a todo instante é uma tarefa árdua; como estamos acostumados a dizer no mundo corporativo, "uma lição de casa", a qual nem todos os colaboradores dedicam a atenção que o assunto merece.
Durante décadas a Economia Brasileira caminhou por trilhas tortuosas que proporcionaram um ambiente inflacionário que não só corroeu ativos, mas também a mentalidade financeira de milhões de pessoas e causou um verdadeiro apagão de habilidades em gestão financeira pessoal e um dos resultados foi o surgimento de uma geração quase que incapaz no trato com finanças pessoais, um dos fatores críticos para sustentação da empregabilidade, inclusive nas ações empreendedoras de pequenos negócios. Dados recentes do Banco Central confirmam que o endividamento já compromete 44% do orçamento anual do Brasileiro.
No âmbito da preparação do mercado de trabalho neste período inflacionário da Economia Brasileira, o que vimos foram investimentos tímidos por parte das empresas e políticas governamentais desastrosas na área de Educação, seja ela formal ou voltada para o mercado de trabalho que vai do preparo técnico elementar ao conhecimento científico profundo. O resultado que colhemos hoje chamamos de apagão de talentos, para os investidores do ramo altos lucros crescentes, no tocante à qualidade de ensino é triste dizer que nos processos seletivos de estagiários e "trainees" raramente encontramos uma redação básica inteligível (legível e inteligente). Anualmente formamos 30 mil engenheiros, mas precisamos de 40 mil.
Dentre todas as políticas dos subsistemas da área de Recursos Humanos talvez a de maior impacto no capital humano, porém não a mais dispendiosa, é a política de investimentos em T& D - Treinamento e Desenvolvimento que, infelizmente, ainda não é priorizada em muitas organizações brasileiras, sem contar aquelas que sempre estão esperando "o melhor momento" para investir nos seus colaboradores, enquanto seus concorrentes estão à todo vapor. 
Por outro lado, o colaborador que ainda não desenvolveu sua mentalidade empreendedora considerando-se como um verdadeiro cidadão Você S.A., dono da própria empresa, fica no compasso de espera de que o seu patrão tome a iniciativa para desenvolvê-lo ao máximo de suas potencialidades e não faz a “sua lição de casa”, permanece por longos anos "olhando para o próprio umbigo". O tempo vai passando e um dia este mesmo colaborador, querendo ou não, terá de enfrentar o mercado de trabalho e neste momento ficará surpreso com o abismo existente entre suas competências e aquelas exigidas pelo mercado. 
Uma grande maioria terá a tendência de se dirigir ao mercado informal onde também lhe serão exigidas outras competências ainda não desenvolvidas, entre elas, a gestão financeira citada anteriormente. Assim, o círculo se fecha, o mercado informal cresce e o apagão de talentos também. 
A Bíblia, ainda um livro ignorado por muitos por questões meramente religiosas ou opiniões infundadas, nos desafia no âmbito pessoal em todas as ações, notadamente profissional e financeira, a realizarmos a troca de uma mentalidade burocrática por uma mentalidade empreendedora adotando atitudes que influenciarão nossa empregabilidade constantemente em quaisquer circunstâncias. Vejamos alguns exemplos, a maioria proveniente de um pequeno livro chamado Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel:

Obediência: "O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina." Provérbios 1:7

Sabedoria: "Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento." Provérbios 2:6

Direção: "Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você. Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros. Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda; afaste os seus pés da maldade."
Provérbios 4:25-27

Confiança: "Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas." Provérbios 3:5-6
Compromisso: E disse Jesus Cristo: "Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno". Mateus 5:37
Competências: "Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus." 2 Coríntios 3:5.
Buscamos por mudança e melhorias constantes para nos tornarmos pessoas melhores e excelentes em tudo o que fazemos, todavia na maioria das vezes achamos que elas serão provenientes daquilo que recebemos do meio em que vivemos e até esperamos situados em zonas de conforto, ou seja, esperamos mudanças "de fora para dentro", diz um ditado: o meio faz o homem, mas a Bíblia afirma exatamente o contrário; o homem não é produto do meio onde ele vive enquanto manter-se revestido à semelhança de seu Criador, Deus, o qual detém todo o poder na Terra e nos céus e por intermédio do homem realiza a Sua vontade soberana e Seus propósitos eternos conhecidos e revelados pela própria Bíblia. Convido-o às reflexões abaixo:

Sou o que penso?  "Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade." Efésios 4:22-24 

Sou mais valioso como pessoa ao agir de acordo com meus valores de forma íntegra? "Ele reserva a sensatez para o justo; como um escudo protege quem anda com integridade, pois guarda a vereda do justo e protege o caminho de seus fiéis." Provérbios 2:7-8

Trato os outros como gosto de ser tratado? "Não planeje o mal contra o seu próximo, que confiantemente mora perto de você. Não acuse alguém sem motivo, se ele não lhe fez nenhum mal. Não tenha inveja de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos, pois o Senhor detesta o perverso, mas o justo é seu grande amigo." Provérbios 3:29-32

  Aplicação Prática:
Perguntas para debates e reflexões: todas que estão no corpo do texto.

***



TSUNAMI
"E, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos esfriará." (Mateus 24:12)

Vivemos dias de aflição e de grande tribulação por toda parte do globo até os confins do mundo. Paradoxalmente, não conseguimos mais ficar perplexos ou escandalizados com más notícias veiculadas a todo instante por meio de todas as mídias nos alcançando queiramos ou não. Tudo parece normal nas relações sociais e nada mais é irracional ou fora do comum, porém nos levantamos de nossas poltronas e protestamos quando a navalha se aproxima de nossa própria carne, quando não, via de regra, nos atinge em cheio e, nesse caso, ficamos indignados, raivosos, revoltados e clamamos democraticamente, como está em moda, por justiça, algo tão raro neste país tropical quanto um diamante de 70 quilates.
No Sermão da Montanha, tão conhecido não só pelas bem-aventuranças, mas também pelas profecias sobre a grande tribulação, o princípio das dores e do regresso do Messias, Jesus Cristo, ensina seus seguidores e os adverte, tal como um profeta, do juízo final deixando-os de sobreaviso sobre quando todas as Suas profecias acontecerão: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam." (Mateus 24:34).
Em uma leitura atenta do Sermão (Livro de Mateus - Capitulo 24) não há como negar as evidências de que estamos de fato no caminho da grande tribulação, que já se faz presente por toda parte em doses diferenciadas, notadamente e por mais incrível que possa parecer nos lares domésticos e nas comunidades chamadas de empresas onde as pessoas passam, segundos estudiosos do assunto, quase 2/3 da vida.
Vivemos de sobressaltos em nossas casas: quando toca o telefone depois da meia-noite, ao atender, o estômago quase sai pela boca, quando não percebemos rapidamente de que não passa de mais um trote de desocupados.
Com efeito, nas empresas, diariamente aguardamos por notícias muito embora não intencionalmente, preferimos notícias de impacto que podem ser sobre o diretor que foi demitido, nocauteado pela própria arrogância ou do colaborador que engordou as estatísticas de casamentos desfeitos.
Há ainda aquelas notícias que ninguém espera, mas elas sempre chegam: fulano descobriu que está com câncer, beltrano sofreu um acidente de carro depois que saiu da balada de sexta, etc. Quase todas elas, as notícias, deságuam no R H (Recursos Humanos) - o poço de águas de todas as cores e cheiros e, em algumas empresas no afã de provar que fazem parte da estratégia de negócios, estão muito mais focados nos sofisticados R´s (recursos, resultados, retornos) do que no simples H (Humano) o qual é frágil, sensível, de natureza emotiva complexa, dotado de alma e de espírito, que assim como o corpo requer cuidados diários.
No Tsunami que arrasa famílias inteiras e relacionamentos nas corporações, não há como negar a contribuição da crise de valores que permeia o ambiente corporativo.
Em recente pesquisa sobre ética no ambiente de trabalho no Brasil, os dados compilados revelam um cenário alarmante de risco de integridade: dos entrevistados, mais de 1/3 aceitariam receber dinheiro e 40% aceitariam presentes com a finalidade de favorecer um fornecedor e metade dos profissionais adotaria "atalhos antiéticos" para cumprir metas e, pasmem, 1/3 dos gestores usaria dados e informações sigilosos em proveito próprio.
No âmago dos relacionamentos familiares questões importantes, tais como: política, religião, educação financeira, relacionamento pais e filhos, são preteridos em detrimento de outras prioridades auto impostas pelo estilo de vida moderno apressado e consumista, levando a todos os componentes do projeto Eterno de Deus, chamado de família, a protagonizarem um caos de valores sem precedentes históricos.
Como sobreviver em um Tsunami? Não faço a menor ideia e nem imagino que haja alguma tática especial para este fim. Todavia, creio que a melhor forma de evitar um Tsunami é não estar no local que ele vier a ocorrer. A Bíblia nos ensina a se livrar de tsunamis de todo tipo e tamanho, bem como todo tipo de armadilhas que possam nos levar à destruição e tragar a nossa vida.
O Salmista afirma com garantia de que os obedientes às leis de Deus serão bem-aventurados: "Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração. E não praticam iniquidade, mas andam nos seus caminhos." (Salmos 119:1-3)
Um reforço de garantia é dado àqueles que possuem inimigos: “Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele.” (Provérbios 16:7). Contudo, a maior garantia com certificação celestial única está mesmo em Jesus Cristo, autor e consumador da nossa fé, cujas nações serão reunidas diante dele para o julgamento final, quem lê, entenda: “Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo." (Mateus 13:49, 24:13).
Aplicação Prática:
1.    Você aceitaria receber dinheiro ou presentes para favorecer um fornecedor de sua empresa?
2.    Em sua família qual a prioridade de valores que se pratica: os veiculados pela mídia na sociedade de um modo geral ou os valores Bíblicos?
3.    Você crê nas profecias sobre a grande tribulação, o princípio das dores e do regresso do Messias, Jesus Cristo? Você já está preparado para isso?
4.    Caso ainda não esteja preparado você gostaria de se aprofundar no assunto? Se a resposta for sim, recomendamos a leitura da Bíblia, Novo Testamento, iniciando pelo livro de Atos e na sequência os Evangelhos de Mateus, Lucas, Marcos e João. Havendo dúvidas, procure a Igreja Protestante Evangélica mais próxima e fale com o dirigente. Se preferir, envie-nos um e-mail.

***



TEORIA X PRÁTICA

   
Na fábula dos três sapos que se encontravam em cima de uma vitória-régia, planta aquática típica da região amazônica, em uma manhã ensolarada e prontos para dar início a mais uma jornada de trabalho de limpar um grande lago de um afluente do Rio Amazonas, contribuindo assim para o equilíbrio ecológico do meio ambiente, um deles decidiu dar o primeiro mergulho do dia.
A pergunta é: quantos sapos permaneceram na vitória-régia? Antes de você responder a pergunta, recomendo reler o texto e refletir sobre sua relação com o significado do título. Talvez você já tenha respondido mentalmente antes mesmo de chegar a este ponto, mas se a sua resposta foi diferente de três, acredite; você foi vítima do reflexo condicionado sem raciocínio, uma tendência predominante na maioria das pessoas que vivem neste século, principalmente nas grandes cidades. 
A fábula em questão ilustra um bom exemplo entre teoria versus prática. Denota-se que dentre os três personagens citados apenas um exercita sua vontade de saltar no lago ao decidir-se por realizar uma ação, porém não coloca-a em prática permanecendo no mesmo estágio de inércia de seus colegas de trabalho. 
Na busca de uma boa correlação entre teoria e prática lembrei-me de um bom exemplo de quando trabalhei para um Banco Norte-Americano recém instalado no Brasil. Nos anos 70 havia poucos profissionais especializados no mercado financeiro brasileiro e este Banco costumava amealhar os melhores alunos recém-formados provenientes das melhores universidades contratando-os na modalidade de Trainee, inusitada para a época. Durante 18 meses estes estudantes praticavam intensamente os conhecimentos teóricos da Universidade acrescentados substancialmente do capital intelectual corporativo proveniente da Matriz. No final do treinamento, quase que um super vestibular, os alunos funcionários Trainee eram sabatinados na teoria e na prática, um a um, com rigor acadêmico exemplar de Harvard. O resultado deste investimento em desenvolvimento de pessoas se propagou pelas décadas seguintes e o mercado brasileiro ganhou excelentes executivos financeiros, alguns foram parar em outros países.
No ambiente corporativo não raro encontramos muitos teóricos, alguns nos níveis mais altos denominados de empty suit "paletó vazio" e, comumente, excelentes oradores. Todavia, nem só de prática vivem as empresas, se fosse assim muitas estariam fadadas ao fracasso, pois toda ação inteligente nasce primeiro na mente. Contudo, muitas ações nunca saem da mente e vão parar no cemitério, ou seja, morrem com seus próprios donos. Às vezes, para se colocar em prática alguma ideia, é necessário um grande motivo ou mesmo uma catástrofe, diz o ditado; quando a água bate nas nádegas, aprende-se a nadar rapidamente.
A vida Cristã também é um aprendizado teórico e prático permanente que requer aperfeiçoamento constante e persistência, muito embora muitos acreditam que basta apenas a teoria chamada por alguns de fé e, por essa e outras razões, superlotam igrejas evangélicas e programas de TV. Consomem toda teoria, decoram a Bíblia, compram tudo que é produzido pelos homens de negócios do ramo, se emocionam com as histórias dos heróis bíblicos, citam seu exemplos, mas não seguem nenhum. Outros, lamentavelmente, se apossam de "algum misterioso poder" de juízo e passam a julgar pessoas que praticam atos condenáveis à luz das Escrituras, diga-se de passagem, atos estes praticados antes por eles mesmos. Se esquecem do próprio passado e enchem as mãos de pedras atirando-as para todos os lados. 
O resultado do conflito entre a teoria e a prática Cristã em nosso país marcado por um cultura secular idólatra é um Cristianismo deturpado, míope e vergonhoso, salvo raríssimas exceções de comunidades onde há coerência de conduta de seus líderes entre o discurso e a prática com total integridade e conexão com os valores deixados por Jesus Cristo para seus seguidos que abraçaram com convicção a missão deixada por Ele de fazer discípulos: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". (Mateus 28:19-20).
Jesus o Cristo, o Filho do Deus vivo, portanto conhecedor profundo da natureza humana, nos ensina por uma simples parábola que a fé Cristã não tem nenhum valor como teoria se não for verdadeiramente praticada. Cito alguns exemplos de práticas por mera eleição pessoal: amor ao próximo, compaixão, obediência, cuidado uns pelos outros, perdão incondicional, justiça e santidade: "Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda". (Mateus 7:24-27).
Ao longo da história moderna encontramos vários exemplos de praticantes da fé cristã, alguns nem sequer foram declarados Cristãos: Madre Tereza de Calcutá, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, entre outros. O apóstolo Tiago ratifica os ensinamentos de Cristo, com a célebre frase muito apropriada para os religiosos e legalistas: "Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta." (Tiago 2:17).


Aplicação Prática:

1.    Como anda a sua vida Cristã na prática?
2.    Você poderia atribuir uma nota de 0 a 10?
3.    Você se considera mais prático ou teórico? Como isso se reflete na sua vida profissional e familiar?
4.       A prática da fé Cristã para você é uma realidade ou não passa de retórica? Cite alguns exemplos.

***

FILHOS CORPORATIVOS



Face à onda de protestos por todo o nosso país me chamou a atenção um artigo de opinião publicado esta semana no portal do jornal espanhol El País, que diz que os protestos que sacodem o Brasil sãos os filhos rebeldes do ex-presidente Lula e da atual presidente Dilma Rousseff. O artigo intitulado "Manifestantes são filhos rebeldes de Lula e Dilma" é um prato cheio para cientistas sociais e faz uma associação entre o pronunciamento da presidente Dilma com o tom de conversa de pais sobre os filhos que se rebelam e concluem entre si: precisamos ouvi-los.
A democracia, filha dos ideais de Liberdade e Igualdade, instituída no Brasil com a promulgação da atual Constituição, para efeitos históricos ainda é uma jovem adolescente, mas já deu mostras de maturidade quando destituiu por meio de protestos um presidente eleito pelo voto direto, Fernando Collor de Melo, cujos protagonistas foram os jovens da época que se uniram no movimento que ficou conhecido "caras-pintadas". Tão certo como dois e dois são quatro, a história cuidará de registrar os feitos do movimento "passe livre".
Paradoxalmente, a sociedade brasileira fala mais sobre futebol e novela do que sobre política e religião, pilares de toda sociedade democrática, mas quando sai às ruas faz tremer péssimos governantes e políticos corruptos endividados até o pescoço com seus eleitores de promessas não cumpridas. 
Assim como na vida política, podemos gerar também filhos na vida corporativa e eles serão os responsáveis pela sobrevivência futura das organizações. Portanto, a saúde e a vitalidade corporativa da empresa do futuro dependem de quão saudáveis serão os filhos quando chegarem à idade adulta na gestão e liderança da missão de suas respectivas empresas onde estiverem atuando. Com efeito, os filhos corporativos são o nosso legado, nossa herança imaterial mas real, ou seja, como seremos lembrados pelas gerações futuras quando se referirem à nossa gestão e tudo o que fizemos, de modo assertivo ou não, que contribuíram para a perpetuação da empresa.
A educação de filhos sempre foi um enorme desafio desde a origem do homem criado por Deus e o primeiro filho rebelde da história humana foi Caim, que segundo a Bíblia, tornou-se no primeiro assassino motivado por um sentimento muito humano e corriqueiro: a inveja. Há outros Caim´s na história do povo Hebreu e nos dias de hoje, muitos deles atrás de grades de prisão, cujas mães cumprem, por amor, a missão de consolá-los aos domingos por alguns momentos durante as visitas rotineiras de seus filhos rebeldes. Contudo, a Bíblia também traz aos nossos olhos e ouvidos, o melhor exemplo de filho obediente de todos os tempos, Jesus Cristo, o filho de Deus: "Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou." (João 6:38). 
Na noite em que Jesus foi traído um dos que estavam com ele feriu o servo do sumo sacerdote, decepando lhe a orelha. Jesus ordenou ao seu discípulo que guardasse a espada e disse: "Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos?" (Mateus 25:53)Com esta atitude o filho de Deus demonstrou a grandiosidade do poder que detinha o qual poderia tirá-lo imediatamente daquela situação, mas também demonstrou de maneira exemplar sua obediência incondicional aos propósitos estabelecidos previamente com o seu Pai que o levariam à morte, morte de cruz.
Eis a questão: nos dias de hoje, como educar os filhos; sejam eles na vida política, na vida corporativa, na vida familiar? A fórmula básica parece-me uma só: exemplo + exemplo + exemplo, mas a Bíblia ensina que Deus nos deu princípios imutáveis para educar nossos filhos: Amor (relacionamento), Cuidados (físico, espiritual e emocional) e Disciplina (limites). Alguns ensinamentos de valor inestimável sobre estes princípios:

"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade." (1 Coríntios 13:4-6).

"Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida." (Provérbios 4:23).

"Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe, este é o primeiro mandamento com promessa: para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra". (Efésios 6:1-3).

Enquanto o homem cosmopolita busca modelos teóricos para transmitir valores aos filhos, educá-los e construir seu caráter, o homem simples do campo educa seus filhos tal como o faz no cultivo de suas plantações; prepara a terra, semeia e depois se dedica aos cuidados necessários; nos primeiros trabalhos trata de manter o terreno limpo à volta de suas plantações, mantém longe ameaças e predadores, enquanto elas crescem, coloca escoras para que os caules se endireitem corretamente, mas depois de crescidas trata de podá-las com disciplina, ferramenta adequada, sobretudo método.
A vida de nossos filhos são terrenos férteis constituídos por Deus em sua infinita sabedoria para que possamos conhecer do Seu amor para com o ser humano, sendo Ele todo poderoso por que teria incumbido a nós, humanos e falíveis uma tarefa tão importante e vital para seu propósito instituído desde o Éden? "Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra". (Gênesis 1:28).
O primeiro retrato de Deus que todo e qualquer filho vê é o próprio pai, por isso temos de refletir o caráter de Deus, mas para ensiná-los devemos viver primeiro. Em tudo seremos o exemplo que se perpetuará como nosso legado para as gerações futuras, mas sem princípios e relacionamento com Deus, certamente falharemos muito mais.
Boa Semeadura! "Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá." (Gálatas 6:7).

  
Aplicação Prática:

1.    Como estão indo seus filhos corporativos? Quais são os indícios de que estão saudáveis e garantirão a sobrevivência da empresa?
2.    Como você gostaria de ser lembrado quando deixasse de atuar na sua empresa atual ou profissão? E na família?
3.    Quais os dizeres que você gostaria que fossem escritos em sua lápide relacionados com o tema: filhos? 
4.    Na educação de seus filhos você se assemelha com o homem cosmopolita ou com o homem do campo? Justifique.
***



CERTO, ERRADO
MENTIRA, VERDADE


Certa feita ouvi durante o cerimonial de abertura de um evento corporativo a seguinte frase de um executivo muito bem sucedido do mercado financeiro: "Na empresa de hoje não há o certo ou o errado, o que há é o coerente ou o incoerente". Palavras rápidas que podem passar desapercebidas pela grande maioria dos ouvintes. Confesso que me senti incomodado com tal frase e se não fosse o momento solene teria acrescentado à frase do executivo: no negócio de tráfico de narcóticos o pensamento é o mesmo, na máfia também e nos presídios também. 
Com efeito, a conduta pessoal ou profissional deve ser coerente com determinados princípios em todos os ambientes, corporativos ou não, resta saber quais sãos esses princípios, se os mesmos são éticos ou não e, sobre este ponto fui, para a minha perplexidade, convidado recentemente a participar de um grupo de discussões em um site de relacionamento social corporativo sobre o tema: "É possível trabalhar com ética nas empresas?" De fato e pelo visto, estamos à beira de um caos total nas relações humanas dentro das corporações e caso nada seja feito no sentido de reverter a tendência do conflito de valores e a miopia coletiva na tomada de decisões que impactam nos padrões de comportamento, temo que a empresa do futuro será totalmente sem valores e 100% Maquiavélica praticando continuamente a máxima: "Os fins justificam os meios".
Parece-me que no ambiente corporativo a linha tênue que separa mentiras de verdades e atitudes erradas de atitudes certas nunca esteve tão milimetricamente fina e nem mesmo os RH´s, Auditorias, Ouvidorias Internas e Externas, Setores de Compliance, Governança Corporativa, dão conta de colocar "os pingos nos ís". Qual será o próximo setor a ser criado para ajudar a clarear a visão de colaboradores e executivos e separar o joio do trigo, o certo do errado, a verdade da mentira ou da omissão, a falsa verdade? "Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno". (Mateus 5:37).
No planejamento estratégico de criação de uma empresa, se fosse possível, recomendaria a criação do Setor Bíblico, mas não como um setor burocrático como outro qualquer, mas como fonte de sabedoria e conhecimento. Por lá, antes mesmo de se sentarem em suas definitivas cadeiras,  passariam em treinamento intensivo todos os colaboradores e executivos para que pudessem encher seus tanques de sabedoria de Deus e conhecimento dos relacionamentos humanos e quando o combustível estivesse se acabando não pelo uso, mas pela falta de prática, para lá voltariam para um reabastecimento, de modo que, só entrariam em ação nos desafios das relações humanas de tanques cheios de virtudes, tais como essas: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei”. (Gálatas 5:22-23).
Quando completei 14 anos de idade consegui o meu primeiro emprego formal em uma grande rede de lojas de tecidos. No recinto onde eu fazia algumas atividades de limpeza e preparava o café todos os dias, havia uma pequena placa azul com o seguintes dizeres em amarelo: "Não há problema sem solução não há solução sem defeito, mas não há defeito que em qualquer tempo não possa ser corrigido."  Li e reli esta frase inúmeras vezes e tirei para mim muitos aprendizados, um deles: não há soluções perfeitas porque, às vezes, quando achamos que estamos acertando pode ser que estamos errando, todavia sempre podemos corrigir nossos erros, basta querer a reparação. 
Não faz muito tempo que conheci uma pessoa de hábitos simples, dotado de muitas virtudes e sabedoria, ela é do tipo de pessoa que em apenas um minuto de convivência, ela deixará a sua marca registrada em você, notadamente a marca do amor ágape. Com ela aprendi uma máxima poderosa para corrigir erros e falhas nos relacionamentos, são os dizeres: "Eu errei, me perdoe, eu amo você." Aprendi também que a nossa vida não deve estar centrada somente em realizações, mas sim nos relacionamentos, primeiro com Deus, depois com as pessoas a começar por nossas famílias.
Diz um ditado que a mentira tem perna curta. Acho que ela tem mesmo uma perna só e curta, porque toda mentira é logo revelada, é difícil mantê-la escondida por muito tempo. Todavia, a mentira é também uma chaga que acompanha o homem desde o Éden quando Eva acreditou na 1a. mentira registrada na história da humanidade "Disse a serpente à mulher: Certamente não morrerão!". (Gênesis 3:4).
Desde cedo aprendemos a mentir com os nossos pais: - Sinto muito, mas ele não está. Você pode ligar mais tarde? quem nunca ouviu esta "mentirinha" despretensiosa? Nas empresas a mentira corre solta pelos corredores de diversas formas; boatos, fofocas, maledicências de todo tipo, intrigas, “puxada de tapete”, etc. Será que há novelas na TV sem mentiras? Se houver, não terá audiência, a mentira é o tempero que dá o tom em função da astúcia do autor e da performance dos atores. Na política há mentirosos de carteirinha que o povo não aguenta mais ouvir, eles mentem tanto que até acreditam nas próprias mentiras, as quais podem perigosamente transformar em falsas verdades.
E o que é a verdade? Pôncio Pilatos, governante do Império Romano, quando interrogava Jesus Cristo, não soube responder esta simples pergunta: "Que é a verdade? perguntou Pilatos. Ele disse isso e saiu novamente para onde estava os judeus e disse: Não acho nele motivo algum de acusação." (João 18:38).
Sem rodeios: Deus é a verdade "Nas tuas mãos entrego o meu espirito, resgata-me, Senhor, Deus da verdade”. (Salmos 31:5).
Não sei qual a espessura das lentes de óculos de sol que Pilatos devia estar usando naquele dia, isto é, se já existiam óculos de sol, pois ele estava diante da verdade resplandecente, mas não conseguia enxergá-la, mas talvez seria possível enxergá-la somente com os olhos do espírito e para isto, o governante não estava apto.
Jesus Cristo ensinou o que é a verdade "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." (João 14:6). 
Como conhecemos a verdade, você pode estar se perguntando agora. Ele também ensinou aos judeus e aos gentios: "Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vocês permanecerem firmes na minha Palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". (João 8:31-32). Portanto, não há segredos e nem mistérios para serem revelados ou fórmulas mágicas científicas ou não, pois tudo já está revelado por Deus no Verbo, o Filho, que se fez carne e habitou entre nós, basta crer, praticar e ler a Palavra escrita em milhões de Bíblias espalhadas pelo mundo e em centenas de idiomas. "No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus." (João 1:1).
Quando estamos fazendo nossas cestas no jogo rápido e fugaz da vida, nem sempre nos damos conta de que estamos com o pé na linha, logo nem todas as cestas são válidas. Não tenhamos dúvidas, pois o árbitro que tudo vê, anota notas faltas que anulam nossos pontos. Contudo, no fundo no fundo, nós temos a plena consciência de que sabemos o que é certo, o que é errado, o que é verdade, o que é mentira, por isso não podemos alegar falta de conhecimento das regras do jogo. Alguns duvidam de que terão que prestar contas quando o árbitro der o apito final. Portanto, para eles tanto faz o certo ou o errado, desde que haja coerência, mas se eles estão com a razão Jesus Cristo é mentiroso, Seu evangelho deve ser rasgado e jogado fora e Sua morte na cruz foi em vão.

Aplicação Prática:

1.       Na empresa onde você trabalha “os fins justificam os meios”?
2.    O que é valorizado em sua empresa, a verdade ou a “coerência” contextualizada pelo autor?
3.    Há mentiras camufladas em falsas verdades?
4.       Como os líderes tratam destes assuntos junto aos seus liderados e aos clientes?
5.    Na sua empresa o comitê de ética realmente funciona?
6.    Você acha que a empresa do futuro será Maquiavélica?
7.    Você crê que Jesus Cristo é a verdade? Justifique a resposta.

***



FELICIDADE SUSTENTÁVEL

Ouvi a expressão acima não faz muito tempo em uma palestra de consultores do comportamento humano tentando "vender o peixe" para um grupo de executivos de Recursos Humanos, de uma gama de treinamentos denominados por eles mesmos como inovadores e capazes de tornar uma pessoa mais feliz com as questões do dia a dia, sobretudo no mundo corporativo - infinidades de células vivas e pulsantes de emoções onde se aprimoram e se desenvolvem os relacionamentos humanos. 
A proposta em si a qual se referiam os palestrantes não traz muitas novidades uma vez que se baseia na sabedoria antiga da prática milenar da meditação voltada para o mundo corporativo. Todavia, em seus meandros, há um direcionamento perigoso para se colocar em prática uma mudança de referencial de valores e consciência do controle absoluto da própria vida, tal como se o homem fosse o centro do Universo, assim como na idade média acreditava-se que o planeta Terra fosse o centro de toda a existência. Desta forma, sendo o homem o centro de tudo logo, em seu interior, há uma fonte inesgotável de alegria, contentamento e paz, ou seja, felicidade: alcançada e mantida de maneira sustentável pela prática da meditação. Uma receita tão simples quanto feijão com arroz.
No Oriente, mais precisamente no Japão, um dos países mais ricos do mundo, o índice de suicídio é alarmante, bem superior à média mundial, o país é o sétimo colocado no Top 10 de países com maior índice de suicídio. Segundo o relatório de Desenvolvimento Humano de 2013, a quantidade de pessoas que vivem em situação de pobreza multidimensional é alarmante no sul da Ásia, só na Índia são 612 milhões de miseráveis vivendo em condições desumanas. Perguntas simples de principiante em questões sociais: como anda a felicidade sustentável nestes lugares? A verdadeira felicidade se faz presente no interior dessas pessoas?
Por dentro das corporações no Ocidente crescem sem controle as doenças psicossomáticas, aquelas de fundo psicológico geradas na mente, de difícil diagnóstico e que geram um turbilhão de sentimentos e ressentimentos de toda natureza e sem fim, afetando o equilíbrio do corpo físico e do estado emocional. Será que a saída para esses e outros tantos problemas emocionais está na meditação com a qual poderemos escolher as emoções que queremos sentir independente do contexto e das circunstâncias, "blindando" de qualquer influência o nosso coração e a nossa mente? No dito popular: "parece muito bom para ser verdade".
Na contracultura do humanismo centrado em si mesmo e arraigado de independência das circunstâncias externas para se atingir felicidade, alegria e equilíbrio, estão os manuscritos sagrados, a Bíblia, composta de 66 livros. Todavia, não encontramos em nenhum dos livros ensinamentos que visão moldar comportamentos contemplativos ou conformistas.
Com efeito, o que a Bíblia nos ensina para se alcançar uma vida feliz está baseado na obediência e na santidade, sendo o maior exemplo de todos os tempos a vida de Jesus Cristo, o filho de Deus, narrada ricamente em detalhes nos Evangelhos em seus originais no idioma Grego - As Boas Novas, uma verdadeira inovação sem precedentes no estilo de vida e nas relações sociais. Contudo, quando falamos de obediência e santidade à luz da Bíblia, somos interpretados como retrógrados e religiosos, mas o que a Bíblia diz, tão claro quanto o sol do meio dia, é que a obediência é um princípio universal, uma lei tão científica quanto a lei da gravidade, de modo que sem ela não estaremos sujeitos à autoridade, a qual provém essencialmente de Deus, porém nunca conseguiremos nos abster de receber as consequências da não obediência, ou seja, o polo negativo do imã que atrai para sim toda a limalha espalhada à volta.
O homem moderno, pouco a pouco, está rejeitando toda e qualquer autoridade, tornando-se incapaz de cumprir um simples aviso audível em estações de metrô da grande Paulicéia "A faixa amarela é a sua segurança. Nunca ultrapasse a faixa amarela na plataforma". Quem nunca viu um automóvel estacionado bem embaixo da placa proibido estacionar? Quando foi que um adolescente atendeu de imediato uma ordem de seus pais, enquanto estava à frente de um computador? Coisas simples e pequenas que fazem diferenças e demonstram nossos hábitos contumazes de desobediência às leis e regras sociais.
Santidade, para muitos é sinônimo de isolamento, mas a Bíblia diz que santidade é comunhão com Deus, mas não se engane, comunhão somente com Ele (não há representantes ou procuradores na Terra). Ele é santo, ou seja, separado do mundo corrompido pelo pecado e pelo mal dos males, o egoísmo. "E guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos santifica." (Levítico 20:8).
Se queremos conhecer a Deus, devemos ter intimidade e relacionamento profundo com Ele, de tal maneira como conhecemos um filho, que num piscar de olhos sabemos o que se passa em seu coração. O isolamento não traz proveito para ninguém prova disto que Jesus Cristo ensinou que somos o sal da terra "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." (Mateus 5:13).                                                                              
Jesus nos ensinou muitas coisas, sobre as quais poderíamos escrever muitos livros, mas duas delas, são essenciais para a felicidade sustentável: orar e amar o próximo com compaixão. Não há registros em toda a bíblia de práticas de meditação objetivando a introspecção, o controle do poder da mente e das emoções, o que há são exemplos incontáveis de exercícios e práticas de oração, palavra falada, audível e não repetitiva. "E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos." (Lucas 11:1).
Compaixão é o maior estado de felicidade sustentável que um ser humano pode alcançar, quem algum dia experimentou este sentimento saberá distingui-lo de qualquer outro. Jesus Cristo, em muitas ocasiões em sua missão de tirar o pecado do mundo, manifestou compaixão por nós, seres humanos, condenados à morte pelo pecado de não crer no Filho de Deus. 
“Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm o que comer.” (Marcos 8:2),
“E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores”. (Lucas 7:13),
“Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão”. (Lucas 10:33).
Aplicação Prática:
1.    Como anda a sua felicidade sustentável no contexto explorado pelo autor neste artigo?
2.    Você tem o costume de orar diariamente? Em afirmativo, poderia citar alguns benefícios deste hábito?
3.    Você concorda com o ponto de vista do autor no tocante aos hábitos contumazes de desobediência às leis e regras sociais e quais seriam as soluções para este problema social?

***



FELICIDADE SUSTENTÁVEL  (Parte II)

  
 Em Cast Away filme exibido no Brasil com o título de Náufrago, o ator Tom Hanks interpreta a história de um funcionário executivo da FedEx que sofre um acidente aéreo e para numa ilha desabitada no meio do Pacífico Sul. O personagem em sua busca desesperada de quebrar a total solidão à sua volta, elege uma bola de vôlei como seu companheiro de jornada e passa a chamá-la de Wilson (marca de fabricante de material esportivo), com quem troca longos "diálogos" e confidencias. Só assim, consegue se manter vivo por um longo período até ser resgatado e se recuperar emocionalmente da tragédia.
Transformar um grande impacto em impulso, na vida real, não é tarefa nada fácil independente das circunstâncias, seja numa ilha ou num ritmo frenético de uma grande cidade, nem todos conseguem manter sob controle a própria vida, assim a felicidade almejada sempre escapa mesmo quando todas as necessidades básicas estejam sendo atendidas e quando não, até mesmo uma gota de água de chuva é motivo de felicidade.  
A busca pela felicidade interior tem sido um alvo em constante movimento ao longo da existência humana, de modo que filósofos e intelectuais têm se debruçado desde a Antiguidade até os dias atuais sobre o tema partindo sempre de um mesmo ponto: o eu, aquilo que Freud o mais famoso dos psicanalistas, chamou do Eu consciente. Esses estudiosos, via de regra, se deparam com a seguinte questão: como obter o estado de felicidade para um ser consciente, inteligente e vivente em um mundo tridimensional, mas que não sabe de onde veio e para onde vai depois de cumprido um intervalo de tempo entre o nascimento e a morte, pois lhe escapa de seus sentidos racionais o que aconteceu antes e o que acontecerá depois?
Saber o nosso destino após um dia de trabalho é motivo de felicidade, tal como quando deixamos nossos familiares no início do dia e partimos para o local de trabalho. Tornar-se um andarilho sem destino é a mais completa manifestação explícita de infelicidade interior que um ser humano pode experimentar, quem se fez passar por este papel, sabe do que estou falando.
Nas organizações atuais há uma infinidade de colaboradores infelizes porque não conhecem o destino da empresa, tão pouco o seu próprio destino e vivem em busca de sentido e coerência para o que fazem e quando não encontram ou quando não há liderança eficaz das equipes, o termômetro da infelicidade e descontentamento sobe nas nuvens e todos perguntam: o que está acontecendo? por que há tantas pessoas doentes, insatisfeitas e infelizes? Alguém diz, chamem o Recursos Humanos, quando não há equipe estruturada internamente, contrata-se uma consultoria. 
Saber de onde vir e para onde ir é fator essencial para a felicidade, pois preenchem a lacuna do grande conflito existencial do ser humano, e ao mesmo tempo são parâmetros que norteiam as decisões que tomamos e complementam o sentido da vida. Contudo, é evidente que nossa capacidade de entendimento de um mundo além de 3 (três) dimensões ainda é muito limitada, mas a sabedoria que vem de Deus, se verdadeiramente desejada, nos suprirá, porque está escrito na Bíblia Sagrada: "Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento." (Provérbios 2:6).
Jesus Cristo sabia de onde vinha e para onde ia, sua convicção sobre esses parâmetros era inabalável e sua percepção da realidade ia muito além do mundo tridimensional que nós conhecemos: "Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou." (João 8:14).
A alegria e a felicidade sustentável estava e se resumia nele, o filho de Deus, que mesmo na noite em que foi traído havia acabado de realizar a ceia garantindo para nós,  pecadores mortais, em palavras eternas cujo tempo não apagará, o maior motivo para sermos felizes de maneira sustentável: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” (João 6:51).
Um outro fator essencial para a felicidade do ser humano é amar seu semelhante, como dito anteriormente na Parte I deste semanário. “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:34-35).
Antes da festa da páscoa, sabendo que era chegada a sua hora, em um ato de amor inigualável, Jesus Cristo cuidou de seus discípulos, tal como um pai cuida de seus filhinhos: “Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.” (João 13:4-5).
E para testificar nossa adoção como filhos de Deus, o centro universal do amor e da felicidade eterna, tal como Ele, ratificou para nós a promessa da felicidade sustentável: “Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai; Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus.” (João 16:26,27).

Aplicação Prática:

1.    Você concorda com a tese do autor de que a felicidade sustentável está amparada pelo amor ao próximo na figura de Jesus Cristo?
2.    Na empresa onde você trabalha há pessoas infelizes e doentes, cuja causa pode estar relacionada com os pressupostos do autor?
3.    Quais são as iniciativas e cuidados existentes voltados para a felicidade sustentável dos colaboradores em seu ambiente de trabalho?
4.    Em uma reflexão profunda você tem convicção da existência de uma vida pós a morte, perfeita e feliz? Quais são as evidências de suas conclusões e no que elas estão baseadas?

***



ALEGRIA
O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate.”

  
Nunca a valorização do sorriso esteve tão em alta no mundo corporativo como nos dias atuais. Não faltam iniciativas e criatividade de gestores e profissionais da área de RH para levar a cabo a dura missão quase impossível de estampar no rosto de colaboradores a tão desejada alegria percebida pelo cliente; a razão da existência de qualquer empresa. São ações e campanhas de motivação de todos os tipos; algumas combinam atitudes comportamentais e os chamados “mimos” – presentinhos, outras mesclam com incentivos financeiros, ou seja, recompensas, tal como se faz em treinamentos e condicionamento de animais.
Há um dito popular antigo que diz; a educação que temos trazemos de casa, acrescento por minha conta: a alegria também. Em uma sociedade em transformação profunda de relacionamentos onde a predominância é de lares desajustados em relação às tradições e costumes familiares, torna-se cada vez mais difícil carregar a alegria consigo mesmo de casa para o trabalho, pois um outro ditado diz; ninguém dá o que não tem.
Enquanto tentamos tratar de aliviar os sintomas dentro das corporações, as causas vão ficando para trás no núcleo familiar, onde estão os grandes desafios de aperfeiçoamento dos relacionamentos sociais. As influências externas na conjunção de mídias não ajudam muito no processo e mesmo com o poder de escolha de cada um, ficamos à mercê da imposição de novos valores no âmbito sócio familiar.
A família, por sua vez, não deve viver de qualquer jeito, de modo que as pessoas se relacionam entre si, segundo os princípios que vigoram em um mundo sem limites, parâmetros e valores. A continuar nesta toada, a longo prazo, não mais existirão famílias, mas sim núcleos de pessoas unidas por interesses comuns com um ordenamento de valores nefasto.
O manual do ordenamento familiar perfeito chama-se Bíblia Sagrada, seguida à risca por milhares de pessoas há milhares de anos. Nela, encontramos todos os valores necessários para construção de uma família perfeita, onde o amor de Deus possa se manifestar através da maneira como nos relacionamos. Nela encontramos também todos os motivos para manter a alegria num estado permanente em nosso coração, sendo o maior deles o Filho de Deus, Senhor Jesus Cristo.
Em Suas palavras estão as principais e mais importantes promessas que nós seres humanos, condenados à morte pelo pecado original, podemos receber pela fé e não por obras de nossas mãos: a salvação, a vida eterna, a alegria, sobretudo a paz. “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo.” (João 14:27).
A paz que está em Cristo gera alegria. Jesus nos dá a paz, logo a alegria também, hoje e na eternidade: “Assim acontece com vocês: agora é hora de tristeza para vocês, mas eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém lhes tirará essa alegria.” (João 16:22).
O melhor remédio para as doenças, principalmente as de fundo psicossomáticos que assolam a vida dos colaboradores dentro das organizações é sem dúvida nenhuma a alegria: “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos.” (Provérbios 17:22).

É praticamente impossível manifestar alegria quando não há sinal de sua presença no coração. Quando assim procedemos agimos como atores amadores e a nossa comunicação não chega ao seu destino, logo não surte nenhum efeito: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca”. (Lucas 6:45).

Aplicação Prática:
1.    Você concorda com o autor de que a alegria está em Jesus Cristo?
2.    Como anda seu estado de alegria?
3.    Você se deixa influenciar pelos acontecimentos do mundo laico?
4.    Na empresa onde você trabalha há pessoas alegres?
5.    O que você tem feito para contagiar de alegria o ambiente de seu trabalho?

***


GRATIDÃO
"Louvarei o nome de Deus com um cântico, e engrandecê-lo-ei com ação de graças."  (Salmos 69:30)

De todas as virtudes a gratidão é a virtude de almas nobres (Esopo - escritor grego 620-560 a.C.), ela traz em seu bojo sentimentos puros e genuínos provenientes do coração, tais como; o amor, a fidelidade, que despertam a prática do princípio da honra; algo tão incomum nos dias de hoje, quase que esquecido. Honrar significa reconhecer, respeitar, elogiar, apreciar por meio de atos, palavras, gestos e pensamentos.
Está comprovado que sentimentos de gratidão podem ser benéficos ao bem estar emocional de qualquer pessoa; patrões, empregados, superiores, enfim; todo e qualquer sujeito atuante em um núcleo social, notadamente nas empresas de qualquer tamanho, onde se processam uma grande quantidade de interações sociais que desafiam valores individuais de formação de caráter e personalidade.
Onde está a honra nos dias atuais? Nos habituamos a honrar mais as instituições do que as pessoas. Quem nunca ouviu a frase: "Meu...  (Time de futebol) é minha vida." Quando nos apresentamos comercialmente qual o sobrenome que usamos? Meu nome é fulano de tal, sou da empresa tal..., o subtítulo deixa de ter função acessória e passa a ter função principal nas relações sociais.
Com efeito, quando perdemos o emprego, via de regra, perdemos também parte de nossa identidade e aí temos de recorrer às ferramentas de reparo da caixa de entrada (o cérebro), de tal modo que cada um escolhe as suas de acordo com preferências pessoais (terapia, café filosófico, esportes, meditação, férias, etc.), que possam ajudar a resgatar a verdadeira identidade colocando-nos de novo nos trilhos para enfrentar nos processos seletivos uma das mais embaraçosas perguntas, porém tão simples quanto arroz com feijão, mas onde a maioria dos candidatos tropeçam: "fale-me um pouco de você".
Como podemos restaurar a honra em nossas relações sociais dentro das empresas? Resposta: se partimos da definição que honra não é sentimento, mas é uma decisão, logo o assunto torna-se administrável e tangível. Creio que a partir deste ponto a decisão a seguir seja simples e sem rodeios: as pessoas são valiosas, notadamente aquelas que Deus pôs sobre nossos cuidados ou com autoridade sobre nós. Em toda boa empresa que se preze a prática acompanha o discurso logo, devemos agir de acordo com a decisão; devemos fazer, mostrar, expressar nossa decisão de honrar todas as pessoas: chefes, subordinados, colegas, etc. O Apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos ensina: “Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei.” (1 Pedro 2:17).
Infelizmente, não fomos treinados para elogiar e até mesmo agradecer um simples serviço de café, o hilário é notar que também não fomos treinados para receber elogios, ficamos até desconsertados quando eles acontecem ainda que raramente. A continuar com esta cultura de ausência de elogios, de reconhecimentos e de gratidão sincera, não restará nada mais do que criticar, zombar, rir dos outros e assim continuaremos a perder oportunidades de receber o que pode ser acrescentado de valioso em nossa vida, tão apreciado por Deus, a honra, cuja palavra consta 244 vezes do Antigo Testamento e 64 vezes do Novo Testamento, na versão NVI. Eis aqui um bom exemplo de Jesus Cristo da importância da honra: “Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou.” (João 5:22-23).
A desonra, filha do orgulho e a hipocrisia chamada de falsa honra, por sua vez, são ambas abomináveis a Deus, sobre as quais Jesus Cristo nos ensinou claramente: “Ele respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Marcos 7:6).
O Apóstolo da Fé, Paulo de Tarso, em sua carta dirigida aos Colossenses, deixou-nos um grande ensinamento, um verdadeiro mandamento que devemos seguir à risca, para que nossa vida cristã seja edificante, cheia de frutos e o nosso coração cheio de gratidão: “Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão.” (Colossenses 2:6-7).
A humildade antecede a honra, diz com sabedoria o Salmista e o primeiro mandamento com promessa de galardão "Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Êxodo 20:12), foi escrito há milhares de anos para o povo Israelita herdeiro da promessa de Deus à Abraão e é válido também até hoje para nós os gentios, que segundo a Bíblia somos “... co-herdeiros com Israel, membros do mesmo corpo, e co-participantes da promessa em Cristo Jesus.” (Efésios 3:6).
Aplicação Prática:
1.    O princípio da honra é uma prática constante em seu ambiente do trabalho?
2.    O que você tem feito para estimular essa boa prática?
3.    Toda honra verdadeira promove mudanças. Você já provou disto na sua vida? 
4.    Qual é o seu maior sentimento de gratidão?
5.    Já foi desonrado alguma vez?
6.    Quais os sentimentos que foram despertados em você?

***


VOLUNTARIADO
"Há maior felicidade em dar do que em receber”. (Atos 20:35)

Estudo realizado pela organização britânica Charities Aid Foundation – CAF, o “World Giving Index 2012 – A global view of giving trends” mostra que o Brasil ocupa apenas a 83ª posição no ranking dos países mais generosos em doações. 
No Brasil 27% dos entrevistados disseram ter praticado algum tipo de solidariedade, o que fez o país ficar em 83º lugar no ranking, logo abaixo de Camarões, Estônia, Kosovo e Eslováquia e logo acima de Congo, Japão, Paquistão e Arábia Saudita. A lista dos mais solidários é liderada por anglo-saxões: Austrália, Irlanda, Canadá, Nova Zelândia e Estados Unidos.
Nas últimas posições estão China, Ruanda, Togo, Albânia, Grécia e, na lanterna, Montenegro. Como em várias outras nações, no Brasil a prática mais comum é ajuda a uma pessoa desconhecida (44% dos entrevistados disseram ter feito isso no mês anterior à pesquisa). Os que realizaram doações financeiras representam 24% do total e os que se dedicaram ao voluntariado, apenas12%.
O estudo, disponível no site http://www.voluntariado.org.br do Centro de Voluntariado de São Paulo, não faz distinção entre voluntariado proveniente de ações estruturadas de empresas ou de ações individuais, mas já não é de agora que as Corporações descobriram a importância do voluntariado no sentido comunitário e social mas, no Brasil, como podemos ver pelo estudo, há muito terreno para ser explorado nesta seara.
O trabalho voluntário é também, cada vez mais, uma via de mão dupla: não só generosidade e doação, mas sobretudo, oportunidade de aprendizado, riqueza e diversidade de experiências de trabalho, prazer de ser útil, criação de novos vínculos de interação e notadamente desenvolvimento pessoal.  Este último, foco de investimento de empresas competitivas e de empregados preocupados com a própria empregabilidade.
Diz o ditado: "a primeira experiência a gente jamais esquece" e foi assim comigo também quando me engajei em um projeto de voluntariado para dedicar uma parte do meu tempo nos finais de semana e feriados em serviços de Cumim - ajudante de garçom; aquele que auxilia o garçom, ou Maitrê, antes e depois de pôr a mesa. Desde a primeira experiência até a última nenhuma delas foi igual, mas sempre em todas se fizeram presente lições aprendidas e exemplos suficientes para treinar equipes inteiras em princípios de liderança, trabalho em equipe, objetividade, cumprimento de metas, entrega de resultados, comunicação, iniciativa, engajamento, entusiasmo, comprometimento e por aí afora.
Iniciativa: não há trabalho voluntário sem esta preciosa virtude despertada pela vontade intrínseca no coração de prestar um serviço ao próximo sem recompensa ou premiação. Assim como candidatos ao voluntariado que levantam as mãos quando são convidados para algum projeto, na Bíblia encontramos também inúmeras citações voluntariosas de líderes e profetas que atenderam chamados para serviços sem recompensa e mudaram a história de povos e nações: "O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui”. (1 Samuel 3:4).
Trabalho em equipe: eis aqui um dos maiores desafios do mundo corporativo, mas superado no campo do voluntariado com entusiasmo (tempero predominante que energiza o clima das equipes engajadas nos projetos e ações de voluntariado). Percebe-se logo, que sozinho não se vá a lugar nenhum, pois cada participante carrega um único e pequeno bastão, pelo qual é responsável por passá-lo adiante no tempo adequado e quando há falhas na operação, somente a ação de outro voluntário poderá corrigir, tal como a formiga que se propõe levar uma carga muito superior a sua capacidade física e que após diversas tentativas é substituída naturalmente por outra mais forte e capaz, mantendo-se o foco no objetivo, ou seja, levar a provisão para dentro do formigueiro.
A equipe mais eficiente de todos os tempos, sem dúvida nenhuma era composta de 12 senhores simples e humildes que atenderam um chamado para um trabalho voluntário sem nenhum tipo de promessa: "No dia seguinte quis Jesus ir à Galileia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me”. (João 1:43).
Liderança: líderes com humildade não se consideram fonte de poder. Tudo que o líder faz é criar condições para o sucesso do time, não tendo como objetivo atrair para si mesmo vantagens e benefícios. No voluntariado o exercício da liderança é constante no comportamento contumaz de servir e na forma de interagir com as pessoas, pois todos estão em igualdade de condições e necessitam uns dos outros.
O aprendizado se faz constante na medida que o voluntário se predispõe a exercer a sua auto liderança de modo a criar novos hábitos pela observação e pela prática até que os mesmos estejam consolidados, os quais certamente refletirão em sua vida pessoal e profissional. A liderança servidora foi ensinada por Jesus Cristo há milhares de anos e até hoje é estudada por catedráticos das ciências sociais e humanas que ao finalizarem seus estudos elaboram teses e conclusões do tipo "mais do mesmo".
Um dos exemplos de liderança servidora foi ensinado por Jesus Cristo, poucas horas antes de seu martírio e morte de cruz:  "Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou”. (João 13:12-16).
A história registra a trajetória de líderes, heróis e mártires que entregaram voluntariamente a própria vida às causas e propósitos em benefícios do próximo, de uma comunidade ou de um povo. Todavia, apenas um em especial e, sobretudo comprovadamente com atributos divinos, Jesus Cristo, se entregou voluntariamente por todos os seres humanos até os confins do mundo e a consumação dos séculos, em cumprimento de todas as profecias de Moisés (1390 a.C.) a Malaquias (430 a.C.).
Aplicação Prática:
1.    Você concorda com a tese do autor de que o voluntariado pode ajudar no desenvolvimento pessoal e profissional de colaboradores? Justifique sua resposta. A sua empresa estimula a participação de colaboradores em projetos de voluntariado? Por quê?
2.    Qual o nível de consciência preponderante na sua empresa sobre a importância do voluntariado no sentido comunitário e social?
3.    Você já é um voluntário engajado em algum projeto ou ação?
4.    Caso ainda não seja um voluntário um bom exemplo faria você mudar de ideia?

***


BOAS OBRAS
"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2:10)

Ah! Se eu pudesse... quem nunca ouviu esta frase no dia a dia do mundo corporativo? Estamos sempre com ela na ponta da língua e o seu uso é tão frequente que até serve de justificativa para quase tudo que gostaríamos que acontecesse, mas que nem sempre se torna realidade, quiçá no momento desejado: Ah! Se eu pudesse demitiria aquele chefe puxa-saco, se eu pudesse trocaria aquela secretária por outra competente, se eu pudesse mudaria o nome desta empresa, se eu pudesse trabalhar em casa ou mesmo perto de casa..., são incontáveis Ah! Se eu pudesse, por aí afora.
Na prática o que presenciamos é um punhado de queixumes sem fim e uma infinidade de oportunidades indo embora, tal como areia entre os dedos e toda oportunidade perdida, via de regra, jamais será revivida. Só se for agora, deveria ser o lema de todo colaborador que se propõe a realizar seu trabalho com boas obras - seu verdadeiro legado, onde quer que ele esteja sem desperdício de tempo, tal qual o coloquial termo tão conhecido da cultura brasileira; aqui e agora! 
Com efeito, enquanto em nossa mente damos vida à traumas de relacionamentos do passado e vivemos no presente ansiosos por um futuro que ainda não nos pertence porque, por mais que nos esforcemos, não será controlado por nós mesmos - pequeninos seres habitantes de um minúsculo planeta, via de regra, permanecemos nos debatendo com questões tão simples quanto um gesto. 
Sim, um simples gesto na direção do próximo, aquele semelhante a nós que o Deus criador de todas as coisas colocou à nossa frente, tal como um espelho para refletir a nossa própria imagem e dar sentido à nossa existência.
Todavia, em muitas ocasiões, somos indiferentes às circunstâncias de estar frente à frente com um ser humano. A indiferença, por menor que possa ser, é um mal que se alastra como epidemia fazendo vítimas emocionais com sequelas de difícil cura na alma e que se amontoam pelas calçadas das grandes cidades, deixando-nos indignados e cheios de compaixão, porém com muito pouca ação.
Fazer o bem não importa a quem é uma regra de ouro na arte do relacionamento humano, melhor ainda com propósitos nobres, para o bem comum e uma sociedade mais justa, emanados diretamente daquele que é onisciente e onipresente, cuja Palavra de Poder se faz presente na vida dos homens desde a criação; transcrita primeiramente aos Hebreus por meio de profetas e registrada nos chamados rolos - livros que são lidos até hoje nas festas judaicas. Há 2013 anos, a Palavra segundo o propósito de Deus, veio ao mundo revestida de nossa semelhança: "Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14).
Nossos relacionamentos são chaves de um grande tesouro que deveriam ser protegidos com segurança máxima e senha criptografada, porque deles dependem uma única coisa com a qual estamos sempre demasiadamente preocupados: o nosso futuro.
No melhor manual de relacionamentos já escrito até os dias de hoje, a Bíblia, encontramos todas as regras essenciais para realizarmos as boas obras, sejam elas no ambiente corporativo, familiar ou social. Cito algumas por mera eleição pessoal sobre as quais dispensam comentários:
Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz. (Tiago 4:11).
Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. (Mateus 7:1-2).
Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas! (Tiago 5:9).
Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente. (Gálatas 5:14-15).
Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros. (Gálatas 5:26).
Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. (Colossenses 3:9-10).
Aplicação Prática:
1.    Quando você deixar a empresa para a qual trabalha como gostaria de ser lembrado?
2.    Como você tem guardado o grande tesouro no contexto do artigo?
3.    Você já leu o manual citado pelo autor? O que achou?
4.    Na sua opinião, as regras citadas pelo autor, são factíveis de aplicação na sua empresa?
5.    Se afirmativo, o que você acha da ideia de estampa-las em forma de valores ao lado da Missão e Visão da empresa?
***



O LÍDER ESQUECIDO

Participei recentemente de um Fórum voltado para o Desenvolvimento de Líderes, uma excelente iniciativa de empresários visionários e preocupados com o mais importante patrimônio das empresas, o Capital Intelectual. Ao término do primeiro painel me dei conta de que o palestrante não havia mencionado em sua lista de exemplos de líderes que influenciaram o mundo o personagem mais famoso da história humana, mas achei que havia sido um pequeno deslize no pensamento sistêmico daquele jovem executivo.
No segundo painel minhas esperanças se renovaram, haja vista que tratava-se de um programa de desenvolvimento de líderes de uma das maiores empresas brasileiras de venda direta, um orgulho nacional, um caso de sucesso.
Fiquei muito bem impressionado com a dimensão do programa, bem como sua diversidade e multiplicidade de metodologias aplicadas ao desenvolvimento humano, mas quando o palestrante começou a mencionar alguns nomes referenciais de liderança, tais como: Martin Luther King, Madre Tereza de Calcutá, Dalai Lama e outros, limitando-se a apenas dois executivos brasileiros com estilos bem diferentes, tive a certeza de que o nome dele seria mencionado, mesmo que fosse com a seguinte ressalva: o homem Jesus, não o filho de Deus. Todavia, mesmo assim, o nome do esquecido líder do mundo corporativo, para o meu desapontamento, não foi mencionado. 
Estávamos caminhando para a segunda metade do Fórum, portanto ainda havia 50% de chances de que em algum momento o nome do maior pedagogo, psicoterapeuta, socioterapeuta, empreendedor e motivador de pessoas da história, segundo Augusto Cury autor do Livro 12 Semanas para Mudar uma Vida, que afirma que mais de dois bilhões de pessoas o seguem. Maomé foi um dos seus maiores divulgadores, citando-o em muitas passagens do Alcorão, mas muitos não sabem disso. O Budismo, que o precede, foi influenciado posteriormente por suas ideias. Grandes filósofos, como Spinosa, Kierkegaard, Kant, Hegel, Erich Fromm, foram influenciados por ele.
O Fórum acabou e o que se viu na segunda parte sobre modelos de liderança foi o mesmo da primeira, ou seja, nada ou quase isso, ressalvando-se a Liderança Nota 10 apresentada pelo psicólogo organizacional, Peter Barth, cujo princípio se baseia no pressuposto: "O líder nota 10 é aquele que ajuda seus colaboradores a obter o melhor de seu desempenho".
A ausência de modelos na educação e no desenvolvimento dos recursos humanos é responsável pela grande crise que afeta a sociedade moderna, refletindo nas organizações que buscam desesperadamente criar e manter líderes centrados na Missão e na Visão da empresa, menosprezando a competência que faz a diferença, caráter: elevada integridade e honestidade.
Com efeito, não se explica em nossa cultura Brasileira nos dias de hoje, afinal somos um país de maioria Cristã, o quase completo esquecimento do Líder dos Líderes e também conhecido o Mestre dos Mestres, Jesus Cristo.
De uma maneira hipócrita evitamos de falar sobre Ele a todo momento alegando o conhecido jargão: sobre política e religião não se discute. Quando na verdade, como temos visto em toda a sociedade brasileira, nunca foi tão necessário e urgente falar sobre esses dois assuntos, pilares de constituição de qualquer sociedade.
Cabe uma jkjjpergunta curiosa: a quem interessa que esses dois assuntos não sejam discutidos amplamente?
Tomando por base o princípio da Liderança Nota 10, será que Jesus Cristo foi bem sucedido? Na leitura dos Evangelhos podemos perceber a transformação que se sucede com todos os Apóstolos e um bom exemplo é o pescador Simão, a quem Jesus pôs o nome de Pedro, um inculto, impaciente, homem de atitudes rudes, transformado em 3 anos ½ em um excelente orador, pregador, evangelista, cuja primeira epístola é uma pérola a ser apreciada por qualquer leigo, a qual transcrevemos aqui os primeiros versículos, atente para os versículos finais deste trecho
:
“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia;
Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.


Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós,
Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo,
Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;
Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso;
Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas”. (
1 Pedro 1:1-9).

Aplicação Prática:
1.    Por que os assuntos política e religião não são discutidos amplamente em nossa sociedade?
2.     Você concorda ou não que o Líder dos Líderes anda meio esquecido no mundo Corporativo?
3.     Você já leu a Epístola mencionada no texto? O que achou?
4.     Na sua opinião, Jesus Cristo foi um Líder Nota 10? Por quê?